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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 325

A sala privada ao lado estava cheia de vozes masculinas e copos tilintando — aquele tipo de reunião que só acontecia quando os homens do grupo queriam “resolver o mundo”.

Thomas entrou.

O olhar dele encontrou Augusto primeiro, sentado com Cecília dormindo no colo como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Dá ela aqui. — Thomas pediu num murmúrio.

Augusto sorriu de leve e entregou a bebê.

Thomas a acomodou no peito com uma delicadeza que nenhum deles esperava ver nele.

Heitor passou a mão no cabelo, claramente nervoso.

— Eu… não sabia que a Agatha tava lá. Juro.

Thiago, que estava mexendo no celular, levantou a cabeça:

— Porra. Logo a Agatha? Tu é um ímã de problema, irmão.

Augusto assentiu, prático como sempre:

— Vai ter que chamar a Laís pra conversar. Olhar no olho. Explicar tudo.

Ricardo apoiou os braços sobre a mesa:

— Concordo com o Augusto. Você é um homem adulto. Se gosta dela, resolve como tal.

Thiago completou:

— E conta logo quem é a Agatha. Porque se eu conheço aquela mulher… ela vai querer atrapalhar só pelo gosto da confusão.

Heitor soltou um suspiro frustrado, os ombros caindo.

Enquanto isso, Thomas caminhava pela sala embalando Cecília e cantarolando baixinho uma canção de ninar.

— Ô policial… terra chamando. — Thiago cutucou, rindo.

Thomas olhou para o bebê no colo.

— Ela dormiu.

Heitor cruzou os braços:

— Pequena espiã… certeza que a Eloise mandou pra colher informação.

Os homens riram em coro.

Augusto estendeu as mãos:

— Coloca ela aqui, vai. — e, quando Thomas entregou a bebê, Augusto não perdeu a chance: — Você leva jeito, Thomas. Logo mais teremos um mascote novo nesse grupo. O pequeno Thomas Alves Júnior.

Thomas travou.

— Não. Não teremos.

O silêncio caiu rápido e pesado.

Todos olharam para ele.

Thomas passou a mão na nuca, exausto, e finalmente abriu o jogo:

— Vocês lembram do caso da Carla… tia da Eloise. O esquema é grande. Maior do que imaginávamos. A investigação continuou, e agora tem alguém novo comandando tudo. Uma mulher. Ela tem me ameaçado.

Thiago largou o copo:

— Puta merda.

Thomas sentou-se, o peso do mundo nos ombros.

— O sequestro da Sofia foi um aviso. Depois… ela tentou me comprar. Quando recusei, começou a seguir a Sofia. Mandar foto dela pra mim. Se ela estiver ao meu lado… vira alvo. E eu não posso deixar isso acontecer.

Augusto inclinou-se, sério:

— Você já contou isso pra ela?

— Não. — Thomas respondeu na hora. — A Sofia não consegue lidar com perigo. Se eu falar, ela fica paranoica, para de estudar, para de sair, para a vida dela. Eu não quero isso.

Ricardo cruzou os braços:

— E qual é o plano? O que você vai fazer?

Thomas olhou para o chão.

Depois levantou os olhos — firmes, quebrados.

— Vou me afastar dela.

Heitor imediatamente:

— Isso é uma decisão dos dois, Thomas. Vocês deveriam conversar.

Thiago concordou:

— Não dá pra decidir sozinho o rumo da vida dela.

Ricardo apoiou:

— Tem certeza que é a única saída? Não existe outra?

Augusto respirou fundo e disse aquilo que todos sabiam, mas ninguém queria falar:

— Você acha que está protegendo… mas está tratando a Sofia como se fosse fraca. E ela não é.

A Sofia é mais forte do que você imagina.

Thomas apertou os punhos.

— Já está decidido. Quanto antes eu terminar isso… menos ela corre risco. Talvez… quando tudo estiver resolvido… a gente tenha uma chance de recomeçar.

O silêncio machucou.

Augusto levantou-se, caminhou até ele e o puxou para um abraço firme.

— Pensa com cuidado… para não perder a mulher da sua vida.

Porque, se você perder…

não vai ser fácil recuperar.

O celular de Thomas tocou antes que ele pudesse responder.

Ele se afastou e atendeu:

— Alves.

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