Entrar Via

Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 169

~ MAREU ~

— Adoraria ajudar.

A resposta veio baixa, quase engolida pela chuva.

E então Logan me puxou, firme.

A mão dele subiu da minha para a minha cintura, me trazendo para mais perto, enquanto a outra veio para o meu rosto, os dedos frios de chuva contrastando com o calor impossível da palma. O beijo aconteceu no segundo seguinte, sem espaço para recuo, sem contrato, sem checklist, sem qualquer palavra inteligente que eu pudesse usar para estragar aquilo.

A boca dele encontrou a minha com fome e cuidado ao mesmo tempo.

E eu odiei o quanto aquilo fazia sentido.

A chuva gelada escorria pela minha testa, pelos cílios, pela boca, misturando água com respiração e o gosto dele, enquanto o corpo de Logan encostado no meu parecia uma superfície quente no meio de uma tempestade. Eu senti o tecido molhado da camisa dele, o peito firme, a mão na minha cintura me segurando como se eu fosse escorregar.

Eu levei as mãos para ele sem pensar, uma no ombro, outra subindo pelo pescoço molhado, e ele aprofundou o beijo numa lentidão que me deixou sem ar. A língua dele tocou a minha com um cuidado quase provocador primeiro, como se me desse tempo para decidir.

Péssima ideia.

Porque no instante em que eu correspondi, tudo em mim virou gasolina.

Ele beijava como falava em reunião quando queria ganhar: sem pressa aparente, mas sem perder um milímetro de terreno.

Explorando.

Insistindo.

Tomando.

A chuva caía pesada sobre nós, fria na pele, encharcando cabelo, roupa, casaco, e mesmo assim eu só conseguia sentir calor. Um calor que começava onde a mão dele apertava a minha cintura e espalhava pelo corpo inteiro, subindo pela garganta, descendo pelo estômago, dissolvendo o resto da cidade ao redor.

Paris virou luz borrada.

Turistas viraram vultos.

A Torre, que dois minutos antes era o centro da minha atenção, virou cenário.

O centro era ele.

O beijo ficou mais fundo, mais voraz, e ainda assim não perdeu aquele controle irritante que parecia ser parte da anatomia do Logan Novak. Eu senti o polegar dele subir do meu maxilar para perto da orelha, segurando meu rosto como se ele quisesse me sentir inteira ali. E eu me ouvi soltar um som baixo contra a boca dele em total rendição.

Se eu ainda tinha alguma intenção de lembrar que aquilo era uma péssima ideia, ela morreu ali.

Eu não sabia quanto tempo ficamos daquele jeito.

Podiam ter sido segundos.

Podiam ter sido dez minutos.

Podia ter passado um verão inteiro e eu ainda estaria com os dedos agarrados na camisa dele.

O mundo só voltou porque alguém decidiu que Paris, mesmo sendo a Cidade do Amor, ainda seguia regras.

Uma voz em francês, alta.

Depois outra.

Um apito curto.

Eu me afastei do beijo ofegante, os olhos piscando para entender o que era luz da torre e o que era realidade.

Dois policiais vinham dispersando as pessoas por causa da chuva forte, fazendo gestos para que todo mundo saísse daquela área e procurasse abrigo.

Eu olhei para Logan.

Ele olhou para mim.

E, por um segundo, nós dois ficamos com a mesma cara de adolescentes pegos fazendo besteira.

Foi tão absurdo que eu comecei a rir.

Logan riu junto, um riso curto, sem aquele filtro polido de sempre.

— Vamos — ele disse, pegando minha mão.

Dessa vez não foi “por contrato”.

Nós saímos correndo no meio da chuva, rindo, desviando de turistas, de guarda-chuvas virados pelo vento, de poças que já tinham virado pequenos lagos urbanos. Eu quase escorreguei numa esquina e Logan me puxou para perto sem diminuir o passo.

Chegamos ao hotel encharcados, pingando água no mármore impecável do lobby como se tivéssemos sido expulsos de um filme e devolvidos para um hotel cinco estrelas.

O porteiro abriu a porta com a expressão profissional de quem já viu coisas demais para se impressionar com um bilionário molhado e a noiva igualmente molhada rindo sem compostura.

Eu ainda estava sem fôlego quando entramos no elevador.

Logan continuava segurando meu braço, o polegar acariciando distraidamente a pele molhada, como se o gesto tivesse se tornado automático desde a rua. Eu olhei para o movimento do polegar e senti meu corpo lembrar do beijo em detalhes nada úteis.

Quando a porta do elevador abriu e entramos na penthouse, eu finalmente consegui falar alguma coisa que não fosse uma respiração falhando.

— Obrigada.

Logan se virou para mim, ainda com o cabelo pingando, a camisa colada no corpo, a expressão mais aberta do que eu já tinha visto em muito tempo.

— Pelo quê?

Eu engoli seco.

Pelo beijo.

Pela chuva.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva