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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 109

Capítulo 109 — Apenas o Começo

Sara Olsen

Por alguns minutos mágicos no sofá, eu senti que a minha vida finalmente estava tomando o rumo que sempre sonhei. Eu estava radiantemente feliz por ter tido a coragem de me entregar ao momento com o Henry, por ter sentindo a boca dele na minha e por saber que aquele desejo todo era mútuo.

Mas a minha felicidade durou dolorosamente pouco.

A invasão do Samuel destruiu todo o encanto da noite em um piscar de olhos. E, mesmo sabendo o quanto o meu irmão é um cara totalmente errado, covarde e abusivo, uma dor profunda no peito me atingiu em cheio ao ver o Henry perder o controle e bater nele daquela forma violenta.

Quando o Samuel finalmente foi embora sangrando pelo corredor, uma vergonha avassaladora tomou conta de mim. Vergonha pelo escândalo no prédio, pela agressão, pela extorsão e pelo dinheiro que o Henry teve que tirar da própria carteira para me livrar daquele pesadelo.

Só que o Henry parecia bom demais para ser verdade. Ele era tão incrivelmente perfeito e acolhedor que fez todo aquele show grotesco parecer absolutamente nada. E, para coroar, ele ainda me chamou para passar um tempo morando com ele sob o seu teto, até que as coisas com o meu irmão se ajeitassem de forma definitiva.

A minha razão gritava para eu dizer um "não" bem alto, para não me tornar um fardo na vida dele, mas o meu coração cedeu em questão de minutos.

E agora, cá estou eu. Sentada ao lado dele no banco do carona, vendo São Francisco passar rápido pela janela a caminho de um dos bairros mais nobres da cidade.

— Amor... Eu preciso que você relaxe um pouco esses ombros.

A voz grave e aveludada do Henry me tirou subitamente dos meus pensamentos. Virei o rosto na direção dele, deixei um sorriso de lado surgir nos lábios.

— Henry... Você não acha que é um pouco cedo demais para nós começarmos a usar apelidos carinhosos desse tipo? — perguntei, arqueando uma das sobrancelhas em tom de brincadeira.

Sem tirar os olhos atentos do trânsito, ele estendeu a mão grande, segurou a minha e a levou direto para cima da sua coxa firme, deixando-a repousada bem ali.

— De jeito nenhum, Sarinha. Eu sou um cara assumidamente romântico. Se você não quiser me chamar por nenhum apelido carinhoso, por mim tudo bem, uma parte de mim queria muito, mas a outra respeita sua decisão... Mas você definitivamente não vai me impedir de te chamar assim.

Balancei a cabeça devagar, sem conseguir acreditar na marra charmosa daquele homem, mas acabei cedendo ao jogo.

— Tudo bem... Você pode me chamar assim, meu amor.

Falei puramente para provocá-lo. Henry pisou leve no freio ao parar em um sinal e me encarou no mesmo instante intensamente com aqueles olhos verdes.

— Não faz isso comigo, Sara... Me chamar de "amor" com essa voz manhosa enquanto eu estou dirigindo é um pecado grave. Na verdade, me causa desejos absurdamente pecaminosos aqui dentro.

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