Capítulo 123 — Prato Principal
Lucas Avery
Assim que percebeu que o golpe do falso flagrante tinha ido por água abaixo, a Mallory tentou correr desesperada em direção à saída do quarto. Mas eu fui infinitamente mais rápido: dei dois passos largos à frente, cortei a passagem dela com o meu corpo e a empurrei de volta para o interior do cômodo.
No mesmo segundo, o Willian avançou por trás, agarrou os dois braços da mulher e os prendeu firmemente nas costas dela.
— ME SOLTA! ME LARGA, SEU MERDA! — ela começou a berrar, esperneando e tentando chutar as pernas do Willian.
Caminhei até a entrada, fechei a porta do quarto com uma batida seca e passei a trava de segurança.
— Cala essa boca agora mesmo se você não quiser que eu mesmo tape ela com fita adesiva! — Willian rebateu em tom ríspido e autoritário, forçando os braços dela para cima até fazê-la chiar de dor. — Você já causou estrago demais por hoje, sua víbora!
Mallory continuou se debatendo e soltando palavrões que eu nem mesmo conhecia, mas o Willian a mantinha perfeitamente imobilizada.
Puxei o celular do bolso da calça e disquei direto para o número do Henry. O meu amigo atendeu quase no primeiro toque.
— Lucas? Aconteceu alguma coisa com a Nat? Você raramente me liga.
Soltei o ar antes de responder.
— Onde é que você está agora, Henry?
— Estou no meio do salão de festas com a Vic e com a Sara. Elas voltaram agora pouco do banheiro e...
— Sai de perto delas agora mesmo — cortei a fala dele com firmeza. — Vai para um canto isolado do salão onde ninguém possa te ouvir.
Esperei em silêncio por alguns segundos, ouvindo o barulho abafado da música e das conversas da recepção irem diminuindo até sumirem por completo.
— Pronto, Lucas. Me afastei. Pode falar. O que diabos está acontecendo?
— O Adrian foi dopado…
— Como é que é? — ele me interrompeu.
— Henry, só me escuta. — pedi. — Ele foi dopado com um sonífero na bebida por um garçom comprado pela Mallory. O Willian e eu seguimos os dois até o oitavo andar e conseguimos impedir o golpe a tempo. Nós estamos trancados aqui no quarto com o Adrian desacordado e com a Mallory rendida.
Ouvi o Henry soltar um palavrão longo e carregado de ódio do outro lado da linha.
— Filha da puta desgraçada...!
— Chama os seguranças da empresa agora mesmo, Henry, mas faz isso em absoluto sigilo, sem criar nenhum alarde no meio da festa — instruí com calma. — E chama a polícia de uma vez. O quarto é o 804.
— Estou subindo agora mesmo com a equipe — Henry confirmou antes de encerrar a chamada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo