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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1464

"Rafael"

Eu parei de frente para o palco que a Adele havia preparado para a cerimônia. De braços dados com a Arlete, que usava um vestido verde oliva esvoaçante de mangas compridas. Ela estava muito elegante com seus cabelos grisalhos alinhados e um sorriso delicado no rosto levemente maquiado. Ela tinha ainda uma beleza que a fazia se destacar.

- Vocês estão lindos! - A Adèle sorriu à nossa frente, ajeitou o vestido da Arlete e a minha gravata. - Vai lá e arrasa, psicogato, me faça chorar de emoção!

- Eu vou tentar! - Eu falei e dei um beijo em sua mão. A música começou e ela fez o sinal para que cominhassemos pelo tapete marfim.

Eu me sentia nervoso e muito ansioso para ver a minha doida vestida de noiva, eu tinha certeza que ela estava linda. Eu olhei para a Arlete sorridente e com o nariz arrebitado, toda orgulhosa, e ela me deu uma piscadinha charmosa. Quando nós paramos no altar eu me abaixei para beijar a sua mão e ela me deu um beijo na testa.

- Eu sei que você vai ser muito feliz. Então vou desejar que você e a Hana tenham muita vida para aproveitar a felicidade de vocês! - A Arlete falou e se posicionou ao meu lado.

Logo em seguida o Sr. Geraldo entrou de braços dados com a Luana, que antes de começar a caminhar sobre o tapate falou alguma coisa para o Sr. Geraldo, que abriu um sorriso enorme.

- Ah, olha como o meu Thor é gato! - A Arlete comentou orgulhosa. - Ainda bem que a tia da Hana é linda, fez uma figura bonita com o meu Thor.

A Arlete tinha razão, o Sr. Geraldo era um senhor com seu charme e a Luana era mesmo linda e desfilou toda a sua beleza naquele vestido coral, que tinha um corpete de renda marcando sua cintura, alças finíssimas e uma saia ampla e leve que tinha uma fenda que ia até o alto da sua coxa. Ela era ousada, sedutora, atrevida e não descansou até que a Hana tivesse aprendido com ela.

- Ai, Arlete, quem diria que você estaria assim apaixonadinha a essa altura da vida! - Eu falei baixinho com ela, que levou a mão à boca escondendo o sorriso. - Fico feliz que você esteja feliz!

- É bom cuidar da própria vida, não é meu filho? - Ela comentou e eu fiz que sim.

Ela estava radiante naquele vestido branco que era completamente a cara dela, a parte de cima bem ajustada ao corpo, com gola japonesa, e as mangas eram amplas como as mangas de um kimono, transparentes e bordadas delicadamente com ramos de flores cor de rosa que subiam pelos braços e desciam pelo corpo do vestido. A saia era leve e ampla e os ramos de florezinhas cor de rosa desciam e subiam artisticamente por toda ela.

Ela trazia nas mãos um buquê de pequenas flores rosa, as mesmas flores de cerejeira que adornavam todo o salão e estavam bordadas em seu vestido e havia algo pendurado nele, um detalhe em prata, como um medalhão.

Ela olhava pra mim, com o sorriso mais lindo que eu já tinha visto e os olhos dela pareciam declarar seu amor por mim. Eu estava emocionado e a Arlete me ofereceu um lencinho de papel, que eu aceitei de bom grado e usei para secar as lágrimas. Naquele momento, não havia ninguém mais ao nosso redor, era apenas ela e eu.

O que eu sentia por aquela mulher parecia irreal, parecia saído de um conto de fadas para o meu coração. E de alguma forma, por uma obra divina, ela me correspondia e estava embarcando comigo nessa jornada para o resto das nossas vidas.

Quando ela se aproximou de mim, com os olhos marejados e o sorriso enorme no rosto, o homem que eu sabia que ela considerava como um pai beijou a sua testa e a sua mão antes de colocá-la na minha. E quando eu segurei a mão dela eu senti como se um laço invisível unisse as nossas mãos. Ela era única, a única pra mim e eu esperei por ela a vida inteira!

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