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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 320

O restaurante estava cheio, mas a mesa deles parecia ter luz própria.

Sofia estava no centro.

Nathalia, Emma, Laís e Eloise falavam todas ao mesmo tempo.

Cecília dormia tranquila no bebê conforto, ignorando toda a festa da vida adulta.

Enzo sentou ao lado de Sofia, prestando atenção em cada frase dela — discreto, mas presente.

Sofia tentava não corar com o jeito atento dele.

Quando o garçom chegou com as bebidas, alguém surgiu atrás:

— Olha só… festa sem convite? — Heitor brincou, puxando uma cadeira.

Thiago e Augusto vieram logo atrás.

Emma bateu palmas:

— Agora sim! Comitiva quase completa!

— E agora eu tenho liberdade de falar tudo que eu quiser — Thiago disse, apontando para Sofia com um sorriso provocador. — Afinal, eu tenho uma advogada comigo.

Sofia riu, com vergonha:

— Calma! Ainda falta passar na OAB!

— Detalhes… — Thiago abanou a mão. — Eu já considero vitória.

Augusto ergueu uma taça.

— Então vamos oficializar.

Todos ergueram suas bebidas.

O olhar de Sofia brilhou. Ali, ninguém escondia o orgulho que sentia dela.

— Um brinde à Sofia, ao esforço, à coragem e a tudo que ainda vem pela frente. — Augusto declarou.

— VIVA A SOFIA! — todos gritaram juntos.

— Uhuuul! — As garotas bateram as taças.

Sofia riu, emocionada demais para falar.

Era tudo o que ela queria… mas faltava ele.

Ela respirou fundo.

— Vou só no banheiro, já venho.

Antes que ela se afastasse, Heitor virou para Nathalia:

— E o Thomas? Achei que ele viesse comemorar também.

Nathalia encarou o guardanapo, com culpa na voz:

— Trabalhando.

O silêncio caiu rápido demais sobre a mesa.

Augusto pigarreou.

Emma driblou o ar pesado com um sorriso exagerado:

— A sobremesa aqui é maravilhosa! Vamos pedir depois.

Sofia percebeu o clima estranho de longe —

olhares desviados, sorrisos forçados, conversas apressadas que não encaixavam.

No sorriso engolido de Nathalia.

E, pela primeira vez,

ela se perguntou:

> “Será que esse incômodo de todo mundo é pela ausência do Thomas…

…ou porque todo mundo já percebeu que ele não está mais comigo?”

O pensamento foi como um soco sem aviso.

Ela se sentou e tentou sorrir, como se nada tivesse despencado dentro dela

O peito dela pesou —

como se a alegria estivesse tentando ficar…

mas o coração já tivesse ido embora.

Ela se sentou novamente, forçando sua melhor versão de felicidade.

Ninguém comentou.

Ninguém perguntou.

Mas todo mundo sabia:

Sofia estava comemorando um sonho…

com a dor de quem percebeu

que a pessoa que mais queria ao lado dela…

não estava ali.

___

Já passava das seis, a noite já caia.

A sala de Thomas estava sufocante.

Pilhas de relatórios da operação espalhados, fotos de apreensões, documentos, telas abertas demais para quem precisava respirar.

Ele ainda sentia o cheiro do perfume de Sofia no casaco…

e isso o deixava mais tenso do que qualquer arma apontada para ele.

O telefone tocou.

Thomas estranhou:

linha sigilosa, contato restrito… e não era nenhum dos agentes.

Atendeu com a voz firme:

— Agente Alves.

Silêncio.

Depois, uma voz feminina — calma demais para não ser perigosa:

— Finalmente… estava ansiosa para ouvir a sua voz, Thomas.

Ele levantou imediatamente da cadeira.

— Quem está falando?

A risada dela foi suave.

— Você já está me caçando… mas não me conhece.

Eu te conheço. Muito bem.

Thomas apertou os punhos.

— Se está querendo se entregar, escolheu o caminho errado.

— Se eu quisesse me entregar… você já teria me encontrado.

Eu quero te oferecer algo.

Thomas bufou.

— Não faço acordo com bandido.

— Calma querido, ainda não ouvi a proposta.

Ele respirou fundo, controlando o impulso.

— Fale.

— Quero você do meu lado, Thomas.

Seu talento… sua inteligência… sua fúria.

Você nasceu para mandar.

E eu posso dá tudo que você deseja.

O coração dele acelerou.

Não de interesse.

Mas de nojo.

— Nunca. — rosnou. — Você é só mais uma criminosa arrogante achando que pode comprar a polícia.

— Comprar você, Thomas.

O resto… não me importa.

Ele apertou os dentes.

— Já acabou?

— Não.

Você recusou rápido demais…

talvez sem pensar no que está em risco.

Thomas sentiu o ar rarear.

— O que você quer dizer com isso?

A voz dela ficou baixa, venenosa:

Esperando ele.

Quando o celular vibrou…

O coração dela apertou.

Porque quando a ligação vem antes da hora… nunca é boa notícia.

Ela atendeu rápido.

Rápido demais.

— Sofia… — a voz dele veio baixa, cansada, fechada demais. — Me desculpa, mas… não posso sair hoje. Muita coisa no trabalho. A gente marca outro dia, tá?

Ela engoliu o silêncio

A vontade dela era perguntar “Por que você está fugindo?”

Mas engoliu.

— Tá bem. Eu entendo. — ela forçou.

A mentira saiu com gosto de ferro.

— Boa noite. Se cuida. — Thomas disse.

— Boa noite… amor. Bom trabalho. — ela respondeu baixinho.

Quando a ligação acabou…

o silêncio quase abraçou.

Sofia apertou o celular no peito como se aquele gesto pudesse costurar o que estava rasgando.

Se jogou no sofá, abraçou os joelhos, e o pensamento veio cruel:

> Por que eu sempre tenho que entender?

Por que eu tento segurar o que claramente não quer ficar?

Respirar doía.

Tão fundo que parecia não caber mais ar.

Foi quando Nathalia apareceu ― taça de vinho na mão, sobrancelha arqueada.

— O que foi? — ela perguntou, mesmo sabendo a resposta.

— Thomas… não vem. Vai trabalhar. — Sofia sorriu sem brilho. — Tá tudo bem.

Nathalia piscou devagar.

Depois explodiu.

— CHEGA, Sofia! — ela aumentou o tom, mas não o carinho. — Eu NÃO aguento mais você dizer que está tudo bem. NÃO ESTÁ.

Sofia abriu a boca — ou tentou.

Mas Nathalia continuou:

— Eu vejo você murchar todo dia, fico quieta pra te dar espaço. Digo pras meninas que é “fase”. Mas não é porra nenhuma de fase. Isso está TE MATANDO aos poucos!

A taça pousou com força na mesinha.

— VOCÊ arrasou hoje. Você venceu. — Nathalia disse, os olhos brilhando orgulhosos. — Tudo bem que o Thomas trabalha muito, que tem uma missão no mundo… mas se ele não pode estar aqui num dia que é SOBRE VOCÊ… problema dele.

Sofia piscou rápido e uma lágrima escapou.

— Natha…

— NATHALIA NADA. — ela cortou, decidida. — Eu vou trocar de roupa e ligar pra Laís e Emma. Vamos beber. Vamos dançar. Vamos comemorar VOCÊ. Sem homem. Sem namorado. Só nós.

Aquilo atravessou o peito de Sofia como um abraço.

Por um instante, ela sentiu algo que Thomas não estava dando:

acolhimento.

Ela respirou fundo.

— Tá… Eu vou… te esperar.

Nathalia sorriu — um sorriso que dizia “eu tô aqui”.

— Boa. Hoje você vive.

Amanhã… a gente vê.

Sofia ficou ali, com o coração cheio de dor…

mas também um pouquinho cheio de coragem.

As lágrimas desciam, mas havia um sorriso novo nascendo.

Porque naquele momento…

ela percebeu que tinha quatro mulheres prontas para segurar ela quando o chão sumisse.

E ela estava cansada de cair sozinha.

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