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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 127

Capítulo 127 — Ameaças na Linha

Lucas Avery

— Bom dia, meu querido...

A voz da Diana cortou o ar como lâmina fria. O meu corpo inteiro enrijeceu no mesmo segundo, o ar travando na garganta e a mão apertando a carcaça do aparelho até os nós dos dedos ficarem brancos.

Natalie, que ainda estava com os braços ao redor da minha cintura, percebeu a mudança brusca na minha postura na mesma hora. Os olhos verdes dela se estreitaram em alerta, lendo cada contração do meu rosto.

Afastei o telefone da boca por um segundo, engoli o nó seco que se formava na garganta e forcei o sorriso mais convincente que consegui montar.

— Amor, entra na frente com o pessoal... Eu preciso atender essa ligação do escritório de advocacia rapidinho. Coisa de dois minutos e eu já me sento com vocês à mesa.

Natalie me encarou com desconfiança.

— Num domingo Lu?

— Infelizmente amor. — ela assentiu com um aceno leve.

— Não demora. A Maria acabou de servir tudo quentinho.

— Não vou demorar, princesa. — dei um selinho rápido nela, e Nat se afastou.

Esperei ela subir os últimos degraus e cruzar a grande porta de entrada da mansão. No segundo em que ouvi o trinco se fechar, levei o celular de volta ao ouvido, a minha voz descendo para um tom mortal e gélido.

— O que você quer, Diana? E como você conseguiu a porra do meu número pessoal?

Uma risada baixa, rouca e carregada de puro deboche ecoou do outro lado da linha.

— Ah, Lucas... Você continua tão previsível e agressivo quando se sente encurralado. Como se conseguir o número de um dos empresários mais renomados de São Francisco fosse um mistério para mim. Eu só queria ouvir a sua voz e matar a saudade do meu velho amigo com benefícios.

— Nós nunca fomos amigos, Diana. E você sabe muito bem disso — retruquei, a raiva fervendo no sangue. — Fala logo o que você quer e para de joguinho barato.

— Eu quero ver você, querido. Quero sentar com você, tomar um drinque e relembrar os velhos tempos. Que tal nós almoçarmos juntos hoje?

— Você enlouqueceu de vez — soltei uma risada seca e sem humor. — Escuta com muita atenção o que eu vou te dizer agora: eu nunca mais na minha vida vou olhar para a sua cara. Eu proíbo você de dar mais um passo na minha direção, de mandar mensagem ou de tentar qualquer aproximação. Fica longe de mim e, principalmente, fica bem longe do Adrian.

Diana soltou uma gargalhada histérica que me fez afastar o celular do ouvido por meio segundo.

— Proíbe, Lucas? Você acha mesmo que tem autoridade para me proibir de alguma coisa? Eu não preciso dar passos em sua direção, querido... Eu já estou muito mais perto do que você imagina.

O meu sangue gelou nas veias. Olhei ao redor do pátio e dos portões da mansão com urgência.

— O que você quer dizer com isso, sua desgraçada?!

— Quero dizer que estou de olho em cada movimento seu... E estou muito curiosa para ver quanto tempo vai durar essa linda reconciliação de mentira entre você e o Adrian Foley.

A minha cabeça deu um giro completo.

— Como é que você sabe disso?! Quem foi que te...

Tu... Tu... Tu...

O som seco da chamada encerrada ecoou no meu ouvido. Diana tinha desligado na minha cara.

— Filha da puta desgraçada! — esbravejei entre os dentes.

Sem conseguir conter o pico violento de fúria, desferi um murro certeiro e pesado na coluna de pedra ao lado da porta de entrada. O impacto estalou na minha mão, a dor física servindo como um freio de emergência para me trazer de volta à realidade.

Fechei os olhos, puxei o ar com força pelos pulmões três vezes seguidas e ajeitei as mangas da minha camisa social.

Eu precisava manter a cabeça no lugar. Não podia estragar o café da manhã em família e nem apavorar a Natalie sem ter provas concretas do que aquela louca estava tramando.

Empurrei as portas duplas de madeira e entrei na mansão.

Segui os sons de risadas e conversas animadas até a sala de jantar. A mesa estava impecável, farta de pães, bolos, frutas e jarras de suco fresco. Puxei a cadeira livre ao lado da Natalie e me acomodei.

No mesmo segundo, a minha loira virou o rosto para mim, os olhos cheios de questionamento silencioso.

— Qual é o problema, Lu? Você está pálido.

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