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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 43

Capítulo 43 — O Preço do Chove Não Molha

Victoria Clark

Eu estava furiosa com a ousadia daquela cretina e, principalmente, com a tranquilidade cínica do Adrian sobre tudo o que tinha acabado de acontecer ali embaixo.

Nós não éramos um casal. Não um de verdade. Mas, naquele exato momento, eu não me importei nem um pouco com as cláusulas, os prazos ou os termos de privacidade. Eu apenas agarrei a gravata de seda dele e o beijei.

O beijo começou desesperado, urgente, impulsionado por uma necessidade absurda e possessiva de provar para mim mesma, e para qualquer um, que aquele homem era meu.

Logo em seguida, o toque ganhou uma intensidade avassaladora. Senti a mão grande e firme de Adrian espalmar na minha cintura e, em um único movimento fluido, ele me suspendeu e me puxou direto para o seu colo.

— Adrian... — chamei a atenção dele, a voz saindo falhada contra os seus lábios, sem conseguir desgrudar as nossas bocas por mais de um milímetro.

— Só aproveita o momento, Vic... — ele pediu em um sussurro rouco antes que a sua língua praticamente reivindicasse a minha, aprofundando o beijo de um jeito que me fez perder o chão.

Soltei um gemido baixo vindo do fundo da garganta, arranhando os ombros do terno dele, e senti perfeitamente embaixo de mim o quanto aquela proximidade e o meu ataque de ciúmes o estavam afetando.

Estávamos completamente imersos um no outro quando ouvimos duas batidas firmes na porta da sala privativa.

Nos separamos em um sobressalto. Voltei rapidamente para a minha própria cadeira, ajeitando às pressas a calça de alfaiataria, o blazer e os fios do meu cabelo, mas sem conseguir conter a minha respiração visivelmente ofegante.

Logo em seguida, os garçons do restaurante entraram no ambiente trazendo os nossos pedidos em bandejas de prata. Antes mesmo que eles terminassem de servir os pratos na mesa, Henry retornou do corredor e se acomodou no seu lugar.

— Era o Marks ao telefone — o assistente começou, se ajeitando na cadeira. — Ele estava nos lembrando de que a filial já tinha um evento corporativo programado para este final de semana, e a diretoria quer saber se nós mantemos a data ou se cancelamos tudo.

Adrian desviou a atenção do prato focando em Henry e assumindo a sua habitual postura de liderança.

— Pode manter. Verifique com a organização qual era o objetivo principal do evento e acrescente a nossa apresentação oficial como os novos donos da empresa à pauta.

Henry assentiu, deixando um sorriso discreto surgir no rosto antes de ponderar.

— Eu não acho que o evento original seja algo tão grandioso assim, Ade. Pelo relatório que me passaram, me parece ser algo simples, apenas uma confraternização entre os funcionários internos e alguns parceiros comerciais.

Adrian tomou um gole longo de sua bebida antes de ditar as ordens, o olhar firme.

— Então faça o evento ficar grande, Henry. Quero deixar bem claro para o mercado e para o conselho que a holding Foley agora está à frente de toda a operação. Assim que voltarmos do almoço, faremos o tour oficial pelos andares da empresa. Quero todos os cargos certos e preenchidos até o final do dia. E, a partir de amanhã cedo, nós iremos trabalhar nas mudanças estruturais necessárias dentro daquela filial.

Henry assentiu prontamente, focado.

— Sim, chefe.

O restante do almoço transcorreu de forma tranquila. Não tocamos mais no assunto da Miss Sacramento ou de currículos, o que para mim foi uma vitória absoluta.

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