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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 149

~ LOGAN ~

Antes que qualquer um respondesse à Paula, Antônio Rizzo apareceu como se tivesse sido convocado pela palavra “comemorar”. Ele vinha com Paloma ao lado e aquele ar satisfeito de quem gosta mais do cenário do que do motivo.

— Vejam só que maravilha. Temos duas pequenas gênias na família.

Olívia bufou, sem nem se preocupar em parecer educada.

— Paloma está tão longe de ser gênia quanto a gente de ser uma família.

Eu segurei a mão da minha filha antes que ela continuasse. Ela permitiu, por pura disciplina. Não por concordar.

Antônio seguiu como se a frase dela não tivesse existido.

— Paula está certa. Isso pede comemoração. Almoço no Clube Milani? — Ele sorriu, já se posicionando para o próximo passo. — Acho que vai fazer bem... se é que você entende?

Eu entendia. Eu entendia muito bem. Ainda assim, eu tentei fechar a porta antes que virasse um corredor sem saída.

— Agradeço, Antônio, mas acho que a Olívia não está muito disposta.

— Estou sim — Olívia cortou, olhando direto para mim. — Muito disposta.

Eu reconheci aquilo. Minha filha nunca dizia “muito disposta” por gentileza. Se ela aceitou, era porque tinha um plano. Ou uma provocação. Ou os dois.

Paula abriu um sorriso fácil, automático.

— Perfeito, então.

E Olívia completou:

— E a Mareu vem com a gente.

Mareu piscou como se tivesse levado uma luz na cara.

— Eu não posso, meu amor… o Rômulo está me esperando.

— Então ele vem junto — Olívia decretou.

Eu ia dar um jeito de contornar. Ou inventar qualquer compromisso. Mas o tipo de pressão que estava se formando ali não era só social. Era do tipo que não aceita recusa sem transformar a recusa em problema.

E foi assim que eu, em questão de minutos, me vi entrando no Clube Milani com o grupo mais improvável possível.

Antônio levou as meninas para tomar um sorvete antes enquanto nós nos dirigimos para uma mesa a beira da piscina para adiantar os pedidos.

Paula se sentou ao meu lado com naturalidade. Do outro lado, Mareu se sentou com Rômulo. E foi aí que a sensação começou. A sensação de que eu estava sendo propositalmente provocado.

Rômulo não precisava tocar nela para dizer “eu estou com você”. Ele só precisava inclinar o corpo na direção dela na hora certa, baixar a voz na hora certa, sorrir de um jeito que fazia Mareu sorrir de volta antes mesmo de perceber.

E eu vi.

Eu vi Mareu rir com um canto de boca, vi o ombro dela relaxar, vi ela virar o rosto para ele como se o mundo inteiro pudesse ficar em segundo plano por um segundo.

Eu não devia estar prestando atenção.

Mas eu estava.

Paula pediu vinho. Comentou o cardápio. Fez uma observação leve sobre como o clube “sempre mantém um padrão”. Ela falava comigo como se estivéssemos num encontro que finalmente tinha acontecido, porque, para ela, isso sempre foi inevitável.

— Você parece cansado — ela disse, num tom manso, tocando meu braço como se fosse hábito antigo.

Eu devia afastar.

Mas eu olhei para o lado e vi Rômulo inclinar-se para Mareu e murmurar algo que fez ela erguer as sobrancelhas, divertida. E, por um impulso feio, eu deixei a mão da Paula ficar ali.

Mareu levantou os olhos e viu. Eu notei pelo segundo em que o sorriso dela perdeu firmeza. Ela recuperou rápido, como sempre. Eu conheço a rapidez da Mareu quando ela decide não dar satisfação para ninguém.

Rômulo também viu. E o que ele fez, em resposta, foi pior do que qualquer gesto agressivo.

Ele se virou ligeiramente na minha direção e sorriu. Não para mim, mas com aquela consciência de que eu estava olhando. Uma provocação limpa, sem violência. Um “eu sei”.

Eu encarei de volta. Ele sustentou.

Capítulo 149 1

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