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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 326

O resultado saiu às 12h em ponto.

Sofia estava no sofá, com o notebook no colo, o coração batendo no pescoço.

As meninas estavam com ela — Emma com um pacote de salgadinho, Laís segurando a mão dela, Nathalia andando pela sala como uma mãe nervosa, e Eloise em chamada de vídeo com Cecília no colo.

— Abreeeee logo! — Nathalia gritou.

Sofia clicou.

Um segundo.

Dois.

Três.

E então:

APROVADA — 1ª FASE OAB

O grito que explodiu no apartamento sacudiu o prédio inteiro.

— CARALHOOOOOO! — Emma pulou no sofá.

— Eu sabia! — Eloise berrava do celular.

— Minha advogada favorita! — Nathalia abraçou Sofia com força.

— Tu merece, Sofia. — Laís sorriu orgulhosa.

Sofia estava em choque.

Mãos na boca.

Olhos marejados.

— Eu consegui… — sussurrou, sem acreditar. — Calma, agora é foco na 2° fase.

E as amigas abraçaram ela numa roda apertada.

Era o começo do sonho.

Era para ser um dia perfeito.

Mas o destino tinha outros planos.

Eloise, animada do outro lado da chamada, anunciou:

— Hoje tem janta na minha casa. É só a primeira fase, eu sei… mas já merece ser comemorada. Prometo algo simples, juro.

Emma e Laís gritaram juntas:

— UUUUH!

Nathalia se encostou no encosto do sofá, sorrindo:

— Aí sim… adoro comemoração sem motivo, imagina com motivo real.

Sofia riu do outro lado da linha, mexendo o cabelo:

— Vocês não existem…

Eloise rebateu:

— Existo sim. E sou maravilhosa.

Laís:

— Eu levo o vinho!

Nathalia:

— Eu levo… minha presença que já é um presente raro.

As quatro começaram a rir.

Eloise piscou:

— Pronto. Decidido. Hoje é noite da nossa doutora.

Sofia desligou a chamada com o coração quentinho…

Sem imaginar que aquela comemoração seria o começo do fim.

---

A casa de Eloise estava iluminada, aconchegante, cheirando a comida boa e conquista.

A mesa tinha flores amarelas — “cor de vitória”, como Eloise explicou.

Tiago ergueu um copo de cerveja:

— Mas já posso falar merda na sua frente sem medo de processo! — provocou, arrancando gargalhadas.

Até Cecília deu um gritinho no bercinho, como se participasse.

A comida estava perfeita. A alegria estava ali.

Mas havia um silêncio escondido.

Só Thomas não ria.

Ele estava ali. Estava presente. Mas estava… longe.

Ele escutava Sofia falar com aquele brilho nos olhos que sempre o desmontava, mas não encostava nela.

Não abraçava pela cintura. Não beijava o topo da cabeça. Não fazia comentários de orgulho.

Ele agia como quem está segurando o ar para não quebrar.

Ricardo percebeu. Augusto percebeu. Nathalia percebeu — e lançou um olhar fulminante para ele de tempos em tempos. Eloise… Eloise observava Sofia, preocupada.

Mas Sofia, no calor da conquista, não viu nada.

— Vamos brindar outra vez! — Eloise exclamou, se levantando. — À nossa SOFIA, que venceu mais uma!

— À Sofia! — todos repetiram.

As taças tilintaram.

A risada preencheu o ambiente.

Mas o olhar de Thomas estava perdido…

preso num futuro que ele já tinha decidido.

Ele brindou também. Deu um sorriso pequeno.

Mas não tocou Sofia a noite inteira.

E ela, empolgada com as amigas, só notou por cima…

Como se algo dentro dela tivesse sentido uma rachadura pequena — quase imperceptível — mas que já estava lá.

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