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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 210

~ MAREU ~

Naquela manhã, Logan decidiu acatar com uma obediência surpreendente a ordem expressa de sua filha.

Segundo Olívia Novak, já que ela tinha dado a bênção oficial para o nosso romance — frase que ainda me fazia querer rir toda vez que lembrava — nós agora podíamos ir “fazer essas coisas de adulto bobo”. O que, considerando o histórico da criança, podia significar desde andar de mãos dadas sob o sol até beijar na chuva em câmera lenta como protagonistas de dorama.

Então foi assim que eu me vi, pouco depois do café, usando uma saída de praia leve sobre o biquíni, óculos escuros, cabelo preso de qualquer jeito e seguindo Logan por um píer bonito demais para ser real.

Logan vinha ao meu lado de bermuda clara, camiseta fina e óculos escuros, com a tranquilidade irritante de um homem que ficava bonito até andando sobre tábuas velhas ao lado do mar. Ele segurava uma bolsa térmica numa mão e a minha na outra, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

Talvez já fosse.

Quando chegamos à ponta do píer e eu vi a lancha, olhei em volta.

Depois olhei de novo.

Depois virei para ele.

— Tá. E cadê o motorista?

Logan soltou uma risada baixa.

— Motorista?

— É. O… piloto. Capitão. Marinheiro. Pessoa responsável por não nos matar no meio do Mediterrâneo.

O sorriso dele aumentou.

— Sou eu.

Eu parei.

— Você?

— Eu.

— Sozinho?

— Mareu, é uma lancha. Não um navio de guerra.

Cruzei os braços.

— Isso não respondeu a minha pergunta sobre o meu risco de morte.

Ele desceu primeiro para a embarcação e depois se virou para me ajudar, segurando minha mão com calma.

— Eu sei pilotar.

Pisei com cuidado, ainda olhando para aquilo com desconfiança.

— Você sabe mesmo ou está naquele modo homem bilionário em que acha que, porque comprou uma coisa cara, automaticamente domina a física ao redor dela?

Ele riu.

— Eu sei como construir isso. Não vou saber como pilotar?

Olhei para ele com a expressão mais ofendida que consegui produzir às nove e pouca da manhã.

— Você é muito convencido.

— E você gosta.

— Infelizmente, um pouco.

— Muito.

— Não força.

Logan apenas sorriu daquele jeito insuportável de quem sabia exatamente o efeito que causava e foi organizar as coisas enquanto eu me acomodava, ainda fingindo que não estava impressionada com a habilidade dele em realmente fazer tudo aquilo parecer simples.

Poucos minutos depois, já estávamos cortando a água.

Eu me sentei de lado, segurando o cabelo que o vento tentava arrancar da minha cabeça, e fiquei olhando a costa se afastar. O mar abria diante da gente num brilho quase branco sob o sol. O motor vibrava sob os pés, constante, firme, e Logan conduzia a lancha com uma segurança que me obrigou a reconsiderar minha teoria inicial de que ele provavelmente tinha aprendido tudo aquilo em algum curso intensivo para homens ricos e competitivos.

— Tá bom — admiti, um pouco mais alto por causa do barulho e do vento. — Você realmente sabe o que está fazendo.

— Eu sempre sei.

— Meu Deus, você não cansa de ser assim?

— Não.

— Nem um pouquinho humilde?

— Nunca fui acusado disso.

Eu balancei a cabeça, rindo, e me deixei cair mais confortavelmente no banco. Era estranho como, perto dele, até os silêncios tinham ficado bons. Não pesados, não constrangidos. Bons. Cheios de presença. Cheios da sensação de que, mesmo sem falar, a gente continuava em conversa.

Quando ele diminuiu a velocidade e ancorou numa área mais aberta, longe o bastante para que o mundo parecesse resumido a água, sol e nós dois, eu já estava relaxada de um jeito que não sentia havia muito tempo.

Logan abriu a bolsa térmica e tirou o café da manhã que, aparentemente, tinha providenciado com antecedência: frutas cortadas, croissants, café em garrafa térmica, suco, pequenas geleias, tudo organizado com uma praticidade quase ofensiva.

— Você planejou isso? — perguntei, olhando para aquela mesa improvisada.

— Claro.

— Eu fico genuinamente assustada com o fato de que você consegue ser romântico com logística.

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Isso foi um elogio?

— Foi. Mas não se acostuma.

Comemos ali, cercados pelo mar, num tipo de paz que parecia distante horas atrás. O tecido leve da minha saída de praia balançava com a brisa, os óculos escuros de Logan escondiam parte do olhar, mas não escondiam o sorriso pequeno que aparecia toda vez que eu falava alguma bobagem. Em algum momento, estendi a mão para pegar uma fruta, e ele aproveitou para prender meus dedos nos dele. Em outro, fui limpar uma migalha no canto da boca dele e ele beijou a ponta dos meus dedos sem cerimônia.

Depois do café, tirei a saída de praia e fiquei só de biquíni, deitando um pouco ao sol. Logan se sentou atrás de mim, uma perna de cada lado do meu corpo, e passou protetor em mim com uma lentidão descaradamente indecente.

— Isso é muito conveniente pra você — murmurei.

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