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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 156

"Augusto"

— Da próxima vez podemos contratar um cozinheiro para fazer o jantar. Não gostei muito da minha comida… achei que estava com um gosto estranho — comentou Isabella, enquanto organizava a cozinha.

— Estava deliciosa, como sempre — respondi, sincero — Eles adoraram e tenho quase certeza que podemos marcar mais vezes.

Recuperar o respeito dentro da empresa exigia mais do que trabalho duro. Exigia o resgate de antigos laços, amizades que haviam sido afastadas pelo momento conturbado da minha saída e por tudo o que aconteceu depois.

Em apenas duas semanas de trabalho, Isabella já acumulava convites para jantares e eventos. Aquele, porém, fora o primeiro jantar em casa. Ela fez questão de cozinhar e organizar tudo sozinha para Tadeu e a esposa, ele era um membro do conselho com quem eu nunca tivera grande proximidade. Havíamos nos encontrado por acaso no almoço, em um restaurante, e a conversa fluiu de forma surpreendentemente natural.

Mas a chave era Isabella, ela tinha o dom de encantar, fazendo o convite para o jantar parecer natural.

O jantar foi bom, Tadeu parecia um aliado em potencial, alguém que claramente não concordava com as decisões do meu pai. Eu não fazia ideia de que a situação da empresa estava tão frágil, mas Isabella apresentou um panorama que me pegou desprevenido. Havia rumores reais de que meu pai poderia ser retirado do cargo e isso abria uma oportunidade perfeita para mostrar que, apesar da pouca idade, eu era a melhor opção para assumir.

Ainda assim, algo me incomodava: o silêncio do meu pai. Ele não dissera uma palavra sobre o trabalho de Isabella. E ele não era ingênuo a ponto de ignorar o que ela estava fazendo. O silêncio era incômodo. Mesmo pressionado pelo fim do acordo com o pai de Oliver, ele não deixaria tudo correr solto, não depois de ter ameaçado Isabella tantas vezes.

— Então… o que achou? Ele tem alguma relevância? — perguntou Isabella.

A forma direta da pergunta me deixou ligeiramente apreensivo. Eu não era exatamente um exemplo de virtude, mas perceber o quanto ela se tornava uma Salvatore em toda a sua essência era, às vezes, assustador. Pensei em tocar no assunto, mas deixei para depois. Nosso casamento estava bem, melhor não provocar uma discussão.

— Todos os membros do conselho têm relevância. Mas acho que ele aceitou o convite para sondar, Quer saber se sou um candidato forte… e se esse casamento é real, apesar do contrato. Com certeza vai comentar com os outros, acho que vão querer saber se a família ainda é capaz de administrar a empresa.

Isabella sorriu, satisfeita. Quase perguntei o que ela pretendia fazer a seguir quando meu celular vibrou.

Era uma mensagem de John, o chefe de segurança: Carlos e Karen foram presos. Os motivos ainda eram desconhecidos.

— Carlos e Karen foram presos — anunciei, observando-a com atenção, era um noticia boa.

— Já não era sem tempo — respondeu, sem qualquer surpresa.

Meu estômago revirou.

— Isabella… você fez alguma coisa?

Ela não precisou responder. O olhar bastou. Por um instante, tentei acreditar que eles haviam sido presos por algo que cometeram sozinhos, mas a convicção fria nos olhos dela desmontou qualquer ilusão.

— Nada que já não devesse ter sido feito há muito tempo.

— O que você fez? — insisti. — O dossiê do Carlos não tinha provas suficientes para uma prisão. Você conseguiu algo novo? E a Karen?

Capítulo 156. Na mesma moeda 1

Capítulo 156. Na mesma moeda 2

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