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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 105

Capítulo 105 — O Amor da Minha Vida

Victoria Clark

Em questão de minutos, a minha vida inteira pareceu girar fora do eixo. A fúria que eu sentia, aquela raiva quente e sufocante que fervia no meu peito pela briga com a Mallory e pela mentira do Adrian sobre ter mantido a piranha na holding, simplesmente evaporou.

Em seu lugar, um medo avassalador tomou conta de cada célula do meu corpo. Foi um pavor puro, cru e desesperador quando senti aquela dor rasgante no pé da barriga, seguida pela sensação aterrorizante do líquido quente escorrendo pelas minhas pernas no bar.

Tudo o que eu tinha planejado, toda a forma delicada ou especial de contar ao Adrian sobre a existência do nosso bebê, caiu por terra da pior maneira possível. Eu contei no calor do momento, no meio do caos, implorando para ele não permitir que eu perdesse o nosso filho.

Mesmo sabendo que, dentro daquele contrato frio que assinamos lá no começo, um bebê era estritamente proibido, a única coisa que me importava naquele segundo era salvar a vida que crescia dentro de mim.

Para a minha surpresa, o Adrian não ficou bravo. Ele não gritou, não citou cláusulas e não recuou. Ele me segurou nos braços e prometeu que ficaria comigo. Só que, quando chegamos ao hospital, o meu mundo ruiu um pouco mais porque fui obrigada a entrar sozinha na emergência.

Fiquei ali, sangrando, sentindo uma dor insuportável e com o peito tão apertado que eu mal conseguia respirar. Mas quando o susto inicial passou e o médico me estabilizou, veio o verdadeiro bálsamo.

Ouvir o Adrian dizer, com a voz embargada e os olhos azuis brilhando, que o nosso bebê estava bem e que o coraçãozinho dele batia forte... Meu Deus, aquilo ressuscitou a minha alma.

Ainda assim, no fundo do meu peito, restava um resto de medo. Aquele pavor silencioso de ser rejeitada, de ele aceitar a criança apenas por obrigação e manter a nossa história presa a um acordo comercial.

Foi então que o meu marido me mostrou exatamente por que o meu coração o escolheu sem hesitar desde o primeiro segundo.

— Você... Você tem certeza disso, Ade? Certeza de que quer essa família comigo? — perguntei, a voz tremendo e os olhos cheios de lágrimas.

A resposta dele veio firme, visceral e carregada dos sentimentos mais profundos que já vi em um homem.

— Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida, Victoria. Como tenho sobre isso.

Senti a testa dele repousar contra a minha, a respiração quente dele se misturando com a minha no silêncio do quarto de hospital.

— E você sabe por que eu tenho tanta certeza disso, Vic? — ele perguntou, a voz descendo para um tom aveludado e íntimo.

Somente neguei com a cabeça, incapaz de formular uma única palavra, prendendo o ar na garganta.

— Porque eu te amo.

Aquelas três palavras ecoaram pelo quarto como um trovão suave. Eu fiquei totalmente sem respirar por alguns segundos, paralisada de choque na cama, sentindo o meu coração bater tão forte contra as minhas costelas que parecia prestes a explodir.

— O que... O que você disse, Ade? — perguntei, a voz saindo em um mero fio, quase inaudível.

Adrian segurou o meu rosto entre as suas duas mãos grandes, o olhar azul cravado no meu com uma intensidade que fez todo o resto do mundo desaparecer.

— Eu disse que eu te amo, Victoria. Que você não é só a mulher da minha vida... Você é o grande amor da minha vida. E eu quero passar o resto dos meus dias te provando isso de todas as formas possíveis.

A minha garganta deu um nó e, sem conseguir segurar mais nada, eu me joguei nos braços dele de uma vez, enterrando o rosto no seu pescoço enquanto as lágrimas de pura felicidade escorriam descontroladas.

— Eu também te amo, meu amor! Te amo muito, muito, muito! — murmurei entre os soluços, apertando os meus braços ao redor das costas largas dele.

Ouvi o Adrian soltar uma risada baixa e gostosa contra o meu pescoço. Ele segurou o meu rosto e me beijou. Não foi um beijo calmo ou contido; foi um beijo intenso, faminto, cheio de paixão e alívio acumulado de dias.

Puxei o corpo dele pela gola da camisa para que ele se deitasse por cima de mim na cama hospitalar, ansiando por cada milímetro do seu contato.

— Ei, calma, minha estressadinha! — ele riu de canto, interrompendo o beijo por um segundo para olhar o meu braço. — Cuidado com esses fios do soro, Victoria, você vai acabar se machucando!

— Que se danem os fios, Adrian! — respondi, rindo alto entre as lágrimas que ainda molhavam as minhas bochechas. — Você me ama e eu estou feliz pra cacete! Não me manda ter calma agora!

​Capítulo 105 — O Amor da Minha Vida 1

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