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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 728

~ BIANCA ~

Florença tinha um jeito próprio de fazer tudo parecer maior.

As luzes sempre pareciam mais bem posicionadas, os lugares sempre tinham história o bastante para virar cenário, e até o barulho das pessoas conversando carregava um tipo de beleza.

Na entrada do evento, eu já senti aquela grandiosidade.

O fluxo de convidados, o tapete discreto, a disposição calculada de fotógrafos que fingiam estar ali por acaso, mas já sabiam exatamente quem queriam capturar. A parede com o nome da linha em letras elegantes — LINHA MONTESI por BELLUCCI — e, ao lado, o rótulo ampliado como se fosse uma obra de arte.

E talvez fosse.

Eu ajeitei o vestido com um gesto pequeno e respirei fundo antes de entrar. Nico estava ao meu lado, impecável e claramente consciente do próprio corpo naquele ambiente, como se cada passo dele precisasse provar que ele merecia estar ali.

Eu entrelacei meus dedos nos dele.

— Respira — eu murmurei.

— Eu tô respirando — ele respondeu, mas a voz saiu seca.

Eu quase sorri.

— Então faz parecer.

Ele soltou um ar que era a tentativa de um homem que não gosta de palco se convencer de que aquilo era só mais um trabalho.

Christian nos viu primeiro.

Ele estava próximo do centro do salão, como sempre fica, porque o CEO não “aparece”, ele ocupa. Zoey estava ao lado dele com um brilho nos olhos que era praticamente um holofote próprio. Ela não parecia só a esposa de um Bellucci naquela noite, ela parecia a mulher que tinha desenhado a noite inteira como estratégia.

Christian abriu os braços quando nos aproximamos.

— Hoje é sobre vocês — ele disse, direto, como se não houvesse nada a negociar.

Eu senti meu peito aquecer.

— Obrigada — eu respondi, sincera, porque eu sabia a quantidade de detalhes que existia por trás de um evento que parecia “natural”.

Zoey me puxou num abraço rápido e empolgado.

— Não está tudo lindo? — ela sussurrou, como se fosse uma confidência divertida. — Eu mereço um prêmio.

— Você é a única pessoa que conseguiria fazer isso parecer fácil — eu respondi.

Zoey abriu um sorriso orgulhoso.

— Eu sou RP, minha querida — ela disse, como se fosse um título de nobreza. — E eu amo uma boa narrativa. Hoje a narrativa é: amor, legado e uma marca que vai vender como água.

Nico estava quieto, olhando em volta.

Eu reconheci a tensão sem ele dizer.

A maioria das pessoas ali conhecia meu sobrenome antes de conhecer meu rosto. E o sobrenome dele era outro tipo de história: não era um nome de salão. Era um nome de terra.

Eu senti a mão dele apertar a minha.

— Esse é o seu mundo — ele falou baixo, como se a frase fosse inevitável.

Eu virei o rosto para ele.

— É nosso — eu corrigi, simples, sem enfeite.

Ele me olhou como se eu tivesse colocado os dois pés dele no chão.

— Você sempre faz isso parecer tão… possível — ele murmurou.

— Porque é — eu disse.

Antes que ele respondesse, uma câmera se aproximou e pediu uma foto.

Eu sorri para a lente do jeito certo e Nico fez o que sempre faz quando não gosta do foco: ficou sério demais e bonito demais.

Quando o fotógrafo finalmente nos deixou, eu vi Martina do outro lado do salão.

Ela estava com Bella.

Bella usava um vestido simples, claro, com um laço discreto e sapatilhas que brilhavam um pouco mais do que deveriam. O cabelo estava preso com cuidado, e ela segurava a mão da avó como se estivesse segurando uma autoridade oficial.

Quando Bella me viu, o rosto dela acendeu.

— Mãe! — ela chamou, mas a voz saiu baixa porque alguém tinha ensinado que ali não era lugar de correr.

Eu caminhei até elas com um sorriso que eu não consegui controlar.

— Oi, meu amor.

Bella olhou para Nico.

— Papai — ela disse, e o jeito como ela falou aquela palavra foi diferente. Era cheio de orgulho.

Nico se abaixou e beijou a testa dela.

— Você tá linda — ele disse.

Bella endireitou os ombros como se tivesse acabado de receber uma medalha.

Martina me deu um olhar que era todo carinho.

— Ela pediu pra vir — Martina disse, como se estivesse justificando, mas eu sabia que não precisava.

— Eu queria ver o papai com o vinho dele — Bella explicou. — É tudo muito chique.

Eu ri.

— Seu pai é muito chique — eu confirmei.

Nico soltou um som baixo que era vergonha e felicidade misturadas.

O salão foi enchendo.

Taças circulavam, garçons ofereciam pequenas porções, e o rótulo da linha Montesi passava de mão em mão com o tipo de cuidado que pessoas ricas reservam a coisas que pretendem postar depois.

Eu observei Nico andando ao meu lado e percebi o momento exato em que ele parou de se sentir intruso.

Foi quando um homem de cabelo grisalho, terno caro e postura de quem manda sem levantar a voz se aproximou com a taça na mão.

Christian apareceu ao lado, reconhecendo o sujeito na hora.

— Nico, esse é o senhor Rinaldi — Christian disse. — Importador.

O homem estendeu a mão.

— Eu provei — ele disse, com um italiano impecável e uma frieza educada. — E eu quero.

Nico piscou.

— Quer…?

— Um pedido grande — Rinaldi completou, e girou a taça como se analisasse luz. — O mercado se apaixona rápido e esquece rápido.

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