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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 17

~ LOGAN ~

Assim que saímos do camarim e entramos no corredor mais vazio, soltei a mão dela.

Imediatamente.

Talvez rápido demais, porque senti aquele constrangimento leve subindo pela nuca, o tipo de sensação que eu não experimentava há tempos e que definitivamente não tinha intenção de analisar agora.

Seguimos em direção aos camarotes em silêncio. Nossos passos ecoando no mármore polido do corredor vazio. Mareu ajeitou o vestido rosa queimado, olhando para as paredes decoradas, para os lustres, para o chão — para qualquer coisa que não fosse eu.

O silêncio se esticou desconfortável até que ela finalmente perguntou, a voz saindo baixa, quase hesitante:

— Por que você fez isso?

Mantive os olhos fixos à frente, as mãos nos bolsos.

— Não gostei da forma como aquela mulher falou com você. Quem é ela?

— Uma prima — Mareu respondeu. — Uma prima... distante.

A forma como ela disse "distante" arrancou um riso curto de mim.

— Aquele tipo de prima que se forma em odontologia ou medicina e passa o resto da vida achando que é melhor do que todo mundo?

Ela soltou uma risada surpreendida, genuína.

— Bem por aí. Só que ela nunca precisou se formar em nada. Já nasceu achando que era melhor que todo mundo. Veio de fábrica com superioridade moral embutida.

— Charmoso — comentei, seco.

O sorriso dela apareceu pequeno, mas morreu rápido.

— Obrigada — disse, mais séria agora, a leveza evaporando. — De qualquer forma. Por mais que eu ache que não vou escapar de virar fofoca de família.

— Você não deveria se importar com isso.

— Eu não me importo — ela respondeu, mas até uma criança perceberia a mentira.

Olhei para ela de relance. O jeito como segurava a bolsa pequena com força desnecessária, os nós dos dedos ficando brancos. A forma como evitava meu olhar como se o contato visual fosse revelar segredos.

Ela se importava. Muito mais do que admitia.

Chegamos à área dos camarotes privativos — portas de madeira nobre, numeração discreta em placas douradas, silêncio acolchoado que isolava o mundo comum lá fora.

— Pode ir em frente — disse, parando antes da nossa porta. — É aquele ali, número doze. Eu vou em um segundo. Só preciso resolver uma coisa rápida de trabalho.

Mareu assentiu, e percebi o alívio sutil atravessando a expressão dela. A promessa de alguns minutos sozinha parecia valiosa demais.

Ela seguiu pelo corredor, o vestido rosa se movendo elegante enquanto caminhava.

Esperei até vê-la entrar e fechar a porta antes de virar na direção oposta.

Verifiquei os números — dezoito, vinte, vinte e dois — até encontrar o que procurava.

Vinte e três.

Bati duas vezes.

Capítulo 17 1

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