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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1473

"Hana"

Depois do ultrassom eu ouvi as breves recomendações do médico muito bem humorado e quando ele fez a temida pergunta se gostaríamos de perguntar algo, eu me levantei e me despedi, porque sabia o que vinha pela frente.

- Bom, Dr. Gatíssimo, se ela não tem perguntas, eu tenho! - A Giovana tirou o caderninho do bolso.

- Eu já esperava por isso! O que você acha de fazer essas perguntas pra mim enquanto a gente como um hamburguer e batatas fritas? Eu tirei o resto da tarde de folga para passar um tempo com a minha BFF! - O Dr. Molina contou, arrancando um grande sorriso da Giovana.

- Ai, quem tem amigo tem tudo! - A Giovana comemorou.

Nós saímos do consultório e eu recebi tantos abraços carinhosos e felicitações que meus bebês não paravam quietos de tanta animação. Mas o último abraço me pegou desprevenida. Meu tio enxugou os olhos marejados e me olhou como se quisesse me dizer algo. Já tinha um tempo que ele me parecia assim.

- Querida, eu preciso falar com você, você tem uns minutinhos? - Meu tio pediu.

- Todo o tempo do mundo para você sempre, tio! - Eu respondi sentindo um leve aperto de preocupação no meu coração.

- Rabicho, eu tenho que ir, tenho um pequeno batalhão a minha espera! - A Mel me abraçou mais uma vez. - Você não imagina a felicidade que eu estou sentindo por você ter dividido esse momento comigo. Eu amo você, minha amiga! E você é merecedora de cada coisa boa que está recebendo da vida.

- Ah, Mel! - Eu estava com lágrimas nos olhos de novo. - Eu também te amo! Obrigada por estar comigo nesse momento, foi muito importante!

- Hana, vai pra casa descansar pelo resto da tarde, nossa agenda está liberada. E vê se alimenta essas crianças com algo mais do que espaguete com almôndegas, para o Rafa ter opções melhores de nomes! - O Fernando brincou e me fez rir.

- Nana, nós também vamos indo, vou fazer torta de batatas hoje, com muito queijo! - A Raíssa me abraçou e eu fiquei feliz que o meu problema com o queijo havia passado.

- E eu e a Letinha vamos dar uma volta no shopping! - Minha tia Luana estava de braços dados com a Arlete e elas me deram um grande abraço. Não me passou despercebido o olhar da tia Luana para o meu tio quando ela colocou a mão carinhosamente no rosto dele, como se o dissesse que tudo ficaria bem.

- Rafa, eu também já vou indo com a lorão. Vou para o bar hoje, então vou aproveitar um tempinho com a minha lorão! - O Rubens se despediu de nós, seguido da Rúbia.

- Vamos até o meu consultório, queridos? - O meu tio convidou e nós o acompanhamos.

Nós nos acomodamos nas cadeiras em frente a mesa do meu tio e ele puxou uma pasta bem grossa de dentro de uma das gavetas da sua mesa. Eu estava achando tudo muito estranho.

- Nana, eu tenho algo para te contar. Eu quero que você saiba que eu não contei antes porque você não estava pronta pra isso, mas agora eu sei que você está bem e tem toda essa rede de apoio a sua volta. - Meu tio começou a falar.

- Tio, o que está te deixando assim, tão preocupado?

- Querida, eu tenho uma coisa importante para te contar. Eu gostaria que você compreendesse que eu não contei antes porque você esteve muito frágil por muito tempo. Mas eu espero que você possa me perdoar por ter mantido isso sem você saber.

- Tio, eu tenho certeza que não tenho que te perdoar de nada, que tudo o que você fez e fas sempre é pensandono meu bem, no melhor pra mim.

- Yusei, a Hana te ama, é impossível que ela fique chateada com você! - O Rafael interviu como se soubesse de algo.

- Espero que não fique mesmo, Rafael! - Meu tio deu um longo suspiro. - Querida, aqui nessa pasta tem algo muito importante. Quando o sdeu pai desconfiou da Suzy, ele me contou, então eu indiquei a ele o detetive que fez a investigação sobre a vida da Suzy.

- Você sabia que o meu pai tinha mandado investigá-la! - Eu o encarei surpresa, porque no banco ele não falou nada.

- Sim! Acontece que eu não me conformei com a morte do seu pai. Os exames toxicológicos foram inconclusivos e nós nunca vamos saber o que ela injetou nele, a menos que ela conte, mas isso também não faz diferença.

- Você mandou fazer exames?

- Sim, uma assistente social. E foi por isso que eu não consegui a sua guarda, porque sempre que ela ia estava tudo perfeito e você falava coisas boas da Suzy e o quanto ela te tratava bem.

- A Suzy me instruiu isso e eu estava desesperada pra ela me amar, tio! - Eu falei em tom de pedido de perdão. Eu o havia magoado.

- Querida, tudo bem! Voce era só uma criança! Mas saiba que a Lulu e eu sempre quisemos você! - Ele aspertou a minha mão sobre a mesa.

- Bom, depois que você encontrou o cofre do seu pai eu entreguei tudo o que eu tinha para o Flávio, isso aqui são cópias, tudo será usado no processo contra a Suzy. Mas eu precisava te contar, porque eu sinto que traí a sua confiança. Eu te peço perdão, Nana, mas eu fiz o que eu achei que fosse melhor pra vocẽ, já que a polícia na época não fez nada pelo seu pai.

- Tio, eu te amo! Eu não tenho que te perdoar de nada, tudo o que você fez foi pensar no meu bem e na minha proteção! Eu só tenho que te agradecer, por tudo, por sempre ter me protegido! Se não fosse por você, a Suzy teria me matado há muito tempo, eu tenho certeza!

- Ah, querida! Você é tão generosa quanto o seu pai! - Ele se levantou e me abraçopu bem apertado.

- Voce sabia disso, psicogato? - Eu perguntei e o Rafael respirou fundo.

- Em detalhes não, mas o Yusei me disse que tinha meios de manter a Suzy sob controle. Isso foi quando você foi morar comigo. - O Rafael admitiu e eu fiz que sim.

- Vocês fizeram um ótimo trabalho cuidando de mim! Obrigada! - Eu sorri para eles. Meu tio já não parecia mais triste ou preocupado, eu via o alívio nos olhos dele. A verdade é que ele sempre foi um anjo da guarda, que eu quase nunca via, mas que sempre estava de olho.

- A pasta é sua se quiser. - Meu tio falou por fim.

- Não, obrigada! Quero distância de tudo que me lembre a Suzy. Faça como achar melhor, tio! - Eu estava em paz, já tinha superado a Suzy na minha vida, achava que meu pái já estava descansando em paz e que de alguma forma ela pagaria pelo que fez com ele. - Agora eu so quero viver a felicidade que a vida me deu com a nossa família perfeitamente insana!

Eles riram comigo e entenderam que o passado eu estava deixando no passado, estava vivendo o meu presente e estava ansiosa pelo futuro, com a chegada doa meus bebês.

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