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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 330

No escritório de advocacia, Sofia estava sentada em frente ao notebook, concentrada em um processo de flagrante que precisava analisar. As anotações se acumulavam ao lado, rabiscos apressados de quem ainda estava aprendendo — mas levava tudo a sério.

O telefone ao lado tocou.

— Sofia, o doutor Dante quer falar com você.

— Ok, obrigada. — respondeu, fechando o arquivo.

Ela se levantou e caminhou até o segundo andar. Assim que chegou ao corredor, a secretária a interceptou:

— Espera só cinco minutinhos, Sofia. Ele precisou atender a Jaqueline de última hora.

— Tudo bem. — disse, sentando-se.

A secretária baixou o tom, inclinando-se com curiosidade:

— Ela é testemunha de acusação num caso complicado… tô vendo a hora dele perder esse processo por causa dessa mulher.

Sofia sorriu de canto.

— O doutor Dante perder um caso? Nunca. — começou a dizer. — Ele nunca perdeu um processo, não vai ser agora que vai—

A porta se abriu.

E a frase morreu.

De dentro da sala saiu uma mulher absurdamente bonita.

Pele dourada, cabelo cacheado caindo em ondas perfeitas, o corpo esculpido como se tivesse sido moldado à mão. Passou apressada pelo corredor, segura, intensa.

Sofia piscou, esquecendo até do nervosismo.

— Meu Deus… — murmurou sem perceber.

A mulher desceu as escadas rapidamente.

Logo em seguida, Dante apareceu à porta.

— Sofia, entra. Quero falar com você.

Ela se levantou e entrou. A porta se fechou atrás dela.

— Senta. — ele indicou a cadeira à frente da mesa e tomou seu lugar.

Dante não rodeou.

— Vou ser direto. Quero você na equipe. Você tem potencial. É dedicada, inteligente… e tem paixão pelo que faz.

Sofia sentiu o corpo relaxar e deixou escapar um pequeno sorriso.

— Mas… — ele continuou, levantando o dedo. — Isso qualquer advogado de beira de cadeia tem. O que me faz apostar em você é o futuro que eu enxergo.

Ele a analisou com atenção.

— Sofia, você sente demais. Se envolve com histórias tristes, se conecta com a dor do outro. Nossa profissão exige neutralidade.

Ela engoliu seco.

— E eu vou lapidar isso em você. — completou. — Não quero que fique fria. Você é humana, e isso é uma qualidade rara. Mas quero mais razão… e menos emoção.

Sofia endireitou a postura.

— Estou pronta para aprender e me dedicar, doutor.

Dante assentiu.

— Então, assim que sair sua carteira da OAB, vá ao RH. Você será contratada.

Ela arregalou os olhos.

— Sério?

— Se aceitar, claro. — ele respondeu. — Quero você na filial da Cidade Sul. Temos clientes importantes lá… e um caso grande que vai te exigir muito. Você vai passar cerca de quinze dias lá e cinco ou sete aqui.

Sofia ouvia atenta, o coração acelerado.

— Vai ter um carro blindado à disposição. — continuou. — Trabalhar comigo exige isso. Também vai fazer aula de tiro e tirar licença para porte de arma. Quando eu chamar, você comparece. É assim que eu trabalho.

Ele fez uma pausa.

— Você quer assinar o contrato, Sofia? Pode pensar, se quiser.

Ela não pensou.

— Eu aceito, doutor Dante. — respondeu firme. — Quero ser a doutora Sofia… e ser respeitada como tal.

Dante sorriu satisfeito.

Sofia saiu da sala com a cabeça erguida.

Ela estava prestes a se tornar autora da própria história.

Mas toda escolha grande…

cobra um preço à altura.

E Sofia ainda não fazia ideia de quem viria cobrar.

___

Os dias que antecederam a formatura foram um caos organizado.

Enquanto Eloise e Laís acompanhavam Sofia na escolha do vestido — debatendo decote, fenda e “isso aqui é poder demais ou pouco demais?” — Nathalia e Emma travavam outra batalha.

A da festa.

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