Capítulo 111 — Novos Traços
Henry Reeves
Aos olhos de qualquer pessoa de fora, poderia parecer uma completa loucura irresponsável o que eu estava fazendo: levar a Sara para morar comigo com tão pouco tempo de história entre nós. Mas, no exato milésimo de segundo em que vi aquele hematoma roxo e feio nas costelas dela, tive a certeza absoluta de que estava tomando a decisão certa.
Eu não me perdoaria jamais se permitisse que aquele desgraçado do irmão dela voltasse a encostar um único dedo nela.
Quando voltei para o quarto com a mala dela que havia ficado na sala e o comprimido para a dor, a primeira coisa que me recebeu ao lado da cama foi o porta-retrato da Maitê. Caminhei até o criado-mudo e, num gesto automático, virei a foto de bruços contra a madeira, tirando o foco da imagem do ambiente.
Foi um reflexo meio bizarro, como se, por um acaso insano, a Maitê pudesse realmente testemunhar o que estava prestes a acontecer ali.
Voltei para o banheiro com as coisas, e o que se seguiu foi pura eletricidade. O beijo esfomeado, a forma como ela gemeu alto ao perceber a minha reação física inevitável, a vergonha gostosa de me ver nu...
Mas o auge de tudo foi quando ela me encarou, e eu disse com um sorriso terrivelmente provocativo.
— Agora é a sua vez, Sarinha... E aí? Você vem ou não?
Sara respirou fundo, levando as mãos às costas. Desabotoou o sutiã, desceu a calcinha rendada pelas coxas e ficou ali, completamente nua na minha frente.
— Puta que pariu... — a frase saiu da minha boca sem que eu conseguisse conter o impacto.
Ela se encolheu de imediato, cobrindo os seios com os braços.
— O que foi, Henry?!
Pisquei algumas vezes para recuperar o fôlego.
— Amor... Você é linda pra caralho. É simplesmente perfeita.
Aquele rubor lindo tomou conta do rosto dela, um tom de vermelho que eu já estava começando a ficar viciado em provocar. Ela finalmente deu o passo à frente e entrou na banheira, acomodando-se bem no meio das minhas pernas abertas.
Puxei o corpo macio dela contra o meu peito, deixando a água morna e a espuma de lavanda nos envolverem. Peguei o sabonete líquido, espalhei nas mãos e comecei a lavá-la com extrema delicadeza. Deslizei as minhas palmas pelos ombros delicados dela, descendo pelos braços, sussurrando palavras calmas no seu ouvido para que ela relaxasse de vez.
Meus lábios encontraram a curva do pescoço dela em beijos quentes e calmos. Minhas mãos foram descendo pelo tronco, contornando a cintura e deslizando pelas pernas perfeitas e firmes da minha dançarina preferida.
Quando os meus dedos finalmente alcançaram o seu centro, a respiração da Sara travou. Senti o corpo dela estremecer inteiro contra o meu. Fui acariciando o seu ponto mais sensível com o polegar, sentindo o calor e a umidade deliciosa que emanava dela.
— Henry... — ela gemia baixo, jogando a cabeça para trás no meu ombro.
Aumentei o ritmo do toque de forma constante, ouvindo cada suspiro entrecortado, sentindo as coxas dela tremerem, até que ela se entregou completamente, atingindo um ápice lindo e intenso nos meus braços, contraindo-se inteira enquanto eu a segurava firme.
Quando a respiração dela finalmente foi se acalmando na água morna, saí da banheira, me sequei com rapidez e enrolei a toalha na cintura. Me aproximei dela, passei os braços por baixo das suas pernas e das suas costas e a tirei da água, pegando-a no colo de uma vez.
— Henry! O que você está fazendo? Me põe no chão, eu estou toda molhada, vou molhar a casa inteira! — ela exclamou, segurando nos meus ombros com os olhos arregalados.
— Molha mesmo, amanhã a dona Joana limpa — brinquei, dando um beijo estalado no nariz dela enquanto saía do banheiro.
— Que patrão terrível! Coitada da dona Joana! — ela riu, encostando a cabeça no meu pescoço.
— Terrível nada, eu sou um anjo. E além do mais, se eu te deixasse andar até a cama com esse pé pequenininho molhado, você poderia escorregar e se machucar. Estou só cuidando da minha mulher.
— Ah, entendi... Então agora você é um cavaleiro protetor, mas ao invés de armadura está só de toalha? — ela provocou, arqueando uma sobrancelha com um sorriso sapeca.
— Sou o seu cavaleiro, Sarinha. E de toalha ou sem toalha, o resultado no final vai ser o mesmo — respondi com um sorriso de lado, olhando para a boca dela.
Ela deu um tapa fraco no meu peito, corando na hora.
— Você não perde uma chance, não é, Henry Reeves?
— Nenhuma. Com você, eu não pretendo perder oportunidade nenhuma. — murmurei baixinho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo