O som da música pulsava como se o coração da balada batesse do lado de fora das costelas.
Laís, Nathalia, Emma e Sofia riam sem precisar forçar alegria.
Eloise ficou em casa com Cecília — por isso, antes mesmo dos shots, elas tinham gravado um vídeo:
— Mãeeee da Cecília! Nós estamos comemorando a doutooora! — Nathalia gritou para a câmera, apontando para Sofia.
Emma beijou a bochecha dela: — A mais linda de todas!
Sofia dançava com as mãos no ar, o vestido preto desenhando cada curva.
Finalmente se sentia leve… como há meses não se sentia.
E sem notar, alguém mais observava.
Uma foto foi tirada.
Depois outra.
Alguém registrava cada sorriso dela.
— Vai, Sofia! — Nathalia vibrou. — Hoje você é a rainha desse lugar!
Sofia jogou o cabelo para trás e riu.
Era drinks, brindes, gritos…
Era vida.
Era ela, pela primeira vez, sem medo de doer.
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Enquanto isso…
O apartamento de Thomas estava silencioso demais.
Ele sentado no sofá, paletó jogado na poltrona, camisa aberta, nós dos dedos ainda marcados das paredes que ele socou.
Um copo de uísque pela metade.
A TV ligada sem som.
A mente longe.
Sofia.
O celular vibrou no bolso.
Ele pegou sem esperar nada…
E congelou.
Uma foto.
Sofia no vestido preto.
As amigas vibrando ao redor.
Taças levantadas.
Sorriso vivo, lindo… sem ele.
A mandíbula de Thomas travou.
O copo voou contra a parede.
— Merda, Sofia…
O coração dele bateu como sirene.
Ele se levantou com fúria.
Pegou a chave do carro.
Abriu o rastreador no celular dela.
E a marca vermelha no mapa confirmou seu pior medo:
> “Boate Vermelha”
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As luzes coloridas cortavam a fumaça.
Gente demais.
Música alta.
Cheiro de álcool com adrenalina.
Thomas atravessava o salão como um predador — ninguém precisava dizer que ele era polícia.
O olhar denunciava.
Ele varreu cada rosto.
Cada canto.
Até que…
Lá estava ela.
Sorrindo.
Girando.
Deixando a alma respirar.
Por um segundo… Thomas esqueceu o mundo.
Queria só olhar.
Queria só sentir.
Mas o medo venceu o amor.
O corpo dele se fechou inteiro quando viu mãos ao redor.
Olhares demais.
Quando ele subiu no camarote, Nathalia foi a primeira a percebê-lo.
— Sofia. — alertou, tensa.
Sofia virou tão rápido que chocou o peito no dele.
— Thomas?? — o coração dela caiu no chão.
Ele estava com o rosto duro, olhar escuro, respiração pesada.
— Você veio para uma balada… sem me avisar? — a voz dele cortou.
Sofia ergueu o queixo.
Ela já estava cansada.
— Eu mereço comemorar. — respondeu, firme. — Você não tinha tempo pra sair comigo… mas tem tempo pra vir me controlar?
Thomas ignorou. O instinto tomou conta.
— Vamos. Agora. Todas vocês. — ordenou.
Laís arqueou a sobrancelha:
— Eu não. Não tenho namorado e nenhum homem manda em mim.
Emma: — Tenho namorado e ele SABE onde eu estou. Cresce, Thomas.
Nathalia girou o copo na mão: — Ah não, isso não.
Sofia deu um passo para trás, magoada e furiosa:
— Vai embora, policial. O dever te chama.
Thomas deu um meio sorriso… perigoso.
— Se vocês não forem comigo agora…
eu fecho essa boate em CINCO minutos.
Só uma ligação.
O silêncio caiu como tiro.
Ela respirou fundo.
E disse a frase que ele jamais imaginou ouvir dela:
— Eu não vou a lugar nenhum com você, Thomas.
A dor atravessou o rosto dele de um jeito que ninguém jamais tinha visto.
— Sofi… — ele deu um passo, a voz falhando — eu só quero te proteger.
— Proteger? — ela riu com tristeza. — Você me tira da balada à força, me deixa sozinha nos piores dias da minha vida, me afasta como se eu fosse culpa. Isso não é proteção. Isso é punição.
Thomas tentou tocar o braço dela.
Ela recuou.
— Sofia, eu… estou tentando fazer o certo.
— O certo pra quem? — ela perguntou, olhos marejando. — Porque pra mim dói pra caralho.
A respiração dele ficou irregular.
— Eu tenho inimigos. Gente perigosa. Se você estiver comigo…
— Eles vão tentar me atingir. — ela completou. — Sim. Eu sei. Eu fui sequestrada, lembra?
Ele fechou os olhos.
Culpado.
Quebrado.
— Eu não posso te colocar nisso de novo.
Sofia sorriu fraco — um sorriso de fim.
— Thomas… você já me colocou no meio disso quando me fez te amar.
Ele engoliu seco.
Ela se aproximou só o suficiente para que ele sentisse o perfume…
o adeus.
— E agora… você quer que eu sofra sozinha pra te poupar?
Ele tentou responder.
Mas a voz morreu.
Sofia abriu a porta.
Antes de sair, sussurrou com a voz que tremia por dentro, mas firme por fora:
— Se o amor precisa me afastar de você pra me proteger…
então esse amor não me serve mais.
Ela desceu.
Um passo.
Outro.
Até sumir no prédio.
Thomas ficou com a mão no volante…
olhos ardendo…
como alguém que levou um tiro no peito e não percebeu.
Ele apertou os dedos até os nós esbranquiçarem:
— Merda… Sofia… não faz isso comigo… — sussurrou para o nada.
Mas ela não estava mais ali para ouvir.
E foi assim que o silêncio deles deixou de ser pausa…
e virou despedida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...