O carro estacionou em frente à mansão Alves.
Luzes amarelas iluminavam a fachada clássica, impecável, imponente — como a família que morava lá dentro.
Sofia respirou fundo quando Thomas abriu sua porta e ofereceu a mão.
— Você está maravilhosa — ele murmurou, baixinho, quase reverente.
Sofia sorriu, o coração batendo rápido.
— Obrigada… você também está lindo.
Thomas apertou a mão dela um pouco mais forte.
— Vamos.
Eles caminharam até a entrada.
A porta se abriu antes mesmo de baterem.
Antonieta Alves — impecável em um vestido champanhe e brincos discretos que brilhavam à luz — sorriu de forma tão verdadeira que surpreendeu Sofia.
— Vocês vieram — ela disse, e os olhos dela suavizaram ao olhar para Thomas. — Eu fico tão feliz.
Depois, voltou-se para Sofia:
— Então você é a famosa estagiária do escritório do Dante Siqueira… ouvi falar muito de você. Sua dedicação chamou bastante atenção.
Sofia quase engasgou.
— Eu… nossa… fico honrada, senhora Antonieta.
— Querida, me chame de Antonieta. — Ela tomou o braço de Sofia com leveza, conduzindo-a para dentro. — Venha, quero te apresentar ao Juan.
Juan Alves estava próximo ao bar, conversando com dois advogados. Alto, postura firme, olhar de juiz que pesava séculos de leituras. Quando viu o filho, o rosto dele se fechou por um instante… mas quando viu Sofia, suavizou.
— Então esta é a Sofia. — Ele sorriu, cordial. — Acompanhando meu filho hoje?
Sofia corou até as orelhas.
Thomas encostou a mão na lombar dela, suave.
— Calma — murmurou só para ela. — Estou aqui.
Ela respirou.
E sorriu.
Juan assentiu, satisfeito.
O salão estava cheio, mas com poucos convidados — o tal jantar “íntimo” que Antonieta prometera.
Thomas inclinou-se para Sofia e disse:
— Segundo a minha mãe, isso é “intimista”.
Sofia mordeu o lábio para não gargalhar.
— Intimista para quem tem metade da cidade na agenda telefônica — sussurrou.
Thomas riu pela primeira vez em dias.
Poucas pessoas vieram cumprimentá-los, mas as que vieram foram calorosas.
— Caro! Thomas! — Luís, primo dele, o abraçou. — Bom te ver. E melhor ainda te ver acompanhado.
O olhar dele caiu sobre Sofia.
— Você é muito bonita. — disse Alana, namorada de Luís, com um sorriso sincero. — Thomas teve sorte. Sua alma brilha.
Sofia corou novamente.
Thomas, agora relaxando um pouco, riu.
— Eu sei.
A noite seguia bem.
Comida impecável. Música suave. Conversas leves.
Até que…
Um silêncio estranho percorreu o ar.
Como um vento gelado entrando por debaixo da porta.
Sofia sentiu antes de ver.
Thomas também.
O maxilar dele travou.
A mão na dela ficou rígida.
E então, na porta do salão…
Entraram.
Guilherme.
E ao lado dele…
Gisele.
A mulher que um dia fora o futuro de Thomas — e depois, a traição que destruiu sua família.
Os dois chegaram como se fossem um casal de capa de revista.
Sorriso ensaiado.
Postura de poder.
Braços entrelaçados.
E, aos poucos…
os sussurros começaram.
— São eles…
— Isso mesmo, os dois…
— Imagina o clima…
— Thomas deve estar…
Sofia sentiu a tensão subir pelo corpo de Thomas.
Ele estava imóvel.
O olhar duro.
A respiração presa.
Sofia apertou a mão dele.
— Estou aqui — murmurou.
Ele olhou para ela.
Mas o passado o puxava pelos calcanhares.
Do outro lado da sala, Antonieta caminhou até Guilherme. Não havia sorriso no rosto dela. Não havia a doçura que havia mostrado para Sofia.
Era frieza pura.
Autoridade.
Decepção.
Ela se inclinou levemente ao falar com o filho mais velho — mas o tom era duro, inegociável. Guilherme tentou retrucar, mas a mandíbula dele travou, e o olhar dele cruzou a sala…
Diretamente para Thomas.
Um olhar de fúria silenciosa.
Rancor.
Competição.
Dor de uma história quebrada.
Sofia não precisava entender tudo para sentir:
Aquela família tinha rachaduras antigas.
E agora…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...