"Rafael"
Eu estava no bar com a Adèle enquanto ela ia tirando medidas e decidindo onde ficaria o quê. Eu pensei que ela usaria o plano que a Melissa já tinha quando organizou o casamento do Ricardo e da Anabel, mas ela me surpreendeu com um planejamento totalmente diferente e muito interessante.
- Pronto, Rafa! Terminei, podemos ir ver o seu terno agora. - Ela guardou as coisas na bolsa e se aproximou.
- Obrigado por aceitar me ajudar com isso também, eu quero que seja tudo perfeito para a minha doida. - Eu sorri e ela passou o braço no meu.
- Não vai dizer que é só um terno? - Ela perguntou enquanto saíamos do bar.
- Não é só um terno! É o terno que eu vou usar num dos dias mais felizes da minha vida, o terno com o qual eu vou me casar com o amor da minha vida! - Eu a encarei e ela suspirou.
- Um homem que entende essas sutilezas realmente é um homem que vale a pena! - Ela sorriu enquanto eu abri a porta da minha caminhonete para ela.
- Rafa, chamei todos os rapazes que você pediu e o pessoal da loja já me garantiu que todos chegaram. Mas não entendi porque você chamou o Don.
- Você não sabe? - Eu dei uma olhada de lado pra ela. - Eu conheço o Don há muito tempo, sabe um desses acasos e a pessoa certa cruza o seu caminho na hora certa? Foi isso. O Don começou a frequentar o bar quando eu tive problemas e quase fali. Eu já tinha aceitado a injeção de capital do Domani, mas eu estava nadando contra a correnteza e o Don me ofereceu ajuda, ele fez uma auditoria na parte administrativa, recalculou a rota pra mim e me ofereceu um plano de ação para reerguer o bar. Eu nem tinha idéia de que ele seria um dos maiores empresários do país, ele ainda estava à sombra do pai, mas ele me ofereceu ajuda, eu aceitei e ele me ajudou a salvar o bar.
- Por isso ele nunca paga a conta no seu bar? - Ela me perguntou surpresa.
- Por isso, porque o que ele fez por mim não tem preço.
- Eu não sabia disso.
- Ninguém sabe. Ele me pediu para manter entre nós. O Don é do tipo que faz as coisas sem fazer alarde. - Eu comentei e vi o sorriso de orgulho se espalhar pelo rosto dela. - Viu, assim como você é importante para a Hana, o padrinho é importante para mim.
Quando eu entrei na loja com a Adèle, eu vi os caras sentados conversando, o clima era descontraído e as risadas tomavam conta do lugar.
- Ah, olha quem chegou! - O Flávio foi o primeiro a me cumprimentar. - Rafael, explica pra gente, é sério que você precisa de ajuda para escolher um terno?
- Eu preciso de ajuda para mais que isso, Flávio! - Eu comentei enquanto cumprimentava os outros.
- Se você estiver precisando de ajuda para convencer a Del de alguma coisa, eu estou fora! Essa mulher só faz o que quer! - O don respondeu e beijou a namorada. - E faz comigo o que bem entende.
- Na verdade, senhores, eu estou precisando de ajuda é com o casamento. - Eu expliquei e, enquanto eu abria a caixa de charutos que estava em minha mão, eu fui falando: - Esse negócio de casamento é uma coisa interessante, nós reunimos pessoas importantes para testemunhar a nossa união com a pessoa que a gente ama e dentre essas pessoas importanes, nós escolhemos algumas que serão convidados de honra com a missão de serem os guardiões desse casamento, não apenas no dia, mas sempre que o casal precisar de apoio ou conselho ou coisas do tipo. Como isso se chama mesmo, Del?
Eu entreguei o charuto e recebi mais um abraço.
- Esses eu vou fazer de uma vez só, Flávio e Breno, um casado com uma baixinha e o outro namora uma doida mais doida que a minha doida! - Eles riram. - Vocês salvaram a minha família daquele bando de loucos. O Flávio me deu vários empurrõezinhos com a minha doida e o Breno ainda salvou o melhor amigo da minha filha de um tiro. Eu sei que eu posso contar com vocês e gostaria que aceitassem essa missão de serem padrinhos.
- Se você não me convidasse eu ficaria magoado, confesso! Afinal eu joguei essa mulher no seu colo - O Flávio sorriu. - É um prazer e uma honra fazer parte disso, Rafa!
- É oficial, gente doida atrai gente doida! Você deveria manter a Hana longe da Renata, mas pelo visto, você gosta de viver perigosamente! - O Breno brincou, nos fazendo rir e me abraçou. - Vou estar lá com muito orgulho!
- E por último, essa criatura que chegou por último, não tem freio na língua e as vezes eu não sei se é o padrasto da minha filha ou o irmão gêmeo dela, mas que está sempre ao nosso lado. Bóris, você faz a Rai feliz e nós nos tornamos irmãos, significa muito pra mim ter você ao meu lado como meu padrinho!
O Bóris se levantou secando as lágrimas.
- Ah, eu aqui achando que ia ser o pajem e levar as alianças até o altar e você me surpreende assim, Rafa?! O coração não aguenta! - Ele me abraçou e pegou o charuto. - Vou te dizer uma coisa, sua família, agora minha família, foi o maior presente que a vida me deu!
- Ah, vocês todos são tão fofos! - A Adèle sorriu. - Mas agora sequem as lágrimas e chega de fazer corpo mole, nós precisamos de oito ternos perfeitos para um dia perfeito!
A Adèle começou a movimentar a loja como um general liderando um campo de batalha e no fim da tarde eu tinha o terno perfeito para um dia perfeito e os padrinhos perfeitos e que estariam absolutamente elegantes para o dia em que eu me casaria com a minha doida!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque
O nome do doutor Molina mudou por que?...
Que lindo esse livro. Estou aqui chorando novamente. Muito emocionante...
Amei saber que terá o livro 2. 😍...
Que livro lindo e perfeito. Estou amando e totalmente viciada nesse livro. Eu choro, dou risadas, grito. Parabéns autora, é perfeito esse livro 😍...
Está sempre a dar erro. Não desbloqueia os capitulos e ainda retira as moedas.😤...
Infelizmente são mais as vezes que dá erro, que outra coisa......