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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 324

O grande dia chegou.

A prova da OAB.

Sofia mal conseguiu engolir o café da manhã. A respiração vinha curta, como se qualquer ar pudesse atrapalhar a cabeça já lotada de artigos, doutrinas e jurisprudências.

Thomas apareceu cedo, encostado na camionete, esperando por ela.

— Pronta? — ele perguntou, mesmo sabendo que ninguém nunca está.

Sofia apenas assentiu, contando com o olhar dele a coragem que faltava dentro dela.

No caminho, ele segurou a mão dela com firmeza, como quem diz "Eu tô aqui", mesmo que o mundo inteiro tentasse prová-la do contrário.

Quando estacionaram em frente ao prédio da prova, Sofia respirou fundo, pela décima vez.

— Eu tô com medo. — ela confessou baixinho.

Thomas levantou o rosto dela com dois dedos, o olhar segurando o dela.

— Você nasceu pra vencer isso. — disse com segurança suficiente para dois.

Ela sorriu… o tipo de sorriso que acaba rápido.

— Obrigada. De verdade.

E desceu.

Quinze minutos depois, o celular de Thomas vibrou no console.

Número desconhecido:

> “Boa sorte para a sua namorada.”

Thomas gelou.

O ar sumiu.

Ele olhou ao redor, tentando encontrar sombras, rostos suspeitos, qualquer ameaça invisível.

O coração batia num ritmo que ele conhecia: perigo.

Ele digitou uma resposta — e apagou. Duas vezes.

Nada que ele enviasse evitaria o recado:

Eles estavam olhando.

Eles sabiam.

Eles podiam.

Então ele fez a única coisa que conseguia:

ficou ali.

Parado.

Com as mãos no volante… e a mente em guerra.

Cinco horas.

Cinco horas que pareceram cinco vidas.

Quando Sofia saiu do prédio, exausta, ela não precisou procurar muito.

A camionete de Thomas estava lá.

Sempre estaria.

Ela entrou e soltou o ar:

— Como você sabia que eu já tinha saído?

Thomas sorriu, pequeno. Sem revelar nada.

— Cheguei uns minutinhos antes… pra você não precisar esperar. — ele mentiu com suavidade.

Sofia apoiou a cabeça no banco.

— Tô ansiosa. O resultado da primeira fase só sai em cinco dias… e ainda tem a segunda fase.

Thomas estendeu a mão e ela segurou.

— Calma. Vai dar tudo certo. — ele disse, sem perceber que estava falando pra si mesmo também.

Porque tudo que envolvia Sofia agora era medo.

Medo de perder.

Medo de machucar.

Medo de ser tarde demais.

Sofia respirou fundo, buscando normalidade:

— Pode me deixar no clube? As meninas estão lá.

Thomas riu pelo nariz.

— Posso. Inclusive… alguém fez merda. Me chamaram pra beber whisky e jogar. — revirou os olhos.

Sofia riu, finalmente leve por dois segundos.

— Como assim, minha filha? — Sofia piscou confusa.

Laís explicou:

— Eu chamei o elevador desesperada e, quando a porta abriu, ELE estava chegando do trabalho. Estava de terno, pasta na mão… nem sabia que tinha alguém lá dentro.

— Então ele é inocente! — Sofia concluiu.

Nathalia levantou o dedo:

— Ele disse que não sabia que a mulher estava lá.

Emma completou:

— Mesmo que seja verdade… isso não muda o fato de que a mulher TEM a chave da casa dele. Como ela entrou?

Eloise bateu na mesa:

— Vocês só enxergam o caos! — apontou pras amigas. — O Heitor NUNCA escondeu que era galinha. Dias atrás se me lembro, ele disse que gostava de você, que queria tentar algo, mas precisa organizar a vida. Tipo… tirar as outras do radar e evitar situações constrangedoras. Você bonita que falou que desse jeito estava bom.

Emma abriu a boca:

— Puts… Eloise tem razão. Isso aí deve ter sido uma falha no sistema.

Sofia riu:

— Nathalia e Laís têm o mesmo problema. Fogem do amor e depois querem exigir fidelidade.

Nathalia bateu a mão no peito:

— ME TIRA DESSA.

— Amiga… é exatamente você! — Eloise riu. — Você AMA, mas acha que vão errar, então erra primeiro. A Laís é igual.

Emma concluiu, didática:

— Amar é arriscar. Eu e o Thiago não sabíamos se ia dar certo, mas fomos. E funciona porque tem sentimento E entrega dos dois lados.

Sofia virou para Laís:

— E o que o Heitor disse pra você?

Eloise respondeu por ela:

— Nada. Porque ela saiu CORRENDO que nem uma fugitiva! Depois ele ligou, mandou mensagem dizendo que não sabia que a mulher tava lá e queria explicar.

Laís passou a mão no rosto, perdida.

— Olhando assim… parece que a situação é pior ainda.

As quatro explodiram em gargalhada na mesma hora.

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