A sexta-feira amanheceu com um sol tímido, filtrado por nuvens carregadas.
O fim do outono trazia um frio suave, o tipo que anuncia mudanças — no clima e na vida.
Sofia se arrumou rápido, prendeu o cabelo em um rabo simples e tomou um gole apressado de café.
Ela não queria cruzar com Nathalia naquele momento.
Não queria explicações, não queria conselhos…
Não queria chorar de novo.
Assim que saiu pela portaria, a Hilux preta estava lá.
Encostada nela — Thomas.
Ele ergueu o rosto, como se estivesse esperando exatamente o segundo em que ela apareceria.
— Bom dia, ruivinha.
Sofia tentou sorrir.
— Bom dia, Thomas.
Ele abriu a porta para ela, como fazia sempre, como se aquele gesto fosse instintivo.
Ela entrou.
Ele deu a volta e assumiu o volante.
Dirigiram em silêncio.
Não era um silêncio confortável.
Era o tipo que pesa, que arranha, que diz mais do que qualquer palavra.
Quando estacionaram em frente ao escritório de advocacia, Thomas finalmente falou:
— Um motorista vai te buscar hoje.
— Meus dias estão corridos… e eu quero você sempre segura.
— Assim não corremos risco de atraso.
Sofia assentiu.
— Tudo bem. Me passa os dados dele por mensagem.
Ele segurou a mão dela — gesto curto, contido, como se tivesse medo de sentir demais.
— Sofia… eu decidi ir ao jantar de aniversário do meu pai.
— Você me acompanha?
Ela respirou fundo.
— Sim. Por mim, tudo bem.
Thomas soltou um suspiro discreto — de alívio, talvez.
Então inclinou-se e beijou a testa dela.
— Te amo, ruivinha.
Sofia olhou nos olhos dele.
E viu ali uma alma ferida, escondida atrás de camadas de controle.
— Eu também, Thomas.
Ela saiu do carro sentindo o coração pesar.
Queria ajudar.
Queria entrar na escuridão dele e puxá-lo para fora.
Mas como… se ele não deixava?
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À TARDE…
O expediente correu rápido.
Às 14h, o motorista enviado por Thomas a levou para casa.
Sofia entrou no quarto, abriu o guarda-roupa e…
Nada servia.
Nada parecia à altura da família Alves.
Nada era bom o suficiente.
Ela já estava quase chorando quando Nathalia entrou às 17h30 com uma caixa grande nas mãos.
— SOFIAAA! — ela gritou no corredor. — Encomenda pra você!
Sofia apareceu correndo.
— Meu Deus, o que é?
— Não sei, estava na portaria. Mas o porteiro disse “é coisa fina, menina”.
Sofia abriu a caixa.
E ficou sem ar.
Um vestido vermelho.
Depelicado, estilo princesa moderna.
Acinturado, de seda.
Elegante sem ser exagerado.
Perfeito.
Dentro havia um cartão pequeno:
> Para uma princesa.
T. A.
Nathalia arregalou os olhos.
— MINHA NOSSA, SOFIA.
— Você vai ficar deslumbrante! Eu faço sua maquiagem. Seu cabelo. Tudo!
— Usa um scarpin preto — se não tiver, pega o meu. Amiga… você vai ARRASAR.
Sofia segurou o vestido contra o peito.
— Nat… e se a ex do Thomas estiver lá?
— Ele não me contou nada, mas eu pesquisei… e todo mundo fala que ela ficou noiva do irmão dele.
Nathalia fez uma careta de nojo imediato.
— Então mais um motivo pra você pisar nesse salão como a deusa que você é.
— Vamos. Eu te arrumo toda.
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19h02 — A porta toca

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...