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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 111

~ MAREU ~

A primeira coisa que Logan Novak fez foi trancar a porta.

Não era uma tranca normal, mas sim uma fechadura que tinha teclado numérico, bip discreto e uma senha que parecia ter sido criada para impedir tanto curiosos quanto sentimentos.

— É só pra ninguém entrar — ele disse, como se eu tivesse perguntado.

Eu não tinha perguntado. Eu estava ocupada tentando salvar meu vestido e a minha dignidade ao mesmo tempo, o que, honestamente, era um esporte de alto risco.

— Claro — eu respondi, e a palavra saiu com uma firmeza que eu não senti. — Imagina alguém ver você aqui e achar que…

Eu parei.

Porque o “achar que” podia virar mil coisas, e nenhuma delas me ajudava a respirar.

Logan caminhou até a bancada. O banheiro tinha aquele mármore que custa o preço de um carro e, ainda assim, parecia hostil. Ele colocou as coisas ali com precisão: água com gás, um pano branco dobrado, um removedor de manchas.

Era um kit de contenção de danos para o meu vestido.

— Pressiona — ele disse, sem olhar para minha cara. — Sem esfregar.

O que me irritou foi o fato de ser um ótimo conselho.

— Eu sei — eu respondi, pressionando o pano contra o tule como se estivesse negociando com o universo. — Eu não sou uma bárbara.

Ele olhou para a mancha com atenção, o que significava que ele estava olhando para a minha perna. A fenda tinha virado um problema de relações públicas desde o segundo em que eu saí de casa. No banheiro, virou também um problema de foco.

Logan não falou nada.

Só ficou ali.

E eu senti o peso do silêncio.

De repente, eu estava no meio de um banheiro feminino, com o meu vestido molhado, minhas mãos tremendo e o solteiro mais perigoso do Rio digitando senha na porta como se fosse normal.

— Foi a Paula — eu soltei, antes que minha cabeça inventasse outra coisa para dizer.

Logan levantou os olhos para mim.

— Eu vi — ele respondeu.

Duas palavras. Nenhuma surpresa. Nenhuma pergunta.

Eu engoli.

— Então você sabe que não foi acidente.

Ele ficou um segundo em silêncio, e eu tive a impressão de que, se ele falasse “eu vi” de novo, eu ia começar a acreditar que ele era um algoritmo.

— Eu sei — ele disse.

Quase.

Eu pressionei o pano com mais força do que precisava.

— Eu odeio esse tipo de gente — eu murmurei.

— Eu também — ele respondeu.

E foi aí que eu entendi o que era perigoso: ele não estava brincando. Ele não estava no modo “anfitrião”. Ele estava no modo “resolver”. E o modo “resolver” dele tinha derrubado um setor inteiro do spa num navio.

Eu respirei fundo.

Respirei de novo.

E, porque a vida gosta de testar minhas tentativas de autocontrole, eu senti a garganta arranhar como se eu tivesse engolido o ar errado.

O problema é que eu tinha.

Eu estava nervosa. Eu estava pressionando, falando, tentando parecer normal. E, sem perceber, eu peguei a garrafinha de água com gás e levei à boca.

Eu bebi.

E imediatamente me arrependi.

O gás subiu no lugar errado. Meu peito apertou. O ar parou de cooperar.

Eu fiz um som indigno.

— Mareu? — Logan disse, e o meu nome na voz dele foi a pior combinação possível: firme e alerta.

Capítulo 111 1

Capítulo 111 2

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