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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 188

~ MAREU ~

Logan apareceu perto da hora do almoço. Eu estava no lounge do evento, cercada de mulheres elegantes e conversas sobre coisas que ninguém realmente dizia, quando ele surgiu ao meu lado e perguntou, baixo:

— Quer fugir um pouco?

A pergunta veio simples, mas eu ouvi o que estava por trás: eu vi você saindo do jardim mais cedo com a cara pálida, eu vi sua mão tremendo com o telefone, eu vi que você está aguentando mais do que parece.

Eu nem tentei esconder o alívio.

— Eu adoraria.

Ele assentiu e estendeu a mão, como se aquilo fosse natural entre nós. Eu segurei, e nós saímos do evento por uma saída lateral, passando por seguranças e sorrisos profissionais, até entrarmos no carro.

Paris, do lado de fora, parecia outra cidade quando você não estava preso numa bolha de negócios.

O restaurante que Logan escolheu tinha vista bonita, mesa bem-posta, comida cara e um silêncio sofisticado.

Sentamos frente a frente.

Sozinhos.

Como um casal de verdade.

A ideia me deu uma fisgada estranha no peito, dessas que não dá pra coçar.

Eu peguei a taça que o garçom colocou e dei um gole antes mesmo de decidir se era sensato. Ainda tinha um resto de “leveza” do cantil da Cath e, honestamente, eu não estava lutando com muita força contra isso.

— Eu não sei como você aguenta tudo aquilo — eu disse, olhando para ele por cima do copo.

Logan respondeu com a calma de quem é alimentado por caos.

— Hoje de manhã eu fechei com três novos investidores. Contratos milionários.

Ele deu de ombros.

— Isso justifica.

Eu pisquei.

— Eu não entendo por que você precisa de tantos investidores… você já não tem, tipo… um monte de dinheiro?

O canto da boca dele subiu.

— Regra número um dos negócios: jamais invista o seu próprio dinheiro.

Eu estreitei os olhos.

— Eu acho que isso não é algo que você deva dizer aos seus investidores.

Logan riu, baixo, sincero, como se aquela fosse a melhor piada do mundo.

— Definitivamente não.

O garçom serviu o prato e eu fingi prestar atenção na comida enquanto meu cérebro tentava não se distrair com o fato de que Logan Novak estava rindo mais ultimamente. Rindo comigo.

Ele pegou o talher, mas continuou falando, entrando no modo “negócios”, aquele tom técnico e controlado que fazia tudo soar inevitável.

— Além do mais, não é só capital — explicou. — É validação. Quando determinados nomes entram como investidor âncora, o mercado lê como selo de confiança. Reduz custo de captação, melhora condições de crédito, abre portas em negociação.

Eu mastiguei devagar, fingindo que estava acompanhando.

Na prática, eu entendi: não era só dinheiro. Era status corporativo.

— Então vocês estão… expandindo — eu concluí.

Logan assentiu.

— Consolidando. Depois a gente acelera.

Eu tomei outro gole.

E outro.

E outro.

O vinho era bom demais. E eu ainda tinha o Bellucci na minha memória gustativa como se fosse um velho amigo.

Quando o garçom sugeriu uma segunda taça, eu aceitei irresponsabilidade.

— Me conta, Logan — eu falei, apoiando o cotovelo na mesa, sentindo o mundo ficar um pouco mais macio. — Qual o limite pra você?

Ele fingiu pensar, encarando a vista como se o céu de Paris tivesse um gráfico escondido.

— Por enquanto… eu vou me sentir satisfeito quando nos consolidarmos de vez na Europa.

Olhou para mim.

— O restante do universo pode vir depois.

Eu ri, porque aquilo era tão Logan que quase dava vontade de colocar num quadro.

— Navios de turismo? — perguntei, lembrando do Asteria como se fosse um trauma sexy.

— O Asteria tem sido um sucesso — ele disse, pragmático. — Mas eu quero sair desse evento fechando a consolidação do nosso novo modelo de iate.

Eu inclinei a cabeça, já sentindo as palavras escorregarem um pouco mais fáceis do que deveriam.

— Iate…

Eu sorri.

— Eu adoraria relaxar num iate em Saint-Tropez fazendo topless.

Logan parou com o talher no ar.

Piscou devagar.

— Mareu…

Eu continuei, embalada pelo álcool e por uma coragem que eu só tinha quando não estava completamente sóbria.

— Meus peitos precisam ver um pouco de sol.

Logan apertou os lábios, tentando não rir e falhando.

— Certo… eu acho que está tudo perfeitamente bem com eles, mas…

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