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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 13

Tecnicamente, eu não trabalhava aos sábados.

Finais de semana eram minha folga oficial. Dois dias inteiros para fazer... o quê, exatamente?

Sinceramente, eu nem sabia o que teria para fazer fora daquela casa. Não podia voltar para a minha família. Não podia aparecer em lugares que frequentava antes. Minha vida social tinha se resumido a ligações rápidas com Clara e doramas no celular.

Por sorte, tinha a apresentação de Olívia.

Fui até o quarto dela e bati na porta.

— Pode entrar! — ouvi a voz dela, meio abafada.

Abri a porta e parei.

Helen estava ali, escova de cabelo na mão, tentando domar os fios de Olívia num penteado que parecia estar perdendo a batalha.

— AI! — Olívia gritou, se encolhendo. — Você tá me penteando ou me punindo?

— Já estou acabando — Helen disse, puxando mais um tufo de cabelo.

— Mareu! — Olívia me viu e praticamente implorou. — Salva minha cabeça. Por favor.

Ri, entrando no quarto.

— Não vai reclamar se eu fizer um coque "dia de cabelo maluco"?

— Se você não me deixar careca, já é vitória — Olívia respondeu, séria.

Helen me entregou a escova com um suspiro impaciente.

— Tem meia hora — disse, olhando para o relógio. — Não inventa moda.

E saiu do quarto, fechando a porta com mais força que o necessário.

Olívia esperou três segundos exatos antes de fazer uma careta na direção da porta fechada.

— Acho que a Helen gosta do papai — soltou, casual demais. — Ouvi ela dizer que ele é um "tipo raro". — Olívia fez aspas com os dedos, imitando a voz de Helen perfeitamente.

— Olívia... É feio fazer fofoca — repreendi, separando o cabelo dela em mechas.

Ela virou a cabeça para me olhar, uma sobrancelha erguida.

— Não é, não. Ouvi você no telefone com sua amiga falando um monte de fofoca sobre alguém chamado Rafael.

Meu rosto esquentou.

— Ok — admiti, voltando a pentear. — Fofoca é feio com outras pessoas. Comigo é... relatório.

Olívia soltou uma risada genuína, o tipo que fazia seu nariz enrugar.

Terminei o penteado — um coque bailarina clássico, preso com grampos invisíveis e finalizado com spray fixador.

— Pronto — disse, ajeitando a última mecha. — Tá perfeito. Agora vai lá terminar de se arrumar. Te vejo mais tarde.

Ela me deu um abraço rápido, quase imperceptível, e saiu correndo para o banheiro.

Voltei para o meu quarto e abri o guarda-roupa.

E então a realidade me acertou em cheio.

Merda.

O teatro era "o meu mundo antigo". Eu conhecia aquele lugar, tinha ido algumas vezes com minha família. Sabia que era superelegante, frequentado por famílias da alta sociedade, especialmente em eventos fechados como esse.

Precisava de uma roupa à altura.

E não tinha nada.

Quando fugi de casa, a maioria das minhas coisas tinha ficado para trás. Especialmente as roupas sociais, os vestidos de evento, os sapatos caros. Tinha trazido apenas o essencial como roupas casuais, confortáveis, práticas. E ainda assim apenas o que coube em uma mala pequena.

Nada que servisse para um teatro cheio de gente do círculo social dos Valença.

Estava revirando o armário, cada vez mais desesperada, quando ouvi uma batida na porta.

— Pode entrar — disse, sem tirar a cabeça de dentro do guarda-roupa.

— Senhorita Mareu?

Era Roberta, a governanta.

Virei. Ela estava parada na porta, segurando uma capa protetora de roupa.

— O senhor Novak pediu que eu trouxesse — disse, entrando e estendendo a capa na minha direção. — Disse que... pode ser útil.

Peguei com cuidado, sentindo o peso do tecido dentro.

Abri o zíper da capa.

E esqueci de respirar.

Era um vestido. Longo, elegante, num tom de rosa queimado perfeito para meu tom de pele. Corte clássico, decote discreto mas sofisticado, tecido fluido que parecia caro só de olhar.

Capítulo 13 1

Capítulo 13 2

Capítulo 13 3

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