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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 3

~ ZOEY ~

A noite estava fresca, mas não fria.

Eu peguei a mão do Christian, enquanto ele agarrava de volta a sua camisa, e o guiei para fora da mansão, atravessando o jardim até o caminho de pedra que levava ao galpão onde ficavam as bicicletas. Ele me seguiu sem perguntar nada, mas eu sentia a curiosidade dele na forma como seus dedos apertaram os meus.

— Aonde você está me levando? — ele perguntou, quando eu peguei uma das bikes e ajustei o guidão.

— Você vai ver — eu respondi, jogando uma perna por cima do selim.

Christian montou na bicicleta dele com aquela coordenação irritante de quem sempre foi bom em tudo sem precisar tentar muito. Ele usava só uma calça de moletom e uma camiseta básica, e mesmo assim parecia saído de algum editorial sobre "homens elegantes em situações casuais".

— Segue — eu disse, e comecei a pedalar.

O caminho até as parreiras era curto, mas sinuoso. A luz da lua clareava o suficiente para que eu não precisasse me preocupar em tropeçar, e o som das rodas contra o cascalho formava um ritmo quase hipnótico. Eu ouvi Christian atrás de mim, pedalando num ritmo tranquilo, como se estivesse esperando para ver aonde aquilo ia dar.

Quando chegamos, eu parei a bicicleta perto da primeira fileira das vinhas que levavam meu nome e desci. Christian encostou a dele ao lado da minha e ficou parado, olhando ao redor com uma expressão divertida.

— Você perguntou o que eu estava pensando — eu disse, baixinho.

Christian inclinou a cabeça, me olhando com aquele jeito que ele tinha quando estava tentando decifrar algo.

— E? — ele provocou.

Eu segurei a frente da camiseta dele com as duas mãos e puxei com firmeza.

— Adrenalina — eu sussurrei, antes de selar minha boca na dele.

Foi um beijo urgente, faminto, como se tivéssemos guardado aquela fome por tempo demais. Porque quaisquer cinco minutos para nós era tempo demais.

A boca dele se abriu para mim sem hesitação, e a língua dele encontrou a minha com uma intensidade que arrancou um gemido baixo da minha garganta.

As mãos dele foram direto para minha cintura, me puxando com força, como se ele quisesse me fundir nele. Eu senti os dedos dele subirem pela minha coluna, firmes, possessivos, até se perderem no meu cabelo ainda preso.

Eu mordi o lábio inferior dele de leve, e Christian soltou um som rouco que eu senti vibrar no meu peito.

— Você está brincando com fogo — ele avisou, contra minha boca.

— Então me queima — eu provoquei.

Christian puxou meu cabelo com força suficiente para fazer minha cabeça cair para trás, expondo meu pescoço. Ele desceu a boca pela minha pele, mordendo, chupando, deixando um rastro quente que me fez tremer.

Minhas mãos foram para a barra da camiseta dele, e eu a puxei para cima sem cerimônia. Christian se afastou só o suficiente para deixar eu tirá-la e jogá-la no chão. Eu passei as mãos pelo peito dele, sentindo os músculos tensos sob meus dedos, e desci devagar, arranhando de leve com as unhas.

— Você também — ele ordenou, e a voz dele saiu grave, autoritária.

Eu tirei minha própria blusa e a joguei ao lado da dele. Christian me olhou por um segundo, com aquela intensidade que parecia capaz de me desmontar sem precisar tocar, e então voltou a me beijar, mais forte, mais desesperado.

As mãos dele desceram, arrancaram minha calça com uma facilidade irritante, e ele a empurrou para baixo junto com a calcinha. Eu me livrei delas com um chute impaciente.

Christian recuou um passo, me olhando inteira, e eu vi o jeito que a respiração dele mudou.

— Deita — ele disse, apontando para a camisa dele no chão.

Eu obedeci, sentindo a textura macia do tecido contra minha pele nua, a terra fria sob as costas. Christian se ajoelhou entre minhas pernas, e eu senti o coração bater tão forte que parecia querer sair pela boca.

Ele passou as mãos pelas minhas coxas, abrindo-as mais, e desceu a boca devagar, beijando a parte interna com uma calma torturante. Eu arqueei o quadril, impaciente, mas ele segurou firme.

— Mais forte — eu pedi, quase sem voz.

Christian obedeceu sem hesitar, aumentando a força e a velocidade. O som dos nossos corpos se encontrando ecoava pela noite silenciosa, misturado aos gemidos que eu não conseguia mais controlar.

Ele soltou meu cabelo e passou o braço pela minha cintura, me puxando ainda mais contra ele, mudando o ângulo de uma forma que me fez ver estrelas. A mão livre dele deslizou pela minha frente, encontrando o ponto exato que me fez gritar novamente.

— Você é minha — ele disse no meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha.

— Sempre — eu respondi, ofegante, sentindo o corpo inteiro tremer.

Christian acelerou ainda mais, e a combinação dos movimentos dele dentro de mim e dos dedos dele me estimulando foi demais. A pressão explodiu de uma vez, me fazendo gritar o nome dele enquanto o prazer me atravessava em ondas violentas que pareciam não ter fim.

Ele continuou, prolongando cada segundo do meu orgasmo, até que eu senti o corpo dele endurecer e ele finalmente se deixou ir também, gemendo meu nome baixo e rouco contra minha nuca, derramando-se dentro de mim com estocadas finais profundas e descompassadas.

Nós desabamos juntos no chão, eu ainda por cima da camisa dele, respirando como se tivéssemos corrido uma maratona. Christian me puxou para o lado e me encaixou contra ele, nossos corpos ainda colados, suados, exaustos.

Eu senti os lábios dele contra meu ombro, depois na minha têmpora.

— Adrenalina — ele murmurou, rindo baixo.

Eu ri também, ainda tentando recuperar o fôlego.

— Você pediu — eu lembrei.

— E você entregou — ele respondeu, apertando o abraço.

Ficamos ali, jogados sob as estrelas e as parreiras que levavam meu nome, e eu percebi que, naquele instante, não existia lugar no mundo onde eu preferiria estar.

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