Os dias passaram correndo, como quem não olha para trás.
Provas. Viradas de noite. Café demais.
E Thomas…
Sempre o mesmo.
Frio.
Distante.
E Sofia continuava mergulhada nos livros e em qualquer assunto que fizesse ela esquecer os assuntos do coração.
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O café estava cheio, e a luz do sol iluminava a xícara de cappuccino com chantilly ao lado do notebook.
Sofia digitava com foco… até a sensação de alguém parado ao seu lado fazer a espinha gelar.
Ela levantou o olhar.
Fardada.
Sorriso falso.
Bruna.
— Olá, Sofia. Tudo bem? — disse com doçura ensaiada.
— Oi, Bruna. Tudo bem e você? — Sofia devolveu um sorriso educado. Educado demais.
— Tá sumida. Não aparece mais na delegacia… nem com o Thomas. Ele tem trabalhado muito. Às vezes, a gente até janta junto.
Aquela frase foi um tiro bem encaixado.
Sofia engoliu o gosto amargo, mas manteve o sorriso.
— Ah, é. Reta final da faculdade… e ele focado na investigação do meu sequestro. Estou sumida apenas da delegacia, não do Thomas. — respondeu, firme, por fora. Por dentro, um caco.
Antes que Bruna pudesse continuar o veneno, uma voz veio por trás:
— Oi, Sofia.
Alex. Gentil. Sempre gentil.
— Oi, Alex. — ela sorriu de verdade.
Ele lançou um olhar duro para Bruna.
— Vamos. O dever chama. Pega logo seu café.
Antes de sair, ele se inclinou:
— Tenha um bom dia.
— Igualmente, Alex.
Sofia então virou-se para Bruna…
e entregou um sorriso lindo, debochado e vitorioso, daqueles que dizem sem palavras:
> ele ainda é meu.
Bruna travou o maxilar.
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Lá fora, Alex soltou o ar preso:
— O Thomas não vai gostar nada do que você disse.
Bruna ergueu o queixo.
— Ele não precisa saber.
Alex soube ali que ela estava cavando o próprio buraco.
O dia correu, a vida não parava.
Fim do expediente. Área externa da delegacia.
Alex fumava, cansado.
Thomas apareceu.
— Não sabia que você fumava. — comentou.
— Dia cheio, irmão. — Alex respondeu, oferecendo o maço.
Thomas pegou um cigarro, riu de lado:
— Minha ruivinha me mata se souber disso…
Primeira vez em dias que o nome dela vinha acompanhado de luz.
Alex respirou fundo.
— A gente viu ela hoje.
Thomas engoliu a fumaça errado.
— A Sofia? Onde?
— No café.
E a Bruna… falou umas coisas pra ela.
— Que coisas?
O cigarro caiu ao chão, antes mesmo da primeira tragada.
Vestiarário feminino.
Porta batida com força.
Bruna se virou — tarde demais.
Thomas a encostou no armário num único movimento.
Os pés dela quase saíram do chão.
O olhar dele… gelado, mortal.
— Vou fala uma vez só. — rosnou. — Eu não tenho interesse em você. Nenhum. Se você chegar de novo perto da minha mulher… será a última vez que pisa nessa delegacia.
O silêncio virou arma.
— Isso não é ameaça, Bruna.
É aviso.
Colegas paralisaram. Olhares assustados.
Nelson se aproximou, tentando separar.
— Tudo bem também. — ele disse num suspiro. — Eu… queria me desculpar.
Ela franziu o cenho, mas o tom dele era tão frágil que parecia que o coração dele estava com medo.
— Se desculpar por quê?
— Por… não estar. — ele murmurou. — Por ter me afastado. Por ter deixado você sozinha nesses dias tão importantes. Eu tô um lixo disso tudo, Sofia.
Sofia respirou fundo.
Metade dela queria chorar. A outra metade queria cuidar dele.
— Thomas… eu entendo. — ela respondeu com gentileza. — Eu também tô focada. Provas finais… OAB na semana que vem… tô vivendo à base de café e esperança.
Ele riu baixinho, e o som aqueceu o peito dela.
— Você sempre foi forte demais, sabia?
— E você sempre aparece quando eu já estou desmoronando. — ela brincou.
Os dois riram juntos.
Por alguns segundos… eles voltaram a ser Thomas & Sofia. Sem sequestro. Sem medo. Sem dor. Sem passado.
— Eu tô orgulhoso de você, ruivinha. — ele disse, sincero. — De tudo que você conquistou… e do que ainda vai conquistar.
— Eu também tô orgulhosa de você, Thomas. — ela respondeu, apertando a xícara como se fosse a mão dele. — Mesmo quando você não consegue se orgulhar de si mesmo.
Silêncio. Doce. Suave. Cheio de saudade.
Thomas limpou a garganta:
— Quando tudo isso acabar… eu prometo te dar o mundo.
Sofia fechou os olhos. Promessas sempre eram bonitas antes de doerem.
— Eu não quero o mundo, Thomas… — ela sussurrou. — Só você, de verdade.
A porta da sala dele bateu.
— ALVES! — a voz do delegado ecoou. — Precisamos de você agora!
Thomas suspirou, frustrado.
— Preciso ir… — ele disse, com a culpa voltando. — O dever me chama.
— Eu sei. — Sofia respondeu.
— Eu te amo, ruivinha. — saiu rápido, apertado, como se temesse que ela não acreditasse.
Sofia mordeu o lábio para não deixar a voz tremer.
— Também te amo… boa sorte aí. Beijo.
A chamada caiu.
E o silêncio voltou.
Só que Sofia sabia Aquilo não era paz.
Era a calmaria antes da queda.
Porque às vezes… quando um amor está prestes a acabar…
ele fica mais doce.
Como se tentasse deixar uma memória menos dolorosa pra trás.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...