Sofia correu para a saída, chamou um táxi com pressa e só então deixou as lágrimas rolarem, enquanto via a cidade passar pela janela.
Eu não quero pesar o clima.
Mas deixa eu te dizer uma coisa que aprendi nesses anos como escritora:
Às vezes você não vai ser suficiente.
E tudo bem.
Às vezes você é incrível… mas não para aquela pessoa.
E tudo bem.
Às vezes não é você quem precisa mudar.
Às vezes não é você a errada.
Tem gente tão acostumada com migalhas que se assusta quando recebe um banquete.
Tem gente tão presa ao que é igual, que o novo vira ameaça.
E está tudo bem.
Amor não se prova com a boca cheia de promessas.
Ele falava demais de amor…
mas, nas atitudes, ele faltava.
A parte boa?
O tempo cura.
O tempo ensina.
O tempo mostra quem realmente merece ficar.
E ali, no banco de trás do táxi, assistindo a cidade continuar viva apesar da dor…
Sofia entendeu que também precisava continuar.
Mesmo com o coração em feridas,
ela sabia: algo nela ia mudar.
E o futuro…
esse, só a escritora pode escrever.
Mas Sofia já não era apenas a mulher que sobreviveu ao amor.
Ela é a mulher que escolheu a si mesma.
E essa história…
está só começando.
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Seis meses depois
Com o celular preso entre o ombro e a orelha e um expresso na outra mão, Sofia caminhava pelo corredor do fórum, já se preparando para entrar em julgamento.
— Sofia, você vem mesmo? — a voz animada de Emma soou do outro lado da linha.
Sofia sorriu de canto.
— Vou sim, amiga. Coincidiu exatamente com os dias em que estarei na Cidade Norte. Pode contar comigo.
Do outro lado, Emma praticamente gritou de alegria.
— AI, QUE SAUDADE!
— Agora preciso desligar. — Sofia respondeu, já parando diante da porta da sala. — Beijo. Se cuida.
A ligação caiu.
Sofia respirou fundo…
E entrou.
Como sempre, brilhou.
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Dias depois, a porta do apartamento se abriu.
— FINALMENTE! — Nathalia disse, puxando Sofia para um abraço apertado.
— Bora, anda! — Nathalia completou, já empurrando a amiga pelo corredor. — Vai se arrumar que estamos atrasadas. A Emma vai matar a gente.
Horas depois, as duas entravam no salão de festas.
Em uma das mesas estavam Heitor, Augusto e Ricardo. Ao lado, Eloise e Laís.
— Olha só a aniversariante… que gata! — Sofia disse, abraçando Emma forte.
As meninas se juntaram em um abraço coletivo, daqueles que só o tempo não apaga.
Sofia cumprimentou um por um.
Thiago riu, exagerado como sempre:
— A mais bela. A joia da minha vida!
— Sai pra lá com essa melação. — Nathalia empurrou ele, arrancando risadas.
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Em outro ponto da cidade, Thomas se preparava.
Seis meses.
Seis meses sem vê-la.
Escolheu a camisa que ela gostava.
Passou o perfume que ela elogiava.
Estava nervoso. Ansioso.
No elevador, encarou o próprio reflexo no espelho.
— Calma, Thomas… — murmurou para si mesmo.
Mas o destino é traiçoeiro.
Ele escolhe a hora.
E escolhe o momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...