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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 173

~ MAREU ~

— Ah, meu Deus… Logan, levanta daí.

A minha voz saiu em um sussurro desesperado, daquele tipo que tenta manter a dignidade enquanto a alma já está correndo em círculos.

Ele continuou ajoelhado.

Com a caixinha aberta.

Com Paris inteira iluminando a cena.

E com um sorriso no rosto que me dava vontade de bater nele e beijá-lo de novo, o que era um problema em muitos níveis.

— Não sem uma resposta — ele disse, calmo.

Calmo.

Como se não estivesse ajoelhado no topo da Torre Eiffel me pedindo em casamento diante de um público improvisado de turistas emocionalmente disponíveis.

— Tá todo mundo olhando — eu sussurrei de novo, agora olhando em volta.

Porque estavam.

Muito.

Uma mulher levou a mão ao peito. Um casal sorria como se tivesse comprado ingresso para aquilo. Alguém já estava com o celular apontado. Outra pessoa cochichou alguma coisa em francês e eu tive certeza de que a palavra “amour” estava envolvida.

Eu tinha virado o centro das atenções.

Meu pesadelo social favorito.

— Deixa que olhem — Logan respondeu.

Claro. Fácil falar quando você é um bilionário treinado para existir sob observação.

Eu, naquele momento, era uma mulher tentando não surtar enquanto um noivado de mentirinha parecia real demais.

E não real no sentido banal de “ei, vamos casar?” dito de qualquer jeito, em qualquer lugar, com qualquer vinho ruim e uma sobremesa dividida.

Não.

Aquilo era real do tipo arquitetado.

Real de filme.

Real de homem que te leva em uma viagem para Paris, sobe com você até o topo da Torre Eiffel e faz o pedido no lugar mais romântico do planeta enquanto a cidade inteira acende atrás dele.

Mentirinha, minha bunda.

— Logan… — eu tentei de novo, porque alguém naquela cena precisava ter um mínimo de juízo.

Ele inclinou um pouco a cabeça, claramente se divertindo com o meu colapso em tempo real.

E insistiu.

— Aceita passar o resto da sua vida ao meu lado?

Meu coração deu um salto tão violento que eu quase achei que ele ia se jogar dali de cima.

Eu fechei os olhos por um segundo.

Foco, Mareu.

Tudo bem.

Tudo bem.

Mentirinha.

Provavelmente ele queria causar uma cena. Queria que conhecidos vissem. Queria que alguém fotografasse. Queria que isso saísse em perfil de fofoca.

E fazia sentido.

Claro que fazia.

Era exatamente o que nós precisávamos: uma história que parecesse real o suficiente para vender.

Uma resposta visual tão boa que ninguém se daria ao trabalho de duvidar.

Eu respirei fundo.

Olhei para ele.

Para a caixinha.

Para o homem ajoelhado diante de mim como se isso fosse só estratégia e não um golpe baixo no meu sistema nervoso.

Então eu disse:

— Sim.

A palavra saiu em português e, por algum surto multilíngue causado por pânico e champanhe, eu emendei:

— Yes. Oui.

As pessoas ao redor explodiram em aplausos.

Aplausos de verdade.

Capítulo 173 1

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