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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 118

Capítulo 118 — Velhos Teimosos

Victor Foley

A minha mente não me deixava mentir: forçar o turrão do Adrian a assinar aquele contrato e se casar com a Victoria foi, sem a menor sombra de dúvidas, a decisão mais genial e brilhante que tomei em toda a minha respeitável vida.

Aquele garoto achava que sabia de tudo no mundo corporativo, mas de vida ele não entendia era nada! E agora, olhar para onde chegamos e saber que vou ser bisavô de um menino ou de uma menina... Eu simplesmente nem consigo acreditar. É alegria demais para o peito de um velho.

Mas, apesar do entusiasmo, a ligação do meu neto mais cedo deixou uma pulga atrás da minha orelha. O Adrian me falou sobre a gravidez e a mudança para a mansão de um jeito genérico demais, muito superficial.

Eu conheço o meu sangue. Eu sei perfeitamente quando aquele rapaz está tentando esconder a sujeira para debaixo do tapete. Tinha algo a mais naquela história toda do hospital, e eu pretendia descobrir cada detalhe assim que pisasse em casa.

Passei pelas portas automáticas do hospital sentindo um alívio quase espiritual. Que bênção saber que aquela seria a última vez que eu pisaria naquele lugar com cheiro de remédio para buscar a minha Marie.

Quando empurrei a porta do quarto de internação, dei de cara com a abençoada já devidamente vestida, sentada na beirada da cama com as bolsas prontas ao seu lado. Ela nem me deu bom dia; me mediu de cima a baixo e perguntou na lata.

— Cadê a Victoria, Victor? Por que a minha sobrinha não veio com você me buscar?

Pousei as mãos nas minhas cadeiras e a encarei com a cara fechada.

— A Victoria já deve estar uma hora dessas lá na mansão nos esperando, Marie. E, em vez de você me dar um sorriso ou me dar um abraço de agradecimento por eu ter vindo te buscar logo cedo, você começa a resmungar da menina?

Marie colocou a mão na cintura, me fuzilando com aqueles olhos vivos.

— Eu não estou resmungando da minha menina, seu velho ranzinza! Eu só queria ver a minha sobrinha! Você, eu já vejo todo santo dia!

— Ah, bonito! Quer dizer que só porque você me vê todo dia, agora tem que parecer decepcionada quando eu venho aqui te tirar desse hospital?! — Cruzei os meus braços sobre o peito e bufei com força, virando o rosto para a janela.

Marie se levantou da cama, caminhou até mim e me deu um empurrão leve com o ombro no meu ombro.

— Para de ser dramático, Victor Foley! Você tem mais de setenta anos nas costas e fica parecendo uma criança emburrada que perdeu o doce!

Olhei para ela de lado, mantendo a cara mais fechada do mundo.

— Pois fique sabendo, dona Marie, que eu tinha uma novidade espetacular para te contar aqui agora. Mas depois dessa sua recepção calorosa e carinhosa... Não vou contar mais é nada!

Marie deu um passo na minha frente, semicerrando os olhos.

— Como é que é?! Que novidade, Victor?! Pode ir soltando essa língua agora mesmo!

— Não solto! Perdeu o direito!

— Victor Foley, se você não me contar essa novidade nos próximos três segundos, eu juro por Deus que volto para a cama e digo para o médico que não vou mais embora com você! Que eu nem te conheço. Que você é um velho doido que leva velhinhas indefesas que nem eu.

— Marie eu tô aqui todo dia, acha mesmo que o médico vai acreditar nisso?

— Se não me contar, eu vou fazer questão de ir assistir aquele filme com o Jorge do quarto 303. Eu volto nesse hospital só pra assistir com ele!

— Marie… — disse seu nome em repreensão.

— Estou esperando você me contar.

Olhei para ela por mais dois segundos, tentando manter a postura dura, mas a alegria no meu peito era grande demais para segurar sozinho. Dei um passo à frente, segurei as duas mãos delicadas dela entre as minhas e deixei o meu sorriso mais largo transparecer.

— A nossa menina está grávida, Marie... Nós vamos ter um bisnetinho.

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