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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 15

Ao ouvir meu nome, percebi que Logan olhou primeiro.

Não para mim. Para o local de onde a voz tinha vindo. Os olhos dele varreram a área como se tivesse sido puxado por um ímã, procurando a fonte.

A distração perfeita.

Me abaixei imediatamente, quase dobrando ao meio.

— Cãibra! — gritei, levando a mão à panturrilha. — Cãibra!

Me joguei de volta para dentro do carro, puxando a barra do vestido comigo.

Logan entrou um segundo depois, franzindo a testa, claramente sem entender nada.

— O que aconteceu?

— Cãibra — repeti, sem olhar para ele, os olhos grudados na porta do carro, observando tudo do lado de fora. — Músculo. Coisa de gente... pobre de potássio.

A pessoa que tinha chamado meu nome era minha prima Suzane.

Suzane Valença. Alta sociedade desde o berço. Esporte favorito: humilhar qualquer um que ela considerasse inferior. Se ela descobrisse que eu estava trabalhando como babá, ia ser um escândalo familiar de proporções épicas.

Aliás, nem importava o quê. Se ela descobrisse que eu estava trabalhando, ponto final, já seria o suficiente.

Mulheres Valença não foram feitas para trabalhar. Foram feitas para serem perfeitamente educadas, tocarem piano, falarem três idiomas e se casarem com um homem rico que reforçasse os laços entre famílias poderosas.

Como o casamento arranjado que tentaram me empurrar antes de eu fugir.

Se bem que... minha fuga já tinha sido um escândalo de proporções épicas. Ainda assim. Eu não precisava que soubessem que eu estava na pior.

Vi Suzane parada na calçada, virando a cabeça para os lados, procurando. O vestido dela era azul fechado, provavelmente Dior, joias brilhando no pescoço.

Ela começou a se aproximar do carro, ainda olhando ao redor.

Merda.

Sem pensar, me joguei por cima de Logan — o suficiente para esconder meu rosto da linha da janela — e puxei a porta com um BAM alto.

— O que você está fazendo? — ele perguntou, a voz saindo abafada porque meu cotovelo estava praticamente no peito dele.

— Preciso de trinta segundos de recuperação.

— Você está em cima de mim.

— É. Acho que estou.

Fiquei imóvel, observando pelo reflexo do vidro fumê. Suzane passou pelo carro, pausou, olhou para dentro (sem conseguir ver nada, graças a Deus), e seguiu em frente.

Contei mentalmente. Dez. Quinze. Vinte. Trinta.

Pronto.

Me afastei e me sentei ereta no banco, como se absolutamente nada tivesse acontecido.

— Pronto.

Logan me olhava com aquela expressão de "estou lidando com uma pessoa instável".

— E a sua... cãibra? — perguntou, o tom deixando claro que ele não tinha acreditado em nada.

— Curou. Foi emocional.

— Em trinta segundos?

— Potássio imaginário — respondi, ajeitando o vestido. — Eu sou muito sugestionável.

Ele ficou me olhando por mais um segundo, claramente avaliando minha sanidade mental, e então saiu do carro.

Respirei fundo e o segui, enquanto entrávamos no teatro lado a lado.

O saguão era exatamente como eu lembrava — lustres de cristal enormes, piso de mármore polido, escadarias imponentes. E pessoas. Muitas pessoas que eu conhecia.

A família Orsini perto da escada. Os Milani conversando com os Bellucci. A senhora Beatriz Albuquerque, amiga da minha mãe, parada perto da bilheteria.

Merda, merda, merda.

Desviei para trás de um arranjo gigante de flores.

Logan continuou andando, parou, olhou para trás e me viu meio escondida atrás das hortênsias brancas.

Capítulo 15 1

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