O quarto estava escuro.
Não completamente — apenas o suficiente para que as sombras escondessem o mundo lá fora e deixassem apenas eles.
Thomas fechou a porta atrás de si com um movimento firme, quase urgente.
Sofia mal teve tempo de respirar antes de sentir o colchão sob as costas.
Não houve delicadeza ensaiada.
Houve saudade.
Houve fome.
Ele a beijou como quem tenta recuperar o tempo perdido, como quem precisava confirmar que ela ainda era real. As mãos dele percorreram o corpo dela com familiaridade… e surpresa.
Porque Sofia não era mais a mesma.
Ela também não recuou.
Não se encolheu.
Não pediu.
Quando ele se afastou por um segundo, os olhos dela brilhavam — não de fragilidade, mas de decisão.
Sofia se levantou devagar, deixando que o vestido caísse pelo corpo, revelando a mulher que havia despertado nos últimos meses.
Sem pressa.
Sem vergonha.
Thomas parou.
O olhar dele percorreu cada detalhe como se estivesse vendo Sofia pela primeira vez.
— Sofia… — a voz saiu rouca.
Ela não respondeu.
Apenas se aproximou.
Havia algo novo ali. Uma segurança silenciosa. Uma coragem que não vinha da dor, mas da escolha.
Sofia o tocou com intenção, com domínio suave, fazendo Thomas perder o controle que sempre teve. Ele fechou os olhos por um instante, sentindo o corpo reagir antes da mente.
Ela sorriu de canto.
Não era provocação vazia.
Era consciência do próprio poder.
Quando se moveram juntos novamente, foi diferente.
Sofia não se deixou conduzir.
Ela guiou.
Sentou-se sobre ele como quem assume um lugar que sempre foi seu, os movimentos lentos no começo, depois mais firmes, mais intensos. A respiração dele se descompassou sob ela, as mãos apertando sua cintura como se precisasse se ancorar.
Ela se inclinou, gemendo baixo perto do ouvido dele, arranhando-lhe as costas.
Thomas perdeu o ar.
— Você… — ele tentou falar, mas a voz falhou.
Sofia inclinou a testa na dele, os olhos presos nos dele.
Era ali que tudo mudava.
Quando ele a puxou para um beijo mais profundo, foi instinto, foi necessidade. Num movimento rápido, trocaram de posição, mas o controle ainda era dela — estava no ritmo, no olhar, na entrega.
Thomas segurou o cabelo dela, puxando levemente para encarar seus olhos.
— Você é minha, Sofia… — sussurrou, tomado pelo momento.
Ela não respondeu com palavras.
Respondeu com movimento.
Com entrega.
Com presença.
O clímax veio como uma explosão silenciosa, intensa demais para ser contida. Não foi só físico. Foi tudo que eles não disseram. Tudo que tentaram negar.
Quando o silêncio finalmente caiu, os corpos cansados ficaram lado a lado.
A respiração de ambos ainda irregular.
Thomas passou o braço pelo rosto, encarando o teto, tentando entender como aquela mulher era a mesma que ele achava precisar proteger.
Sofia virou o rosto para ele.
Não havia arrependimento.
Nem promessa.
Só consciência.
Ela não era mais alguém que esperava.
Ela era alguém que escolhia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...