Capítulo 42 — Territórios Marcados
Adrian Foley
Um sorriso vitorioso brincou nos lábios da Victoria ao concluir a frase. E, porra... Ela estava extremamente sexy com esse jeito ciumento e possessivo de ditar as regras.
Megan deu um sorriso debochado, tentando recuperar a pose, e olhou para Victoria com desdém, se esquecendo completamente que eu ainda estava na mesa.
— E desde quando uma simples assistente tem toda essa autonomia dentro da empresa?
Victoria não se deu ao trabalho de rebater. Apenas inclinou o rosto na minha direção.
— Senhor Foley... Gostaria de responder a essa pergunta para a senhorita Miss Sacramento, por favor?
Peguei o copo de água à minha frente com total calma, dei um gole lento sob o olhar atento das duas, antes de fixar os meus olhos em Megan.
— Senhorita Brooks... A senhorita Clark, assim como o senhor Reeves, tem autonomia e autoridade o suficiente dentro da empresa para decidir quem fica e quem vai. E a contratação da minha nova secretária pessoal está estritamente nas mãos deles — depositei o copo de volta sobre a mesa com um clique seco. — Portanto, sim. É ela quem decide sobre o seu futuro na empresa. Eu tenho trabalho e preocupações demais no processo de transição desta filial, e é exatamente por isso que eu tenho os meus assistentes: para cuidarem dessas coisas pequenas e detalhes por mim.
A mulher piscou várias vezes seguidas, completamente sem graça e desarmada. Ela olhou para Victoria com um ódio nitidamente estampado no rosto, se levantando da cadeira às pressas.
— Peço desculpas por isso, senhor Foley. Com licença.
Nesse mesmo instante, a concierge principal do restaurante veio a passos rápidos até a nossa mesa, com os olhos arregalados e uma expressão clara de medo.
Assim que chegamos ao estabelecimento, eu havia deixado explícito na recepção que exigia total privacidade, e o fato de Megan ter conseguido passar e se aproximar significava que a segurança do local havia falhado comigo.
— Senhor Foley... — a funcionária gaguejou assim que se aproximou.
Levantei a minha mão direita em um gesto curto de silêncio, cortando a justificativa dela.
— Arrume imediatamente outra mesa para mim e para os meus assistentes. E, desta vez, exijo a privacidade real que eu pedi e paguei.
A mulher assentiu prontamente com a cabeça, se desculpando. Victoria e eu nos levantamos da mesa no mesmo momento em que Henry se aproximou do nosso círculo, vindo do corredor.
— O que foi que aconteceu aqui? — Henry perguntou, olhando para a Megan que ia corredor afora pisando duro.
Eu não tive tempo nem de abrir a boca para explicar. Victoria tomou a frente, respondendo de forma ríspida enquanto marchava ao lado da concierge.
— Não houve nada, Henry. Só o seu chefe demonstrando uma tremenda dificuldade em colocar uma funcionária atrevida no devido lugar dela.
Sorri de lado, acompanhando o passo dela.
— Eu tinha a situação inteiramente sob controle, Victoria.

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