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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 329

O quarto estava em meia-luz, o cheiro de remédio misturado ao perfume suave que ainda restava nos lençóis.

A porta se abriu sem aviso.

— Sofia, chega. — Eloise anunciou, acendendo a luz sem piedade.

Sofia levou a mão aos olhos, a voz fraca:

— Desliga… por favor…

Mas ninguém se moveu.

Nathalia cruzou os braços, firme como uma mãe decidida:

— Não, Sofia. Chega de remédio, acabou. Você teve uma semana pra chorar, sofrer, se desmontar. Agora é bola pra frente. Vai doer? Vai. Mas o tempo não vai parar pra você continuar parada.

Sofia ficou em silêncio.

O travesseiro ainda úmido, o coração em pedaços.

Laís se aproximou da cama:

— Faltam dois dias pra segunda fase da OAB. Você não lutou tudo isso pra desistir agora. E o estágio te espera, Sofia. Você precisa voltar pra sua vida.

Emma, mais prática, puxou a coberta de cima dela:

— Bora, doutora. Levanta. O mundo tá te chamando.

Sofia se sentou devagar.

O corpo cansado.

Os olhos fundos.

Mas ali, no meio da bagunça, algo reacendeu.

Ela olhou pra cada uma delas, a voz rouca, mas firme:

— Eu vou me curar. Prometo.

Eloise se aproximou, sentando na beira da cama.

Passou a mão no cabelo dela com um carinho que só uma irmã de alma teria.

— A gente tá aqui pra te ajudar. Sempre.

Sofia assentiu, respirando fundo:

— Eu sei… e agradeço. Mas agora… eu preciso me salvar. Eu mesma.

As quatro se olharam, entendendo o peso daquelas palavras.

Laís sorriu de leve:

— A gente entende. Todas nós já passamos por algo que quebrou a gente. Mas se precisar… liga, manda mensagem, aparece. Você não tá sozinha, Sofia.

Sofia se levantou, abraçou cada uma.

E naquele abraço — entre lágrimas, força e amor — nascia uma nova fase.

Não era o fim da dor.

Mas era o começo da cura.

E Sofia sabia que, pra seguir em frente,

ainda precisava encerrar o que ficou pra trás.

Sofia voltou aos estudos como quem volta para casa depois de uma guerra.

Não havia ânimo.

Mas havia disciplina.

Ela se jogou no estágio, nos livros, nos códigos, nas anotações rabiscadas às pressas. Não porque estava bem — mas porque precisava ficar.

Precisava ocupar a mente antes que o coração resolvesse gritar.

Se tornou hábito a recepcionista do escritório aparecer com sacola.

— Mas uma entrega pra você.

Dessa vez, um petit gâteau ainda morno.

E um cartão simples:

> “Para adoçar sua tarde.

T.A.”

Sofia revirou os olhos.

— Idiota… — murmurou para si mesma. — Só vou comer porque eu adoro petit gâteau.

Comeu.

E odiou o quanto aquilo ainda mexia com ela.

No dia seguinte, Sofia dispensou o motorista.

Minutos depois, o celular começou a vibrar.

Uma ligação.

Duas.

Três.

Ela não atendeu.

Alguns minutos depois, veio a mensagem de Thomas — direta, controladora, do jeito que ele sabia ser quando achava que ainda mandava em algo:

> “Você não pode tirar o motorista. É pela sua segurança.”

Sofia respirou fundo.

Os dedos deslizaram rápidos pela tela.

> “Obrigada, mas sei me cuidar sozinha.

E como você mesmo disse: minha segurança é estar longe de você.

Então não corro mais perigo.”

Enviou.

Ácida.

Do jeito que precisava ser.

Naquela noite, ao chegar em casa, viu a camionete parada do outro lado da rua.

Thomas.

Encostado.

Esperando.

Ela passou direto.

Não virou o rosto.

Não diminuiu o passo.

Quando a porta do prédio se fechou atrás dela, o peito apertou de vez.

Dentro do elevador, sozinha, as lágrimas finalmente caíram.

— Vai passar, Sofia… — sussurrou para o reflexo no espelho. — Você vai se curar.

Doía.

Mas ela seguia.

Thomas trabalhava como um condenado.

Sofia também.

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