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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 14

Aquela vaca armou pra mim!

Encostei a testa na porta do closet, o coração batendo acelerado, a raiva subindo pela garganta.

Ela me prendeu aqui de propósito. Pra eu me atrasar. Ou não ir na apresentação da Olívia.

Claro. É óbvio. Helen queria meu lugar. E que jeito melhor de conseguir do que me sabotando? Se eu cometesse uma falha dessa, Olívia jamais ia me perdoar. E o senhor Novak teria toda a razão para me demitir na hora.

Respirei fundo, tentando pensar.

Ok. Calma. Celular. Posso ligar para alguém.

Merda.

O celular estava na bolsa. E a bolsa estava em cima da cama de Logan, onde eu tinha largado antes de entrar no closet.

Ótimo. Simplesmente perfeito.

Olhei ao redor. O closet enorme, luxuoso, mas sem janelas. Sem saída alternativa. Só a porta trancada.

Tudo bem. Só tem um jeito digno de sair daqui.

Comecei a bater na porta.

— Alguém! — gritei. — Alguém me tira daqui! Socorro!

Silêncio.

Bati mais forte.

— SOCORRO! POR FAVOR!

Nada.

E então me lembrei de uma reportagem que tinha visto uma vez. Sobre segurança pessoal. A apresentadora explicava que quando você grita "socorro", as pessoas tendem a ignorar — assumem que é brincadeira, que alguém está exagerando, que não é com elas. Mas quando você grita "fogo", todo mundo quer saber de onde está vindo. Todo mundo presta atenção.

Vale a pena tentar.

Mudei de estratégia.

— FOGO! — gritei, batendo na porta com as duas mãos. — FOGO! TEM FOGO AQUI!

Não deu nem trinta segundos e a porta se abriu de repente.

Eu estava com tanta raiva, tão pronta para avançar em cima de Helen mesmo de vestido de festa e salto alto, que quase não registrei.

Mas não era Helen.

Era Logan.

E não era Logan de qualquer jeito.

Era Logan recém-saído do banho.

O corpo levemente molhado, gotinhas de água escorrendo pelo peitoral definido, o cabelo escuro pingando, despenteado de um jeito que deveria ser ilegal. E uma toalha branca enrolada na cintura. Só isso. Só a toalha.

Congelei.

Ele me olhou. Eu olhei para ele.

Silêncio absoluto.

Os olhos dele desceram pelo vestido rosa queimado, avaliando, demorando um segundo a mais do que seria profissional. Depois subiram de volta para o meu rosto.

Eu tentei não olhar para baixo. Falhei miseravelmente. Olhei. Vi o abdômen definido, a linha em V desaparecendo dentro da toalha, as gotas de água escorrendo pela pele.

Forte e durinho era pouco.

— Fogo? — ele perguntou, a voz saindo seca, cética. — No meu closet?

— É que a porta fechou e... — comecei, gaguejando, sem conseguir formar uma frase coerente.

— Achei que tinha ficado bem claro que meu quarto era fora dos limites — ele disse, cruzando os braços. O que só piorou tudo porque fez os músculos do braço ficarem mais evidentes.

— Eu só vim pegar a gravata! — soltei, desesperada para justificar. — A que você pediu!

Ele franziu o cenho.

— Gravata?

Capítulo 14 1

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