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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 318

Os dias seguintes passaram como cópias malfeitas um do outro.

Ele já não buscava mais ela.

O motorista levava Sofia ao estágio.

E garantia que ela estivesse segura.

Era como se tivesse colocado uma parede de concreto entre os dois.

Eles conversavam o mínimo.

Sempre mensagens curtas ao longo do dia:

> "Chegou bem?"

> "Sim."

> " Ok. Não esquece de almoçar."

Era isso.

Isso… e o silêncio.

O pior tipo de silêncio:

aquele que corta… sem fazer barulho.

Sofia se dividia entre o estágio, os estudos e o pânico crescente:

TCC perto da apresentação

Prova da OAB chegando

E o coração dela em queda livre

Ela conseguia discorrer páginas e páginas sobre Direito Constitucional…

mas não conseguia arrancar uma palavra honesta de Thomas.

Às vezes, ele aparecia com olheiras profundas.

Sempre dizia:

> “Está tudo bem. Só trabalho.”

E ela respondia:

> “Eu sei.”

Mesmo não sabendo.

Mesmo doendo.

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Nathalia percebeu antes de Sofia admitir.

— Você está pálida. Vai cair dura qualquer dia — ela disse, cruzando os braços na porta do quarto.

Sofia forçou um sorriso.

— Estou só cansada…

— Sofia… até a sua mentira está cansada — Nathalia rebateu, sem humor.

Então decidiu:

— Você vem comigo ver a Eloise e a Cecília hoje. Sem discussão.

Sofia tentou protestar, mas os olhos marejaram antes que a boca pudesse reagir.

— Brigadeiro e amigas curam quase tudo — Nathalia declarou. — Ou pelo menos… adormecem a parte ruim.

A casa de Eloise estava iluminada com cheirinho de bolo no forno.

Emma, Laís e Eloise conversavam animadas, cada uma com um copo de café na mão, e Cecília dormia tranquila no bebê conforto — um suspiro de paz no meio do caos do mundo.

Elas riram, falaram mal dos ex-namorados, planejaram o que iriam vestir nas formaturas…

O clima era leve.

Sofia tentou se encaixar nessa leveza.

Tentou mesmo.

Mas a cabeça dela insistia em voltar para:

o sofá do Thomas vazio

o celular silencioso

o beijo distante

o medo constante

Laís colocou um brigadeiro na mão dela.

— Come. A gente precisa te deixar nutrida para brigar com a vida — brincou.

Sofia riu. De verdade até.

Mas o riso morreu cedo.

Emma percebeu a falta de brilho nos olhos dela.

— Sofi… quer conversar?

Sofia respirou fundo.

Por um segundo… ela pensou em dizer tudo.

Tudo mesmo.

Abrir o peito.

Deixar as amigas segurarem os pedaços.

Mas ela engoliu.

— Eu só tô cansada — respondeu baixo.

Ninguém acreditou. Mas respeitaram.

Elas decidiram falar sobre outras coisas…

porque às vezes o melhor jeito de cuidar… é distrair.

Sofia olhou para Cecília dormindo e sentiu algo esquentar o peito:

> se o amor ainda existia — estava ali

forte

quieto

lutando para sobreviver

Naquela noite, ao chegar em casa…

Sofia não recebeu nenhuma mensagem.

O celular ficou iluminando a mesa — esperando.

Ela também esperou.

Esperou até a esperança adormecer.

E quando finalmente deitou…

um único pensamento latejou:

> Ele está aqui… mas não está comigo.

E essa era a dor mais silenciosa que ela já sentiu.

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A quinta-feira começou agitada

Na delegacia.

Thomas fechou a porta da sala, girando a chave.

A luz do monitor era o único brilho ali dentro.

Fotos do sequestro espalhadas na mesa.

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