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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 194

~ LOGAN ~

Eu olhei para Mareu vomitando nos meus sapatos e, por um segundo, o mundo inteiro pareceu parar num lugar muito específico entre o absurdo e a verdade.

Céus.

O que eu estava fazendo?

Eu tinha acabado de descontar nela um medo que eu vinha segurando com as duas mãos, escondido atrás de frases práticas e olhar frio: o medo de Mareu me abandonar. O medo quieto e vergonhoso de que eu não saberia o que fazer caso ela… caso ela me deixasse.

Não que eu achasse que Mareu fosse o tipo de pessoa que aceita tudo por dinheiro.

Mas eu conhecia minha mãe.

Eu sabia como Gabriella Novak trabalhava.

Ela não oferecia dinheiro como quem oferece um acordo, oferecia como quem abre uma porta para uma oportunidade.

Ela tinha jogado em cima do trauma de Mareu: a família.

A família falida.

O pai envolvido com jogos.

A necessidade de “reerguer o nome”.

E mais do que isso: a culpa.

A culpa de ter fugido do casamento e sido rechaçada por quem deveria ser abrigo.

Minha mãe ofereceu dinheiro.

E ofereceu, junto com o dinheiro, a promessa silenciosa de reintegração: volte para os braços dos seus pais. Volte como eles querem. Volte com reputação.

Eu não poderia julgar Mareu se ela aceitasse.

Era uma armadilha bem montada demais.

Mas ao mesmo tempo… pensar nisso doía.

Doía de um jeito físico, irritante, como se alguém tivesse puxado uma estrutura do meu peito sem aviso.

E eu tinha reagido do único jeito que eu sempre reagi quando se tratava de medo: controle.

Eu tinha acusado. Eu tinha pressionado. Eu tinha tentado arrancar certeza do caos.

Como se certeza fosse algo que eu conseguisse impor.

Como se a Mareu não fosse a pior pessoa do mundo para eu tentar impor qualquer coisa.

Agora ela estava ali, com a mão na boca, tremendo de humilhação, o olhar arregalado, e meus sapatos estavam arruinados.

Eu olhei para ela.

Olhei para o vômito.

E comecei a rir.

Um riso curto, surpreso, que escapou porque a alternativa era desabar.

Mareu levantou o rosto devagar, a dignidade tentando se reorganizar em volta da vergonha.

— Ah, ótimo — ela disse, limpando a boca com as costas da mão. — Agora você vai rir da minha desgraça.

Eu respirei fundo, tentando parar, mas a risada veio de novo. Porque aquilo tudo era real demais.

— Não é isso — eu consegui dizer.

Ela estreitou os olhos.

— Então o quê?

Eu olhei para ela com uma clareza que eu não estava conseguindo fingir mais.

— Você acabou de vomitar nos meus sapatos — eu disse, sério agora, e senti o canto da boca querer subir de novo — e tudo que eu consigo pensar é em como eu queria te beijar agora.

Mareu congelou.

Por um segundo, o jardim inteiro pareceu congelar junto, como se até as folhas decidissem escutar.

Ela me encarou.

Depois abriu a boca devagar, ainda tentando respirar.

— Melhor não.

Eu quase sorri.

— Mesmo?

— Eu acabei de vomitar.

— Detalhe técnico — eu provoquei, só para ver se ela voltava a ser ela.

Mareu respirou fundo.

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