Entrar Via

Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 171

~ MAREU ~

Eu estava terminando de prender o cabelo quando alguém bateu na porta do meu quarto com a delicadeza de um assalto.

Três batidas rápidas.

Sem pausa.

Sem cerimônia.

— Se estiver pelada, eu já vi pior! — a voz da Catharina atravessou a porta antes que eu chegasse na maçaneta.

Eu fechei os olhos por um segundo e ri sozinha.

Quando abri, Cath entrou sem esperar convite, usando óculos escuros enormes, um casaco impecável e segurando dois copos de café como se fosse uma executiva de crise.

Ela me entregou um dos copos.

— Seu noivo me deu um cartão e uma missão — anunciou. — Vamos te deixar apresentável para os meus pais.

Eu tomei um gole de café e arqueei uma sobrancelha.

— Eu já sou apresentável.

Cath abriu um sorriso rápido.

— Eu sei. O problema são os meus pais.

A resposta foi tão honesta que me fez gostar dela ainda mais.

— Isso é reconfortante e assustador ao mesmo tempo — eu disse, pegando a bolsa.

— Ótimo. Então estamos no clima certo.

Paris de manhã tinha outro tipo de beleza. Menos cinematográfica, mais arrogante.

Pessoas andando rápido, vitrines que pareciam instaladas para humilhar cartão de crédito alheio, café em mesas minúsculas, turistas com mapas, franceses com cara de que já nasceram irritados. Eu gostei imediatamente.

Cath me levou direto para uma rua onde todas as lojas tinham portas pesadas, atendentes impecáveis e o tipo de olhar que faz você se sentir avaliada antes mesmo de dizer bom dia.

Eu reconhecia aquele ambiente. A linguagem invisível dele.

Quem cumprimenta primeiro. Quem finge desinteresse. Quem olha etiqueta. Quem olha costura.

A vendedora da primeira boutique abriu o sorriso profissional para Cath e depois me olhou da cabeça aos pés num único movimento treinado.

Eu quase ouvi a conta sendo feita.

Cath já estava no modo furacão.

— Precisamos de roupas para jantar em família, evento corporativo e uma ou duas opções para parecer elegante sem dar a impressão de que estamos tentando demais — ela disse, tirando os óculos escuros. — E nada óbvio. Minha mãe usa óbvio como munição.

A vendedora assentiu como se aquilo fosse uma categoria padrão.

Eu encostei o copo vazio numa bandeja e passei a mão em um blazer exposto.

Lã excelente. Corte bonito. Ombro forte demais para mim.

— Esse vai me engolir — eu disse, já seguindo para a próxima arara.

Cath me olhou por cima do ombro.

— Você sabe o que está fazendo.

Eu segurei um vestido pela barra, analisando a queda do tecido.

— Eu fui criada por uma mulher que julgava pessoas pelo acabamento da bainha.

Cath soltou uma risada curta.

— Então o Logan desperdiçou o discurso do banho de loja.

Eu virei para ela com um vestido creme numa mão e um azul-escuro na outra.

— Ele usou essa expressão?

— Não com essas palavras. Mas me entregou o cartão com cara de quem dizia: “por favor, impeça que minha mãe transforme isso num massacre”.

Eu quase ri, porque era exatamente o tipo de pedido que Logan faria sem admitir que estava pedindo ajuda.

Cath se aproximou, pegou o vestido azul da minha mão e colocou contra o meu corpo, avaliando.

— Você não precisa de banho de loja — ela concluiu. —Você precisa de armadura social.

Eu sorri sem querer.

— Isso foi estranhamente gentil.

— Não se acostuma — ela respondeu. — Eu continuo sendo a irmã do Logan.

Duas lojas e três provadores depois, eu já tinha um vestido de noite, dois conjuntos para compromissos durante o dia, um casaco impecável e uma sensação estranha de estar vestindo versões possíveis de mim mesma.

Cath se sentou num sofá do provador privativo enquanto eu saía com um vestido vinho de corte simples e muito caro.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva