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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 310

A luz da manhã entrava suave pelas cortinas do quarto, tingindo tudo com um dourado calmo, diferente de todas as manhãs anteriores.

Thomas dormia profundamente.

O corpo pesado.

A respiração lenta.

O rosto finalmente… em paz.

Depois de dias sem dormir direito, o resgate, a culpa, o caos…

Ele tinha apagado nos braços de Sofia.

Sofia acordou primeiro.

Ela ficou olhando para ele — para o homem que amava com cada parte do peito — e viu algo que nunca tinha visto nele:

Descanso.

Ele parecia mais jovem ali, largado no travesseiro.

O coração dela apertou de um jeito bom.

Ela levantou devagar, vestiu uma blusa branca de Thomas e foi ao banheiro lavar o rosto, escovar os dentes e prender o cabelo num coque alto.

Um sorriso insistia em ficar no rosto.

A noite anterior tinha tirado anos de peso das costas dela.

Quando ela voltou…

Thomas estava sentado na cama, com o cabelo bagunçado, um olhar sonolento e um sorriso de canto.

— Tava procurando você — disse ele, voz rouca de sono.

Sofia sorriu grande, caminhando até ele.

— Eu não fugi. Nunca vou fugir de você.

Ela tocou o rosto dele, deu um beijo suave…

Thomas segurou a cintura dela, virou Sofia na cama e a jogou com leveza sobre os lençóis.

Ela riu alto.

Ele deu outro beijo — mais longo, mais quente.

Depois respirou fundo, como quem força a si mesmo a parar.

— Eu preciso me arrumar… tenho muito trabalho hoje — murmurou, encostando a testa na dela.

— E eu vou fazer café da manhã pra você — ela respondeu.

Um sorriso sincero iluminou o rosto dele.

— Tudo bem.

Thomas beijou seu ombro e foi tomar banho.

---

Na cozinha.

Sofia andava com passos leves, mais felizes do que nos últimos meses.

Colocou uma música animada na TV.

O som preencheu o apartamento.

Ela começou a preparar panquecas, ovos e um café bem forte — do jeito que Thomas gostava.

E dançava.

Rebolava levemente enquanto mexia a massa.

Cada movimento dela dizia:

> Estou viva de novo.

O riso escapava fácil.

A felicidade transbordava dela enquanto preparava o café.

… e não ouviu a porta do elevador abrir.

Não ouviu os passos firmes.

Não ouviu o salto batendo no piso.

Não ouviu o perfume elegante invadir o ambiente.

Mas a mulher ouviu tudo.

E ficou ali, parada, observando Sofia dançar.

Ela cruzou os braços, observando Sofia com um meio-sorriso curioso — e crítico.

Foi só quando Sofia virou para pegar a xícara no balcão…

… que a viu.

E congelou.

Um grito escapou sem controle.

A xícara caiu no chão, estilhaçando em pedaços.

Sofia levou a mão à boca, chocada, pálida, vermelha — tudo ao mesmo tempo.

— Meu Deus! — ela arfou.

Parada no meio da cozinha…

estava Antonieta Alves.

Vestido azul marinho impecável.

Casaco claro nos ombros.

Pulseira de pérolas.

Brincos que valiam o salário anual de muita gente.

Cabelo preso com perfeição.

Um ícone de elegância e poder.

Uma autoridade.

Uma lenda dos tribunais.

A famosa “Dama de Ferro da Justiça”…

na cozinha do filho, às nove da manhã de um domingo.

Thomas apareceu correndo do quarto, ainda com a toalha, cabelo molhado, peito nu.

— Sofia? O que—

Ele parou.

Secou.

Endureceu.

— Mãe?

Antonieta levantou um olhar firme.

— Bom dia, filho.

O silêncio que veio depois…

foi tão afiado que quase fez o ar sangrar.

Sofia piscou.

Uma.

Duas.

Três vezes.

A juíza Antonieta Alves.

No apartamento do Thomas. Que é filho dela.

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