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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 314

A sexta-feira amanheceu com um sol tímido, filtrado por nuvens carregadas.

O fim do outono trazia um frio suave, o tipo que anuncia mudanças — no clima e na vida.

Sofia se arrumou rápido, prendeu o cabelo em um rabo simples e tomou um gole apressado de café.

Ela não queria cruzar com Nathalia naquele momento.

Não queria explicações, não queria conselhos…

Não queria chorar de novo.

Assim que saiu pela portaria, a Hilux preta estava lá.

Encostada nela — Thomas.

Ele ergueu o rosto, como se estivesse esperando exatamente o segundo em que ela apareceria.

— Bom dia, ruivinha.

Sofia tentou sorrir.

— Bom dia, Thomas.

Ele abriu a porta para ela, como fazia sempre, como se aquele gesto fosse instintivo.

Ela entrou.

Ele deu a volta e assumiu o volante.

Dirigiram em silêncio.

Não era um silêncio confortável.

Era o tipo que pesa, que arranha, que diz mais do que qualquer palavra.

Quando estacionaram em frente ao escritório de advocacia, Thomas finalmente falou:

— Um motorista vai te buscar hoje.

— Meus dias estão corridos… e eu quero você sempre segura.

— Assim não corremos risco de atraso.

Sofia assentiu.

— Tudo bem. Me passa os dados dele por mensagem.

Ele segurou a mão dela — gesto curto, contido, como se tivesse medo de sentir demais.

— Sofia… eu decidi ir ao jantar de aniversário do meu pai.

— Você me acompanha?

Ela respirou fundo.

— Sim. Por mim, tudo bem.

Thomas soltou um suspiro discreto — de alívio, talvez.

Então inclinou-se e beijou a testa dela.

— Te amo, ruivinha.

Sofia olhou nos olhos dele.

E viu ali uma alma ferida, escondida atrás de camadas de controle.

— Eu também, Thomas.

Ela saiu do carro sentindo o coração pesar.

Queria ajudar.

Queria entrar na escuridão dele e puxá-lo para fora.

Mas como… se ele não deixava?

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À TARDE…

O expediente correu rápido.

Às 14h, o motorista enviado por Thomas a levou para casa.

Sofia entrou no quarto, abriu o guarda-roupa e…

Nada servia.

Nada parecia à altura da família Alves.

Nada era bom o suficiente.

Ela já estava quase chorando quando Nathalia entrou às 17h30 com uma caixa grande nas mãos.

— SOFIAAA! — ela gritou no corredor. — Encomenda pra você!

Sofia apareceu correndo.

— Meu Deus, o que é?

— Não sei, estava na portaria. Mas o porteiro disse “é coisa fina, menina”.

Sofia abriu a caixa.

E ficou sem ar.

Um vestido vermelho.

Depelicado, estilo princesa moderna.

Acinturado, de seda.

Elegante sem ser exagerado.

Perfeito.

Dentro havia um cartão pequeno:

> Para uma princesa.

T. A.

Nathalia arregalou os olhos.

— MINHA NOSSA, SOFIA.

— Você vai ficar deslumbrante! Eu faço sua maquiagem. Seu cabelo. Tudo!

— Usa um scarpin preto — se não tiver, pega o meu. Amiga… você vai ARRASAR.

Sofia segurou o vestido contra o peito.

— Nat… e se a ex do Thomas estiver lá?

— Ele não me contou nada, mas eu pesquisei… e todo mundo fala que ela ficou noiva do irmão dele.

Nathalia fez uma careta de nojo imediato.

— Então mais um motivo pra você pisar nesse salão como a deusa que você é.

— Vamos. Eu te arrumo toda.

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19h02 — A porta toca

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