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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 323

Os dias passaram correndo, como quem não olha para trás.

Provas. Viradas de noite. Café demais.

E Thomas…

Sempre o mesmo.

Frio.

Distante.

E Sofia continuava mergulhada nos livros e em qualquer assunto que fizesse ela esquecer os assuntos do coração.

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O café estava cheio, e a luz do sol iluminava a xícara de cappuccino com chantilly ao lado do notebook.

Sofia digitava com foco… até a sensação de alguém parado ao seu lado fazer a espinha gelar.

Ela levantou o olhar.

Fardada.

Sorriso falso.

Bruna.

— Olá, Sofia. Tudo bem? — disse com doçura ensaiada.

— Oi, Bruna. Tudo bem e você? — Sofia devolveu um sorriso educado. Educado demais.

— Tá sumida. Não aparece mais na delegacia… nem com o Thomas. Ele tem trabalhado muito. Às vezes, a gente até janta junto.

Aquela frase foi um tiro bem encaixado.

Sofia engoliu o gosto amargo, mas manteve o sorriso.

— Ah, é. Reta final da faculdade… e ele focado na investigação do meu sequestro. Estou sumida apenas da delegacia, não do Thomas. — respondeu, firme, por fora. Por dentro, um caco.

Antes que Bruna pudesse continuar o veneno, uma voz veio por trás:

— Oi, Sofia.

Alex. Gentil. Sempre gentil.

— Oi, Alex. — ela sorriu de verdade.

Ele lançou um olhar duro para Bruna.

— Vamos. O dever chama. Pega logo seu café.

Antes de sair, ele se inclinou:

— Tenha um bom dia.

— Igualmente, Alex.

Sofia então virou-se para Bruna…

e entregou um sorriso lindo, debochado e vitorioso, daqueles que dizem sem palavras:

> ele ainda é meu.

Bruna travou o maxilar.

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Lá fora, Alex soltou o ar preso:

— O Thomas não vai gostar nada do que você disse.

Bruna ergueu o queixo.

— Ele não precisa saber.

Alex soube ali que ela estava cavando o próprio buraco.

O dia correu, a vida não parava.

Fim do expediente. Área externa da delegacia.

Alex fumava, cansado.

Thomas apareceu.

— Não sabia que você fumava. — comentou.

— Dia cheio, irmão. — Alex respondeu, oferecendo o maço.

Thomas pegou um cigarro, riu de lado:

— Minha ruivinha me mata se souber disso…

Primeira vez em dias que o nome dela vinha acompanhado de luz.

Alex respirou fundo.

— A gente viu ela hoje.

Thomas engoliu a fumaça errado.

— A Sofia? Onde?

— No café.

E a Bruna… falou umas coisas pra ela.

— Que coisas?

O cigarro caiu ao chão, antes mesmo da primeira tragada.

Vestiarário feminino.

Porta batida com força.

Bruna se virou — tarde demais.

Thomas a encostou no armário num único movimento.

Os pés dela quase saíram do chão.

O olhar dele… gelado, mortal.

— Vou fala uma vez só. — rosnou. — Eu não tenho interesse em você. Nenhum. Se você chegar de novo perto da minha mulher… será a última vez que pisa nessa delegacia.

O silêncio virou arma.

— Isso não é ameaça, Bruna.

É aviso.

Colegas paralisaram. Olhares assustados.

Nelson se aproximou, tentando separar.

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