A luz da manhã entrava suave pelas cortinas do quarto, tingindo tudo com um dourado calmo, diferente de todas as manhãs anteriores.
Thomas dormia profundamente.
O corpo pesado.
A respiração lenta.
O rosto finalmente… em paz.
Depois de dias sem dormir direito, o resgate, a culpa, o caos…
Ele tinha apagado nos braços de Sofia.
Sofia acordou primeiro.
Ela ficou olhando para ele — para o homem que amava com cada parte do peito — e viu algo que nunca tinha visto nele:
Descanso.
Ele parecia mais jovem ali, largado no travesseiro.
O coração dela apertou de um jeito bom.
Ela levantou devagar, vestiu uma blusa branca de Thomas e foi ao banheiro lavar o rosto, escovar os dentes e prender o cabelo num coque alto.
Um sorriso insistia em ficar no rosto.
A noite anterior tinha tirado anos de peso das costas dela.
Quando ela voltou…
Thomas estava sentado na cama, com o cabelo bagunçado, um olhar sonolento e um sorriso de canto.
— Tava procurando você — disse ele, voz rouca de sono.
Sofia sorriu grande, caminhando até ele.
— Eu não fugi. Nunca vou fugir de você.
Ela tocou o rosto dele, deu um beijo suave…
Thomas segurou a cintura dela, virou Sofia na cama e a jogou com leveza sobre os lençóis.
Ela riu alto.
Ele deu outro beijo — mais longo, mais quente.
Depois respirou fundo, como quem força a si mesmo a parar.
— Eu preciso me arrumar… tenho muito trabalho hoje — murmurou, encostando a testa na dela.
— E eu vou fazer café da manhã pra você — ela respondeu.
Um sorriso sincero iluminou o rosto dele.
— Tudo bem.
Thomas beijou seu ombro e foi tomar banho.
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Na cozinha.
Sofia andava com passos leves, mais felizes do que nos últimos meses.
Colocou uma música animada na TV.
O som preencheu o apartamento.
Ela começou a preparar panquecas, ovos e um café bem forte — do jeito que Thomas gostava.
E dançava.
Rebolava levemente enquanto mexia a massa.
Cada movimento dela dizia:
> Estou viva de novo.
O riso escapava fácil.
A felicidade transbordava dela enquanto preparava o café.
… e não ouviu a porta do elevador abrir.
Não ouviu os passos firmes.
Não ouviu o salto batendo no piso.
Não ouviu o perfume elegante invadir o ambiente.
Mas a mulher ouviu tudo.
E ficou ali, parada, observando Sofia dançar.
Ela cruzou os braços, observando Sofia com um meio-sorriso curioso — e crítico.
Foi só quando Sofia virou para pegar a xícara no balcão…
… que a viu.
E congelou.
Um grito escapou sem controle.
A xícara caiu no chão, estilhaçando em pedaços.
Sofia levou a mão à boca, chocada, pálida, vermelha — tudo ao mesmo tempo.
— Meu Deus! — ela arfou.
Parada no meio da cozinha…
estava Antonieta Alves.
Vestido azul marinho impecável.
Casaco claro nos ombros.
Pulseira de pérolas.
Brincos que valiam o salário anual de muita gente.
Cabelo preso com perfeição.
Um ícone de elegância e poder.
Uma autoridade.
Uma lenda dos tribunais.
A famosa “Dama de Ferro da Justiça”…
na cozinha do filho, às nove da manhã de um domingo.
Thomas apareceu correndo do quarto, ainda com a toalha, cabelo molhado, peito nu.
— Sofia? O que—
Ele parou.
Secou.
Endureceu.
— Mãe?
Antonieta levantou um olhar firme.
— Bom dia, filho.
O silêncio que veio depois…
foi tão afiado que quase fez o ar sangrar.
Sofia piscou.
Uma.
Duas.
Três vezes.
A juíza Antonieta Alves.
No apartamento do Thomas. Que é filho dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...