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Como odiar um CEO em 48 horas romance Capítulo 17

Me colocaram sentada numa cadeira, vigiada por um policial, enquanto o delegado atendia outras pessoas que estavam na minha frente. Percebi claramente que o meu “crime” era o mais leve ali.

Enquanto eu aguardava na fila dos delinquentes, batia meu tênis insistentemente no chão, ansiosa, até que vi Ben e Daniel entrando.

Ben quase atropelou o policial e veio até mim, correndo. Levantei e nos abraçamos.

- O que houve, meu amor? O que fizeram com você?

- Ben, o desgraçado do Casanova me acusou injustamente. – Menti.

- De que?

- Eu... Não sei.

- Babi, me diga que você não se meteu com o CEO da Babilônia, por favor. – Ben olhou nos meus olhos.

- Ele não é só CEO da Babilônia. É CEO da North B. também. – Daniel explicou.

Ben me encarou:

- Você é só uma pedrinha no sapato dele... Sabe disto, não é mesmo?

Assenti, assustada e me dando em conta do que eu tinha feito e o quanto poderia complicar ainda mais a minha vida, que já era mais que difícil.

Antes de eu me arrepender por completo, o Delegado chamou meu nome.

Levantei e Ben e Daniel foram comigo.

O policial abriu a porta e sentei na frente do delegado, amedrontada.

- São seus advogados? – ele perguntou.

- Amigos. E já digo: ela não fez nada. – Ben sentou ao meu lado, cruzando as pernas enquanto Daniel colocou as mãos sobre meus ombros, mostrando que também estava comigo.

Ele leu um papel que tinha em sua frente e disse:

- Quem, em juízo perfeito, provocaria Heitor Casanova? – me encarou.

- Ele me provocou primeiro... E eu posso provar.

- Então prove, senhorita Novaes. – O delegado se recostou na cadeira, espreguiçando-se. – Sinceramente, estou curioso com suas explicações.

- Heitor Casanova me chamou de bêbada, assassina, atrevida e louca.

- E você, então... O que fez?

- Eu fiquei puta e...

- Não use palavras deste tipo aqui, senhorita Novaes. – Ele falou em tom de voz alto.

Me encolhi:

- Eu fiquei... Furiosa e...

- E veio até mim. Consolei-a e disse: vamos embora, minha amiga. – Ben olhou para o delegado. – Então fomos para casa. E Babi precisou sair de novo e então a prenderam, injustamente, confundindo-a com outra pessoa, só pode.

- Hum... – ele olhou novamente para o papel na sua frente. – Como é mesmo o seu nome? – ser referiu a Ben.

- Benício, mas pode me chamar de Ben. Odeio que me chamem de Benício.

- Pois bem, “senhor Benício”. – Ele enfatizou o nome que Ben disse odiar. – Não o vi nas câmeras do prédio da North B., enquanto a senhorita Novaes escrevia “desclassificado”, riscando com uma chave, no Maserati comprado há exatos seis meses pelo senhor Heitor Casanova.

Ben começou a tossir sem parar, quase se afogando, enquanto colocava a mão no peito, parecendo numa crise de ansiedade.

- Ele não estava comigo nesta hora. – falei. – Eu fui culpada. E... Vou ser presa? – fiquei preocupada. – Isso vai ficar escrito em algum lugar para sempre? Tipo... Que eu... Risquei o carro do CEO da North B.

- O senhor Casanova exige que a senhorita pague pelo conserto do automóvel. Pode acertar isso com ele. E caso ele retire a queixa, não ficará registrado “para sempre”.

Fodida! Eu estava mil vezes fodida!

- Eu não tenho dinheiro. – Fui sincera.

- Tenho o número da advogada dele. Quem sabe você faz uma proposta e eu acabo de vez com esta palhaçada, pois tenho coisas mais importantes a resolver do que uma sem noção que risca o carro de um homem que pode simplesmente comprar outro na mesma hora.

De tudo que ele falou só ouvi ADVOGAD”A”. Ah, claro que tinha que ser advogada. Advogado que não seria, não é mesmo? Aposto que recebeu pelo serviço da forma como ele achava que mais valia: “chupando-o”. Afinal, para ele seu pau na boca de uma mulher era um privilégio para a “felizarda”.

Nojento, atrevido, tarado... Desclassificado mor.

- Vou ligar... Depois do almoço. – Estendi a mão, pedindo o número.

- Agora, senhorita Novaes. Ou fica aqui detida.

Respirei fundo e peguei o telefone que ele empurrou na minha direção. Apertei os botões do teclado e ouvi a voz feminina do outro lado.

- Bom dia... Ou tarde. – Fiquei incerta do que dizer, já que passava do meio-dia. – Eu sou Bárbara Novaes. Estou na delegacia... E o delegado aqui pediu para eu lhe oferecer uma proposta com relação ao carro do Senhor Casanova.

- Olá, senhorita Novaes. Um minuto que vou passar para meu cliente. Ele deseja falar pessoalmente com você, a fim de acertarem como farão isso.

Meu Deus, eu não tenho o que oferecer a este homem. Senti meu coração acelerar e tive a impressão que iria morrer quando o ouvi do outro lado da linha:

- Senhora Bongiove... Quanto tempo. – o tom de deboche era visível na voz dele.

- Olha aqui, seu... – percebi que minha voz se alterou e abaixei o tom, tentando ficar calma. – Seu... Casanova. Estou na delegacia e sinto muito pelo ocorrido.

- Sente mesmo? Como pretende me pagar? Só isso me interessa.

Fechei meus olhos e tentei:

- Eu não posso ficar presa. Muito menos com a acusação na minha ficha.

- Não me pareceu preocupada quando mentiu ao segurança e riscou meu carro novo.

- Eu não sabia que era novo.

- Pouco importa. Quero saber como vai me pagar o prejuízo, visto que não trabalha há meses.

- Eu... Tenho algumas propostas para lhe fazer.

- Estou curioso, senhora Bongiove.

Sarcástico como sempre.

- Você aceitaria um ingresso para o Show do Bon Jovi em Noriah Norte?

- Está brincando comigo?

- Pode vender... E ficar com a grana.

- Não paga nem a porta do Maserati.

- Aceita joias antigas, em ouro de verdade? Eu não tenho ideia de onde vender... Mas talvez o senhor saiba. São da minha mãe... A única coisa que restou dela, na verdade. Mas sei que pisei na bola. Então é o preço que tenho que pagar por minha impulsividade.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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