Aquela vaca armou pra mim!
Encostei a testa na porta do closet, o coração batendo acelerado, a raiva subindo pela garganta.
Ela me prendeu aqui de propósito. Pra eu me atrasar. Ou não ir na apresentação da Olívia.
Claro. É óbvio. Helen queria meu lugar. E que jeito melhor de conseguir do que me sabotando? Se eu cometesse uma falha dessa, Olívia jamais ia me perdoar. E o senhor Novak teria toda a razão para me demitir na hora.
Respirei fundo, tentando pensar.
Ok. Calma. Celular. Posso ligar para alguém.
Merda.
O celular estava na bolsa. E a bolsa estava em cima da cama de Logan, onde eu tinha largado antes de entrar no closet.
Ótimo. Simplesmente perfeito.
Olhei ao redor. O closet enorme, luxuoso, mas sem janelas. Sem saída alternativa. Só a porta trancada.
Tudo bem. Só tem um jeito digno de sair daqui.
Comecei a bater na porta.
— Alguém! — gritei. — Alguém me tira daqui! Socorro!
Silêncio.
Bati mais forte.
— SOCORRO! POR FAVOR!
Nada.
E então me lembrei de uma reportagem que tinha visto uma vez. Sobre segurança pessoal. A apresentadora explicava que quando você grita "socorro", as pessoas tendem a ignorar — assumem que é brincadeira, que alguém está exagerando, que não é com elas. Mas quando você grita "fogo", todo mundo quer saber de onde está vindo. Todo mundo presta atenção.
Vale a pena tentar.
Mudei de estratégia.
— FOGO! — gritei, batendo na porta com as duas mãos. — FOGO! TEM FOGO AQUI!
Não deu nem trinta segundos e a porta se abriu de repente.
Eu estava com tanta raiva, tão pronta para avançar em cima de Helen mesmo de vestido de festa e salto alto, que quase não registrei.
Mas não era Helen.
Era Logan.
E não era Logan de qualquer jeito.
Era Logan recém-saído do banho.
O corpo levemente molhado, gotinhas de água escorrendo pelo peitoral definido, o cabelo escuro pingando, despenteado de um jeito que deveria ser ilegal. E uma toalha branca enrolada na cintura. Só isso. Só a toalha.
Congelei.
Ele me olhou. Eu olhei para ele.
Silêncio absoluto.
Os olhos dele desceram pelo vestido rosa queimado, avaliando, demorando um segundo a mais do que seria profissional. Depois subiram de volta para o meu rosto.
Eu tentei não olhar para baixo. Falhei miseravelmente. Olhei. Vi o abdômen definido, a linha em V desaparecendo dentro da toalha, as gotas de água escorrendo pela pele.
Forte e durinho era pouco.
— Fogo? — ele perguntou, a voz saindo seca, cética. — No meu closet?
— É que a porta fechou e... — comecei, gaguejando, sem conseguir formar uma frase coerente.
— Achei que tinha ficado bem claro que meu quarto era fora dos limites — ele disse, cruzando os braços. O que só piorou tudo porque fez os músculos do braço ficarem mais evidentes.
— Eu só vim pegar a gravata! — soltei, desesperada para justificar. — A que você pediu!
Ele franziu o cenho.
— Gravata?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva
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