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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 197

~ LOGAN ~

— Esquece.

A palavra saiu baixa.

Firme.

Sem espaço para negociação.

Antônio Rizzo ainda estava sentado com o café diante dele, com aquela calma satisfeita de quem acha que já ganhou. Eu vi o brilho no olhar — o brilho de homem que acredita que consegue mover qualquer coisa com duas alavancas: medo e manchete.

Eu me levantei.

A cadeira fez um som discreto no chão. Um som pequeno, mas suficiente para chamar atenção de quem estava perto. Antônio ergueu o rosto, esperando continuação.

Eu estendi a mão para Mareu.

Ela hesitou um meio segundo, o que era esperado. O rosto dela ainda tinha o rubor do constrangimento, o resíduo da ressaca, e o peso daquela foto que agora era pública.

Mesmo assim, ela aceitou.

Eu puxei Mareu para se levantar comigo e, antes de sair, olhei para Antônio.

— Isso nunca vai acontecer — eu disse, simples.

Ele abriu a boca para responder, mas eu continuei, porque eu queria que ele ouvisse até o fim.

— E, a propósito… Mareu e eu… isso não é fingimento.

A mão de Mareu apertou a minha.

Eu vi a mudança mínima no rosto do Antônio.

Dei as costas e saí, puxando Mareu comigo.

Só quando estávamos alguns metros afastados, no corredor de circulação do evento, Mareu soltou o ar como se tivesse prendido desde a mesa.

— Você é louco! — ela sussurrou, olhando para os lados como se alguém pudesse ter ouvido.

Eu parei por um segundo, ainda segurando a mão dela.

— Isso vai soar clichê — eu disse.

Ela franziu a testa, desconfiada.

Eu completei:

— Louco por você.

Mareu abriu a boca para rebater e falhou. No lugar da resposta veio um sorriso curto, involuntário.

— Tá — ela disse, tentando recuperar a ironia. — Parabéns. Foi bem clichê.

Eu sorri.

Ela respirou fundo e o sorriso dela diminuiu.

— Mas… aquela foto…

— A gente pode cuidar disso.

— Eu não vou estragar seus negócios? — ela perguntou, e eu ouvi a culpa por trás.

Eu apertei a mão dela com firmeza.

— Claro que não.

Eu queria acreditar nisso no mesmo nível de convicção com que eu falava.

Queria.

Mas Antônio não estava completamente errado.

No dia seguinte, alguns contratos que pareciam certos ficaram… menos certos.

E a razão não veio em e-mail formal com justificativa. Veio nos silêncios mais longos, nas reuniões “remarcadas”, nos “vamos avaliar internamente”, no interesse que evaporava quando o assunto chegava em estabilidade.

A manchete tinha feito o trabalho que Antônio queria.

Eu estava com Henrique e Igor na cafeteria do evento.

Henrique estava com uma xícara na mão e a cara de quem já tinha feito três ligações difíceis antes das nove.

— Eles deram pra trás — ele disse, sem rodeios. — Claramente por causa daquela matéria sensacionalista.

Igor soltou um suspiro irritado.

— Vão precisar de mais convencimento.

Ele me olhou como se fosse óbvio.

— Mas nada que você não consiga com mais uns dias, talvez.

Henrique balançou a cabeça.

— Eu não sei… talvez os europeus. Mas os asiáticos… — ele fez uma careta. — É um mercado difícil, Logan.

Eu não respondi de imediato.

Henrique continuou:

— Se você e Mareu vão fingir um relacionamento, você precisa dizer pra ela se afastar do Rômulo.

— Isso não é mais um problema — eu respondi.

Igor inclinou a cabeça.

— Não é?

— O beijo deles… foi antes.

Henrique ergueu uma sobrancelha.

— Antes de quê?

Eu abri a boca para responder e parei.

Antes de quê, exatamente?

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