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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 47

Capítulo 47 — Encerrar com a verdade

Adrian Foley

Ter me resolvido com a Victoria dentro daquele carro foi, sem a menor sombra de dúvidas, a melhor decisão que tomei no dia. Até o ar pesado na empresa pareceu fluir melhor depois que o nosso acordo de bastidores foi selado.

Depois do almoço, no entanto, a realidade corporativa nos engoliu e não tivemos tempo de nos ver. Henry e eu nos trancamos na sala da presidência, focando a nossa atenção total em avaliar minuciosamente cada cargo preenchido e as vagas abertas da filial para, finalmente, decidirmos quem fica e quem vai.

— Miss Sacramento? — Henry me perguntou, interrompendo a leitura de uma pasta com uma das sobrancelhas arqueada de forma sugestiva.

Um sorriso de canto brincou no meu rosto ao lembrar do ataque de ciúmes possessivo da Victoria no restaurante.

— Só se você estiver genuinamente a fim de começar a terceira guerra mundial aqui dentro, Henry. Quer arriscar o seu pescoço?

Henry me olhou com uma expressão de puro pavor cômico.

— Deus me livre e guarde, Ade. A Victoria definitivamente não está para brincadeira hoje.

Acabei rindo abertamente do jeito assustado do meu assistente.

— Vamos manter o desejo da minha mulher. Entre em contato com o gestor, agradeça aos serviços prestados pela senhorita Brooks, invente uma desculpa convincente e formal para a demissão para não darmos margem a brechas trabalhistas e conceda um bônus generoso de rescisão. Mas mande-a embora do prédio. Ainda hoje.

Henry cruzou os braços sobre o peito e me encarou com um sorriso de orelha a orelha. Levantei o meu olhar dos papéis na mesa na direção dele.

— Algum problema, Henry?

Ele negou com a cabeça, mantendo o sorriso de deboche estampado no rosto.

— "Sua mulher"? Eu ouvi bem, Adrian?

Bufei, jogando o corpo para trás na cadeira de couro.

— Até onde eu sei e a lei nos ampara, nós somos oficialmente casados.

Tentei voltar a minha atenção aos documentos à minha frente, mas eu sabia perfeitamente que ele não ia deixar aquilo passar barato.

— Sim, eu me lembro muito bem do casamento — Henry pontuou, divertido. — Mas você nunca se referiu a ela publicamente ou em conversas como "minha mulher". Na verdade, você esconde esse pequeno grande detalhe de todo mundo com unhas e dentes.

Joguei a caneta sobre a mesa com um clique seco e o encarei de forma séria.

— Bem... Você não é todo mundo, Henry. Então, posso te contar em primeira mão que nós conversamos no carro e decidimos tentar ser um casal de verdade daqui para frente.

Henry descruzou os braços no mesmo instante e começou a bater palmas de forma entusiasmada, exibindo um sorriso largo.

— Ade! Você não faz ideia de como isso me deixa feliz, cara. Porra, o senhor Victor vai ficar absolutamente radiante e fora de si quando ver vocês dois juntos de verdade, como um casal real.

Ajeitei a minha postura, mantendo o tom firme:

— O meu avô nunca soube, e nunca vai saber, sobre a existência daquele contrato de fachada, Henry. Então, para os olhos dele, nós sempre fomos de verdade desde o primeiro minuto.

Peguei a minha caneta de volta e foquei os olhos nos balanços financeiros antes de concluir.

— Agora, vamos deixar a minha vida pessoal estritamente de lado e voltar ao que realmente importa aqui: o trabalho.

Henry assentiu, recuperando a postura profissional.

— Sim senhor, chefe.

Nós dois mergulhamos novamente nos relatórios técnicos por mais duas horas, até que duas batidas suaves soaram na porta de madeira da presidência. Mandei entrar e a figura da Victoria passou pelo vão.

Ela ostentava um belo sorriso nos lábios e um brilho terrivelmente suspeito nos olhos castanhos que chamaram a minha atenção no mesmo segundo.

— Olha... Eu me esforcei, e muito, confesso. Mas até agora não rolou nenhuma candidata qualificada para preencher a vaga de secretária — ela anunciou, caminhando lentamente

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