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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 328

Sofia entrou no apartamento tropeçando nos próprios passos.

O choro vinha tão forte que parecia que o corpo nem acompanhava.

Nathalia, que estava sentada no sofá com uma taça de vinho, levantou na hora — assustada.

— Sofia? O que aconteceu?

Sofia tentou respirar… mas o ar não vinha.

Olhou para Nathalia como quem procura chão e encontrou apenas a dor.

E então…

A alma explodiu.

— ELE TERMINOU.

A voz dela falhou.

Voltou mais alta.

Mais rasgada:

— THOMAS TERMINOU COMIGO!

Foi um grito que não veio da garganta.

Veio do fundo.

Do ponto exato onde o amor quebra.

Nathalia correu até ela, puxando Sofia para um abraço apertado, firme, protetor — o tipo de abraço que segura alguém prestes a desabar.

— Calma, meu amor… calma… — sussurrou, como se estivesse acalmando uma criança ferida.

Ela não perguntou nada.

Não pediu explicações.

Não quis detalhes.

Apenas segurou Sofia como uma irmã mais velha faria:

colo, carinho, abrigo.

Quando os soluços diminuíram, Nathalia levou Sofia até a cozinha, colocou um copo de água em suas mãos e insistiu para que ela comesse um pedaço de bolo — mesmo que ela recusasse três vezes.

Porque coração partido faz isso:

tira o apetite, tira o ar, tira tudo.

Sofia limpou o rosto com as costas da mão.

— Vou… vou tomar um banho. Talvez a água gelada faça parar de doer.

Nathalia respirou fundo.

Sabia que não iria.

— Só o tempo faz parar de doer. — ela disse, com a voz firme, mas cheia de amor. — Se precisar, me chama.

Sofia entrou no banheiro.

Tirou a roupa devagar, como se até o movimento doesse.

Quando a água gelada caiu sobre sua cabeça, o corpo inteiro arrepiou.

Ela deixou a água descer pelo rosto, pelo pescoço, pelas costas —

como se estivesse tentando congelar a dor,

como se quisesse calar o coração quebrado à força.

E ali, debaixo do chuveiro, ela chorou de novo.

Em silêncio.

Desmoronando sozinha — mas sabendo que não estava só.

---

Enquanto isso, na sala…

Nathalia pegou o celular.

As mãos tremiam de raiva — não de medo.

Abriu uma chamada em grupo:

Eloise — Laís — Emma

Laís atendeu primeiro:

— O que foi, Nathalia?

Nathalia não enrolou.

— Sofia está destruída… o Thomas terminou com ela.

Do outro lado, silêncio.

Depois:

Eloise:

— Porra.

Um único palavrão cheio de dor.

— Ele não podia esperar outro dia? Merda. Idiota.

Emma:

— Trinta minutos e eu tô aí.

Laís:

— Eu também. Vou de pijama mesmo.

Eloise completou, com a voz embargada:

— Sofia tem um batalhão. E a gente tem amor de sobra pra dar.

Meia hora depois, a campainha tocou.

As três entraram sem cerimônia — e se depararam com Sofia saindo do corredor, cabelo molhado, rosto inchado, olhos vermelhos.

Eloise foi a primeira a abraçá-la, segurando sua cabeça como se fosse sua própria filha.

— Vai ficar tudo bem, princesa. — sussurrou, beijando o topo da cabeça dela. — A gente tá aqui. Sempre.

O choro dela encontrou acolhimento.

Encontrou casa.

Encontrou amor.

Porque, se Thomas era o coração que partiu…

As amigas eram o coração que segurava.

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Na mansão Monteiro, o clima era outro — mas não menos caótico.

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