~ LOGAN ~
Eu me afastei de Mareu apenas alguns centímetros, deslizando para um dos bancos laterais da lancha. O sol ainda estava quente, o mar continuava aquele azul idiota de cartão-postal, mas eu já sabia o que me esperava do outro lado da linha.
Henrique tinha adiantado: as reuniões não tinham ido bem, os contratos não tinham sido fechados. Igor tinha mandado uma mensagem curta e objetiva: pai furioso.
Atendi.
— Você perdeu completamente a noção da realidade? — A voz do meu pai entrou como um soco, sem introdução, sem pausa. — Abandonar um evento estratégico para tirar férias com namoradinha?
Apertei um pouco o telefone contra o ouvido.
— Noiva — corrigi, com calma proposital. — Estou de férias com a minha noiva e meus filhos. Acho que mereço.
Do outro lado, houve aquele silêncio que eu conhecia bem. O silêncio antes da explosão.
— Merecer? — Ele repetiu a palavra como se fosse um absurdo. — Você não merece nada enquanto não conseguir entregar estabilidade na Europa. Enquanto não fechar contratos. Enquanto ficar brincando de viajar por aí com…
— Pai.
— …com primeira pessoa que apareceu.
— Pai.
— Se não tem comprometimento, talvez seja hora de repensar quem está à frente da Novak. O Igor pode perfeitamente…
Eu soltei uma risada baixa.
— A ameaça é pra mim, pro Igor ou pra empresa? — perguntei, ainda com a voz controlada. — Porque se for pro Igor, coitado. Ele não merece ter que lidar com você em tempo integral.
— Você acha isso engraçado?
— Na verdade, acho.
Foi nesse momento que eu senti.
Um movimento entre minhas pernas.
Olhei para baixo e me deparei com Mareu ajoelhada no chão da lancha, os olhos brilhando com uma mistura perigosa de safadeza e diversão. Os dedos dela já estavam na borda da minha sunga, puxando o elástico para baixo com uma lentidão cruel.
Afastei o telefone do rosto, arregalando os olhos.
— O que você tá fazendo?
Ela inclinou a cabeça, fingindo inocência.
— Você parece estressado. Precisa relaxar.
— Mareu…
— Shh. — Ela levou um dedo aos lábios, fazendo silêncio, enquanto a outra mão continuava o trabalho. — Atende seu telefone.
— Mareu, isso não é…
A sunga desceu.
Meu corpo traiu qualquer tentativa de resistência. Em um piscar de olhos, eu estava completamente duro, e ela estava me olhando como se tivesse acabado de ganhar um presente.
— Logan? — A voz do meu pai voltou ao telefone, distante, irrelevante. — Logan, você está me ouvindo? Isso é falta de respeito…
Mareu inclinou o rosto e passou a língua devagar ao redor da cabeça.
Minha mão livre fechou com força sobre o banco.
Mareu parou por um segundo. A boca ainda em volta de mim, os olhos subindo até os meus. Ela sugou de leve, só a cabeça, enquanto me observava.
Depois soltou, lenta, deixando um último beijo molhado na ponta
— Não vai atender?
Olhei para o aparelho. O nome do meu pai brilhando na tela.
Depois olhei para ela. Joelhos no chão, boca molhada e inchada, um fio de saliva ainda ligando o lábio inferior dela à ponta do meu pau. O sorriso de diaba.
Peguei o telefone.
Sem pensar duas vezes, joguei no mar.
Ele afundou rápido, num silêncio anticlimático, engolido pelo Mediterrâneo como se nunca tivesse existido.
— LOGAN! — Mareu arregalou os olhos, genuinamente chocada. — Esse era o seu telefone do trabalho!
— Era.
— Os contratos!
— Dane-se os contratos.
— A sua agenda!
— Dane-se a agenda.
Puxei o corpo dela para cima do meu, virando-a contra o banco num movimento rápido. Ela riu, ainda surpresa, as mãos apoiadas nos meus ombros, a boca molhada bem perto da minha.
— Agora — murmurei, deslizando uma mão por dentro do biquíni dela, sentindo o calor, a umidade, a resposta imediata do corpo dela contra meus dedos — onde é mesmo que a gente parou?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva
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