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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 327

A noite terminou antes de acabar.

Sofia tinha bebido mais vinho do que pretendia — o suficiente para sentir o rosto quente, o corpo leve e o coração solto.

Thomas ficou ao lado dela o tempo todo, mas não colado… apenas perto o bastante para impedir que ela tropeçasse.

Quando todos se despediram no portão da casa da Eloise, Sofia abraçou as meninas uma por uma e então caminhou até a camionete dele.

— Eu vou com você… né? — ela perguntou, com aquele sorriso torto de quem já estava meio bêbada.

Thomas hesitou por meio segundo.

Mas abriu a porta.

— Vamos.

A estrada foi silêncio.

Não o silêncio confortável de antes…

mas aquele silêncio que machuca, que pesa, que preenche o carro como se tivesse corpo próprio.

Sofia estava encostada no banco, olhando a rua passar como quem vê o mundo com o atraso do vinho.

Não percebeu o nó na garganta dele.

Não percebeu o volante apertado com força.

Não percebeu nada.

Talvez fosse melhor assim.

Quando chegaram ao apartamento, Thomas a segurou pela cintura antes que ela tropeçasse no tapete.

— Thomas… — ela riu baixinho. — Me leva pro quarto escuro… por favor… eu quero ser sua.

Mas ele não levou.

Ele a levou para a própria cama, com cuidado — aquele cuidado que parece amor, mas no fundo é despedida.

Tirou os sapatos dela.

Arrumou o travesseiro.

Cobriu-a com o edredom como quem protege algo precioso.

Ela tentou puxar o braço dele quando ele se afastou:

— Fica… só um pouco.

Ele não ficou.

— Dorme, ruivinha. Vou trabalhar um pouco.

A voz saiu baixa, quase falhando.

Sofia fechou os olhos, entregue ao torpor do vinho.

Thomas saiu do quarto sem olhar para trás.

A porta se fechou num clique suave, quase inexistente…

E ele passou o resto da madrugada no escritório, sentado no chão, encostado na parede, encarando o próprio refleto na janela escura.

Até o amanhecer.

Quando Sofia finalmente despertou, a cabeça latejava e o quarto girava um pouquinho.

A primeira coisa que ela fez foi esticar a mão para o lado dele.

Nada.

Nenhum amasso no lençol.

Nenhum cheiro.

Nenhum calor.

O outro lado da cama estava intacto.

Frio.

Como se ele nunca tivesse dormido ali.

Ela se levantou devagar, o coração estranhamente inquieto, a cabeça aínda pesada do vinho da noite anterior.

Fez a higiene matinal no piloto automático — rosto, água fria, pasta de dente — como se esse ritual fosse a única coisa no mundo que ainda estava no lugar.

Quando levantou o rosto e encarou o espelho, viu:

olhos inchados,

cabelos bagunçados,

e uma mulher cansada de segurar tudo sozinha.

Sofia apoiou as duas mãos na pia, respirou fundo…

E sussurrou para si mesma — não como promessa, mas como pedido:

— Eu preciso organizar essa parte da minha vida.

Sofia foi até o escritório e, ao abrir a porta, encontrou Thomas ali.

As olheiras profundas.

O olhar cortado.

A postura rígida — como se segurasse o próprio corpo para não desmoronar.

Ele não sorriu.

Nem tentou.

— Você dormiu aqui? — Sofia perguntou, a voz baixa.

— Nem percebi.

Sofia entrou e se aproximou devagar.

— Thomas… não tem mais como fugir. A gente precisa conversar. Eu te amo, eu quero muito fazer isso dar certo, mas você precisa se abrir…

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