Sofia entrou no apartamento tropeçando nos próprios passos.
O choro vinha tão forte que parecia que o corpo nem acompanhava.
Nathalia, que estava sentada no sofá com uma taça de vinho, levantou na hora — assustada.
— Sofia? O que aconteceu?
Sofia tentou respirar… mas o ar não vinha.
Olhou para Nathalia como quem procura chão e encontrou apenas a dor.
E então…
A alma explodiu.
— ELE TERMINOU.
A voz dela falhou.
Voltou mais alta.
Mais rasgada:
— THOMAS TERMINOU COMIGO!
Foi um grito que não veio da garganta.
Veio do fundo.
Do ponto exato onde o amor quebra.
Nathalia correu até ela, puxando Sofia para um abraço apertado, firme, protetor — o tipo de abraço que segura alguém prestes a desabar.
— Calma, meu amor… calma… — sussurrou, como se estivesse acalmando uma criança ferida.
Ela não perguntou nada.
Não pediu explicações.
Não quis detalhes.
Apenas segurou Sofia como uma irmã mais velha faria:
colo, carinho, abrigo.
Quando os soluços diminuíram, Nathalia levou Sofia até a cozinha, colocou um copo de água em suas mãos e insistiu para que ela comesse um pedaço de bolo — mesmo que ela recusasse três vezes.
Porque coração partido faz isso:
tira o apetite, tira o ar, tira tudo.
Sofia limpou o rosto com as costas da mão.
— Vou… vou tomar um banho. Talvez a água gelada faça parar de doer.
Nathalia respirou fundo.
Sabia que não iria.
— Só o tempo faz parar de doer. — ela disse, com a voz firme, mas cheia de amor. — Se precisar, me chama.
Sofia entrou no banheiro.
Tirou a roupa devagar, como se até o movimento doesse.
Quando a água gelada caiu sobre sua cabeça, o corpo inteiro arrepiou.
Ela deixou a água descer pelo rosto, pelo pescoço, pelas costas —
como se estivesse tentando congelar a dor,
como se quisesse calar o coração quebrado à força.
E ali, debaixo do chuveiro, ela chorou de novo.
Em silêncio.
Desmoronando sozinha — mas sabendo que não estava só.
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Enquanto isso, na sala…
Nathalia pegou o celular.
As mãos tremiam de raiva — não de medo.
Abriu uma chamada em grupo:
Eloise — Laís — Emma
Laís atendeu primeiro:
— O que foi, Nathalia?
Nathalia não enrolou.
— Sofia está destruída… o Thomas terminou com ela.
Do outro lado, silêncio.
Depois:
Eloise:
— Porra.
Um único palavrão cheio de dor.
— Ele não podia esperar outro dia? Merda. Idiota.
Emma:
— Trinta minutos e eu tô aí.
Laís:
— Eu também. Vou de pijama mesmo.
Eloise completou, com a voz embargada:
— Sofia tem um batalhão. E a gente tem amor de sobra pra dar.
Meia hora depois, a campainha tocou.
As três entraram sem cerimônia — e se depararam com Sofia saindo do corredor, cabelo molhado, rosto inchado, olhos vermelhos.
Eloise foi a primeira a abraçá-la, segurando sua cabeça como se fosse sua própria filha.
— Vai ficar tudo bem, princesa. — sussurrou, beijando o topo da cabeça dela. — A gente tá aqui. Sempre.
O choro dela encontrou acolhimento.
Encontrou casa.
Encontrou amor.
Porque, se Thomas era o coração que partiu…
As amigas eram o coração que segurava.
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Na mansão Monteiro, o clima era outro — mas não menos caótico.
Emma, Laís e Eloise passaram a revezar visitas. Levavam comida, falavam qualquer coisa, ficavam em silêncio quando necessário.
A segunda fase da OAB se aproximava.
E Sofia… desaparecia.
Uma semana passou assim.
Atestado no trabalho.
Cortinas fechadas.
Remédios.
Sono.
Choro.
Silêncio.
Nathalia, exausta e assustada, escreveu no grupo:
> “Meninas, precisamos fazer alguma coisa.”
Eloise respondeu quase na mesma hora:
> “Sim. Não aguento mais ver ela assim.”
Emma foi direta:
> “A gente vai ter que ser firme. Sofia tem uma vida enorme pela frente. Isso não pode acabar aqui.”
Laís completou:
> “Faltam dois dias pra segunda fase. Ela não pode desistir agora.”
Não era mais conversa.
Era decisão.
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A semana de Thomas também foi um inferno silencioso.
Ele se jogou no trabalho como quem tenta se punir. Café demais. Energético demais. Noites em claro. Dias longos.
Não conseguia dormir na cama.
Os lençóis ainda tinham o cheiro dela.
O travesseiro ainda guardava o formato do rosto dela.
Thomas passou a dormir no sofá. Ou no escritório. Onde o cansaço finalmente o derrubasse.
Comia mal.
Pensava pouco.
Sentia demais.
> “Preciso prender essa mulher.” “Preciso acabar com esse esquema.” “Preciso trazer minha ruivinha de volta.”
Era o mantra que o mantinha de pé.
Mas o destino não responde a ordens.
E Thomas ainda não sabia…
…que algumas perdas não acontecem para serem consertadas.
Acontecem para mudar tudo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...