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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 315

O carro estacionou em frente à mansão Alves.

Luzes amarelas iluminavam a fachada clássica, impecável, imponente — como a família que morava lá dentro.

Sofia respirou fundo quando Thomas abriu sua porta e ofereceu a mão.

— Você está maravilhosa — ele murmurou, baixinho, quase reverente.

Sofia sorriu, o coração batendo rápido.

— Obrigada… você também está lindo.

Thomas apertou a mão dela um pouco mais forte.

— Vamos.

Eles caminharam até a entrada.

A porta se abriu antes mesmo de baterem.

Antonieta Alves — impecável em um vestido champanhe e brincos discretos que brilhavam à luz — sorriu de forma tão verdadeira que surpreendeu Sofia.

— Vocês vieram — ela disse, e os olhos dela suavizaram ao olhar para Thomas. — Eu fico tão feliz.

Depois, voltou-se para Sofia:

— Então você é a famosa estagiária do escritório do Dante Siqueira… ouvi falar muito de você. Sua dedicação chamou bastante atenção.

Sofia quase engasgou.

— Eu… nossa… fico honrada, senhora Antonieta.

— Querida, me chame de Antonieta. — Ela tomou o braço de Sofia com leveza, conduzindo-a para dentro. — Venha, quero te apresentar ao Juan.

Juan Alves estava próximo ao bar, conversando com dois advogados. Alto, postura firme, olhar de juiz que pesava séculos de leituras. Quando viu o filho, o rosto dele se fechou por um instante… mas quando viu Sofia, suavizou.

— Então esta é a Sofia. — Ele sorriu, cordial. — Acompanhando meu filho hoje?

Sofia corou até as orelhas.

Thomas encostou a mão na lombar dela, suave.

— Calma — murmurou só para ela. — Estou aqui.

Ela respirou.

E sorriu.

Juan assentiu, satisfeito.

O salão estava cheio, mas com poucos convidados — o tal jantar “íntimo” que Antonieta prometera.

Thomas inclinou-se para Sofia e disse:

— Segundo a minha mãe, isso é “intimista”.

Sofia mordeu o lábio para não gargalhar.

— Intimista para quem tem metade da cidade na agenda telefônica — sussurrou.

Thomas riu pela primeira vez em dias.

Poucas pessoas vieram cumprimentá-los, mas as que vieram foram calorosas.

— Caro! Thomas! — Luís, primo dele, o abraçou. — Bom te ver. E melhor ainda te ver acompanhado.

O olhar dele caiu sobre Sofia.

— Você é muito bonita. — disse Alana, namorada de Luís, com um sorriso sincero. — Thomas teve sorte. Sua alma brilha.

Sofia corou novamente.

Thomas, agora relaxando um pouco, riu.

— Eu sei.

A noite seguia bem.

Comida impecável. Música suave. Conversas leves.

Até que…

Um silêncio estranho percorreu o ar.

Como um vento gelado entrando por debaixo da porta.

Sofia sentiu antes de ver.

Thomas também.

O maxilar dele travou.

A mão na dela ficou rígida.

E então, na porta do salão…

Entraram.

Guilherme.

E ao lado dele…

Gisele.

A mulher que um dia fora o futuro de Thomas — e depois, a traição que destruiu sua família.

Os dois chegaram como se fossem um casal de capa de revista.

Sorriso ensaiado.

Postura de poder.

Braços entrelaçados.

E, aos poucos…

os sussurros começaram.

— São eles…

— Isso mesmo, os dois…

— Imagina o clima…

— Thomas deve estar…

Sofia sentiu a tensão subir pelo corpo de Thomas.

Ele estava imóvel.

O olhar duro.

A respiração presa.

Sofia apertou a mão dele.

— Estou aqui — murmurou.

Ele olhou para ela.

Mas o passado o puxava pelos calcanhares.

Do outro lado da sala, Antonieta caminhou até Guilherme. Não havia sorriso no rosto dela. Não havia a doçura que havia mostrado para Sofia.

Era frieza pura.

Autoridade.

Decepção.

Ela se inclinou levemente ao falar com o filho mais velho — mas o tom era duro, inegociável. Guilherme tentou retrucar, mas a mandíbula dele travou, e o olhar dele cruzou a sala…

Diretamente para Thomas.

Um olhar de fúria silenciosa.

Rancor.

Competição.

Dor de uma história quebrada.

Sofia não precisava entender tudo para sentir:

Aquela família tinha rachaduras antigas.

E agora…

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