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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 157

~ LOGAN ~

Eu cheguei cedo ao prédio naquela segunda-feira, cedo o suficiente para que a cidade ainda estivesse meio cinza e o elevador parecesse mais silencioso do que deveria. Eu preferia assim. Silêncio tem utilidade. Silêncio organiza. E eu precisava de organização, porque o que eu estava prestes a fazer não era uma apresentação de resultados, nem uma projeção de trimestre, nem uma negociação com o conselho.

Era, essencialmente, dar satisfação da minha vida pessoal para um grupo de homens que se comportava como se a minha existência fosse uma extensão do patrimônio da empresa.

Mesmo assim, eu convoquei a reunião emergencial.

As mesmas pessoas de sempre. As mesmas expressões de sempre. Os mesmos ternos escuros e o mesmo cheiro discreto de café caro e controle.

Quando todos se acomodaram, eu não abri slides. Não pedi relatório. Não ofereci contexto. Fui direto, porque eu estava cansado de rodeios.

— Eu não gosto da ideia de convocá-los aqui para falar sobre a minha vida pessoal e não sobre negócios — eu comecei, com a voz calma e a postura que sempre funcionava. — Mas como a vida pessoal do CEO parece ser um assunto de grande interesse nesta mesa… eu prefiro que vocês ouçam de mim.

Houve um pequeno ajuste coletivo no ar. Um daqueles silenciosos “agora vem”.

Eu continuei.

— Eu não tenho intenções de me casar imediatamente. E, se isso influenciar na percepção da minha competência como CEO… me tirem do cargo.

O murmúrio foi imediato. Sussurros atravessando a mesa, troca de olhares, sobrancelhas levantadas, a indignação escondida atrás da etiqueta corporativa.

Antônio Rizzo foi o primeiro a não esconder.

Ele ergueu o queixo com um ar quase ofendido. Mas eu sabia que não por preocupação com a empresa, eu conhecia o tipo. Era orgulho ferido por ver alguém escapar do script. Principalmente quando o script incluía sua filha.

— Logan, você não está sendo racional — ele disse, alto o suficiente para cortar os outros comentários. — Você está disposto a colocar toda a empresa em risco por causa de… um ego ferido. Por não aceitar que sua vida pessoal seja analisada como parte do pacote.

Eu segurei a vontade de sorrir.

Ego ferido.

Era um jeito elegante de não dizer “nós não mandamos em você como achávamos que mandávamos”.

— Minha intenção não é colocar a empresa em risco — eu respondi, ainda tranquilo. Tranquilidade, em reuniões, sempre foi a arma mais eficiente. — E é justamente por isso que eu tenho uma contraproposta.

Um dos conselheiros mais antigos inclinou-se para frente.

— Estamos ouvindo.

Eu respirei uma vez.

Não pelo impacto do que eu diria. Eu já tinha decidido. Pela ironia. Pela quantidade de peças que precisavam se encaixar para que aquilo funcionasse sem desmoronar em cima de mim.

— Eu vou ficar noivo — eu disse.

Capítulo 157 1

Capítulo 157 2

Capítulo 157 3

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