Thomas não foi embora.
Ele ficou lá.
Parado na calçada.
Encostado no carro.
A madrugada inteira.
Como se vigiar a porta do prédio fosse a única forma de segurar o que já estava escorrendo pelos dedos.
Lá em cima…
Sofia chorou até o corpo não ter mais água.
Emma fez cafuné.
Laís trouxe chocolate.
Nathalia xingou Thomas umas vinte vezes.
Eloise ficou no celular com ela, mesmo com Cecília dormindo no colo.
— Chora, amiga… mas não se diminui. — Nathalia sussurrou.
Quando elas dormiram espalhadas pela sala…
Sofia ficou acordada.
Olhando o teto.
Tentando achar onde foi que o amor se perdeu.
Talvez não tenha se perdido.
Talvez tenha sido arrancado.
O sol já piscava pela janela quando ela levantou.
O rosto inchado.
O peito vazio.
Foi até o banheiro.
Ela encarou o espelho.
A alma cansada.
Mas a voz… firme.
— Chega, Sofia. — murmurou para si mesma. — Você precisa acordar. Tem as provas finais... e a OAB aí na porta. A vida não vai esperar você sofrer.
Ela lavou o rosto, prendeu o cabelo, respirou fundo.
Sobrevivência.
Era disso que ela precisava agora.
Tomou um café forte.
---
Quando saiu do prédio, o coração falhou.
Thomas estava ali.
Exatamente onde a noite o deixou.
Olhos vermelhos.
Olheiras profundas.
Mãos no bolso, como se estivesse se apoiando nelas para não desmoronar.
Eles se olharam.
Ele não se aproximou.
Não disse “vem aqui”.
Não pediu “não vai”.
Só abriu a boca… e falhou em encontrar qualquer palavra que não fosse cruel.
Sofia desviou o olhar primeiro.
Entrou no carro do motorista.
A porta se fechou.
O ar ficou pesado.
O carro partiu.
O celular vibrou no banco ao lado.
Mensagem de Thomas:
> "Cuida de você.
É a única forma de eu te proteger."
Sofia leu várias vezes.
Mas nenhuma delas fez sentido.
Nem curou.
Nem segurou.
Nem trouxe ele de volta.
Ela bloqueou a tela…
…e deixou que a lágrima caísse apenas uma vez.
— Eu vou cuidar, Thomas… — ela sussurrou para si mesma.
Thomas ficou parado na calçada.
O amor deles ainda existia…
mas estava cansado demais para continuar.
Naquela manhã, eles não sabiam…
Mas aquele “cuida de você”
foi o primeiro adeus entre eles.
Os dias passaram depressa demais —
depressa o suficiente para quem olhasse de fora achar que estava tudo normal.
Mas nada mais estava normal.
Sofia se fecha no que ainda consegue controlar
Ela colocou o coração numa caixa invisível e trancou a chave.
— Na verdade ela ama sim… só que está tão ocupada esperando o outro pisar na bola… que foi ela quem pisou.
— CHEGA! — Nathalia jogou uma almofada nelas. — Próximo assunto.
E então vieram brigadeiros.
Pipoca.
Filme bobo de romance.
Cinco mulheres, cinco corações.
E ali, ninguém estava sozinha.
Segunda-feira — a vida exigindo foco
— PERDI A HORA! — Sofia atravessou o corredor colocando o salto no pé enquanto caminhava.
Nathalia riu e entregou uma xícara de café:
— Pra te dar energia. Você tá precisando.
Sofia respirou fundo…
— Tô precisando de SORTE também. Hoje começam as provas finais. Semana que vem é a OAB. E meu contrato no escritório do Dante acaba junto.
Nathalia rolou os olhos:
— Sofia, eles não seriam loucos de te perder.
Sofia deu um sorriso fraco.
Mas por dentro… a insegurança mordia.
Porque tudo na vida dela parecia prestes a desabar:
carreira
coração
futuro
E mesmo assim…
ela se obrigou a continuar.
Porque algumas batalhas…
a gente luta com o coração em pedaços mesmo.
Sofia pegou a bolsa, respirou fundo e abriu a porta.
Antes de sair, ainda viu no celular:
Sem mensagens do Thomas.
O peito apertou.
Mas ela ergueu o queixo.
> “Se a vida quer me testar…
então eu vou passar napo teste."
E saiu.
Decidida.
Ou, pelo menos, fingindo que estava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...