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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 184

~ MAREU ~

Eu fiquei deitada na cama exatamente como o Logan tinha me deixado.

Olhei para o teto como se ele fosse me oferecer uma solução madura, elegante e adulta para o problema de estar em Paris, na penthouse do meu noivo de mentirinha, depois de quase transar com ele por causa de uma pomada antialérgica e um toque nas costas.

Não ofereceu.

A única coisa que meu teto ofereceu foi silêncio.

E o silêncio, naquele momento, era péssimo conselheiro.

Porque quanto mais silêncio, mais a minha cabeça preenchia espaço com imagens completamente inadequadas: a mão dele no meu seio, a boca dele no meu pescoço, o jeito como ele parou na mesma hora quando eu disse que queimava, o cuidado de ajeitar meu sutiã depois, o “boa noite” baixo demais para alguém que supostamente estava em pleno controle.

Eu virei de lado.

Depois de barriga para cima de novo.

Depois joguei o braço sobre os olhos como se isso pudesse apagar a memória recente.

— Não se humilha, Mareu — murmurei para mim mesma.

A ordem era clara.

A minha disciplina, nem tanto.

Eu tirei o braço do rosto e procurei o celular na mesa de cabeceira, decidida a distrair meu cérebro antes que ele me convencesse de que ir até o quarto de Logan terminar o que a alergia tinha interrompido era uma boa ideia.

Olhei o horário.

23h00.

Franzi a testa.

Vinte e três aqui significava que no Brasil ainda era…

Eu fiz a conta duas vezes porque meu sistema estava operando com antialérgico, cansaço e desejo mal resolvido.

Ainda não era... bom, ainda não era tarde demais.

Peguei o celular e liguei para a Clara.

Ela atendeu no segundo toque.

— Ei! E aí, como está Paris?

Eu desandei a falar antes que pudesse organizar a ordem dos fatos.

— A Torre Eiffel ainda tá lá, bem onde o Logan e eu nos beijamos e ele me pediu em noivado, eu tive uma crise alérgica e derrubei minha sogra de mentira na piscina, ela me odeia, mas me ofereceu dinheiro pra largar o Logan, minha família tá falida e Logan e eu quase transamos. Ah, eu também tô morrendo.

Silêncio.

Um silêncio curto, mas de qualidade.

Depois a voz da Clara veio, absolutamente lúcida:

— Céus, eu nem sei por onde começar a perguntar…

Eu me sentei na cama, ofendida.

— Eu disse que estou morrendo. Você não vai começar por aí?

— Definitivamente não — Clara respondeu, contendo riso. — Essa deve ser a parte menos interessante.

Eu arregalei os olhos para o nada.

— Eu tive uma dermatite de contato irritativa feia!

— Você tá medicada?

— Sim…

— Então continua sendo a parte mais chata.

Eu revirei os olhos, mesmo sabendo que ela não podia ver.

— Você é uma amiga horrível.

— Eu sou uma amiga objetiva — ela corrigiu. — Você e Logan transando também já é notícia velha, e o noivado já era esperado.

Eu abri a boca.

Fechei.

Respirei.

— Agora anda. Começa pela sua família.

A menção me puxou de volta para a parte da noite que doía de um jeito menos divertido.

Eu me deitei de novo, olhando para o teto.

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