Entrar Via

Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 137

Capítulo 137 — Retornando às Atividades

Adrian Foley

A claridade suave do início da manhã de segunda-feira começou a se infiltrar pelas frestas da cortina, iluminando aos poucos o quarto amplo e silencioso.

O peso morno e acolhedor do corpo da Victoria deitado sobre o meu peito era a âncora perfeita para me trazer de volta à realidade, dissipando qualquer resquício do pesadelo caótico que havia sido o nosso fim de semana.

Passei a ponta dos dedos pelas costas macias dela, deslizando devagar sob o tecido fino da camisola de seda. Cada traço dessa mulher, cada suspiro tranquilo que escapava dos seus lábios entreabertos, só me dava a certeza absoluta de que ela era o bem mais precioso que eu precisava proteger a qualquer custo neste mundo.

Sentindo o meu toque ritmado, Victoria soltou um resmungo manhoso e preguiçoso, ajeitou o rosto contra a minha pele e abriu lentamente aqueles olhos castanhos expressivos, que tinham o poder inquestionável de desarmar qualquer uma das minhas defesas mais duras.

— Bom dia, meu amor — ela sussurrou, a voz ainda rouca e arrastada pelo sono.

— Bom dia, minha vida — respondi em um tom baixo e calmo, inclinando o queixo para encontrar a boca dela em um selinho demorado, doce e carregado de carinho.

Quando nos separamos daquele primeiro contato, apoiei a ponta do meu nariz na bochecha corada dela, inalando o perfume suave de baunilha que só ela tinha.

— Hoje eu preciso voltar para a sede da holding e assumir as rédeas da empresa, mas você vai ficar aqui quietinha na mansão, entendeu muito bem? Nada de inventar moda de querer arrumar malas, nada de ficar andando sem necessidade pelas escadas e, acima de tudo, nada de qualquer estresse emocional. O médico foi extremamente claro sobre a necessidade do seu repouso para a segurança do nosso filho.

Victoria fez um biquinho charmoso e revirou os olhos em uma falsa indignação que me fez sorrir.

— Sim, senhor Mandão... Eu juro pelo nosso bebê que vou me comportar direitinho e seguir cada uma das ordens médicas. Mas não se acostuma com essa facilidade toda não, senhor Foley!

— Não vou me acostumar, senhora Foley — debochei de volta, puxando o corpo dela para mais um beijo estalado antes de nos levantarmos da cama.

Depois de um banho rápido e de nos vestirmos com calma, descemos de mãos dadas a grande escadaria em direção à sala de jantar. O aroma delicioso de café fresco passado na hora, pães quentes e frutas cortadas já preenchia todo o hall de entrada.

Ao redor da mesa longa de mogno, a nossa família já estava reunida: o vovô Victor e a tia Marie estavam engajados em uma daquelas discussões matinais típicas sobre o casamento que o velho insistia em marcar, enquanto a Natalie e o Lucas conversavam em tom baixo e cúmplice no canto oposto.

— Bom dia para os papais do ano! — meu avô exclamou ao nos ver entrar, ajeitando a postura na cabeceira com um sorriso largo. — Pensei que teríamos que mandar servir o café na cama para a minha neta favorita!

— Acho que isso não seria uma má ideia, a Vic fazer a partir de hoje suas refeições no quarto. — falei em um tom sério. Minha mulher olhou para mim e me fulminou.

— O que isso? Estou de repouso ou em um cárcere privado? — ela perguntou indignada.

— Conhecendo meu irmão, acho que os dois cunhadinha. — minha irmã disse arrancando risadas de todos na mesa.

— Ele que nem tente! — Victoria retrucou e ri do seu jeito dando um beijo em sua têmpora.

Puxei a cadeira para ela se acomodar e me sentei ao lado dela. O clima daquela refeição foi leve, divertido e acolhedor. Ver o Lucas ali, dividindo a mesa e rindo das implicâncias do meu avô sem a menor sombra de hostilidade entre nós, trazia um alívio silencioso para o meu peito.

Assim que terminamos o café, me levantei para sair. Victoria veio me acompanhar até o hall principal da mansão. Puxei a minha mulher pela cintura com firmeza, colei o corpo dela ao meu e selei os seus lábios em um beijo profundo, possessivo e apaixonado.

— Qualquer incômodo, dor de cabeça ou tontura, você me liga na mesma hora, ouviu bem?

— Pode deixar, amor. Já disse que vou obedecer e ficar quietinha. — ela respondeu, sorrindo e alisando a gola da minha camisa social.

— Eu não sei do que tenho mais medo, de você teimando comigo em tudo ou obedecendo sem retrucar.

Ela separou seu corpo do meu, cruzou os braços e me encarou com os olhos faiscando.

— Eu acho que você tinha que ter medo era de eu te mandar para um picadeiro.

— Não entendi. — rebati confuso.

— Porque lá que é lugar de palhaço! — ela respondeu sem humor nenhum.

A fulminei com os olhos.

— Vou deixar essa passar só porque estou atrasado.

Dei um beijo nela que riu de mim como sempre e me despedi do restante da minha família antes de seguir para a empresa.

​Capítulo 137 — Retornando às Atividades 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo